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23/10/2009

Número de desempregados aumentou em Portugal

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 29,1 por cento em Setembro em relação ao mesmo mês do ano passado e aumentou 1,7 por cento face a Agosto, segundo os dados do IEFP.

No final de Setembro, encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 510.356 desempregados, mais 115.113 indivíduos do que há um ano atrás.

Face a Agosto, o aumento foi de 1,7 por cento, o que representa um acréscimo de 8.693 inscritos.

Para o aumento homólogo do número de desempregados inscritos - uma tendência que se mantém desde Outubro de 2008 - contribuíram sobretudo as subidas do desemprego entre os homens (mais 46,2 por cento).

Em termos etários, o desemprego tanto subiu entre os jovens (mais 29,2 por cento por cento) como entre os adultos (mais 29,1 por cento).

A procura de um novo emprego - que justificou em Setembro o registo de 91,7 por cento dos desempregados - aumentou 30,9 por cento face ao mês homólogo de 2008, enquanto a procura do primeiro emprego subiu 12,2 por cento.

De acordo com a análise dos técnicos do IEFP, todos os níveis de habilitação escolar apresentaram mais desempregados do que há um ano, mas os aumentos percentuais mais elevados verificaram-se nos 2º e 3º ciclo do ensino básico e no secundário, com uma subida de 35,9 por cento, e de 32,4 por cento e 36,9 por cento, respectivamente.

O aumento do desemprego foi mais acentuado nas situações de curta duração pois os registados há menos de um ano tiveram um aumento de 40,6 por cento em termos homólogos.

O aumento do desemprego fez-se sentir nos diferentes ramos de actividade económica, destacando-se, com os mais acentuados acréscimos percentuais, a subida de 71 por cento no sector da construção e de 58,9 por cento na indústria da madeira e da cortiça.

Em termos profissionais, comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o mais acentuado aumento do desemprego verificou-se no grupo "operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil", com mais 88,8 por cento, refere o IEFP.

O número de inscritos devido ao "fim de trabalho não permanente" - que, de acordo com o IEFP, é o principal motivo de inscrição de desempregados - representou 42,4 por cento das inscrições efectuadas em Setembro nos centros de emprego do Continente.

J.N. - 23.10.09

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