À procura de textos e pretextos, e dos seus contextos.

07/02/2010

Junto das autoridades brasileiras: Lafarge pagou 16,7 milhões de euros para afastar suspeita de cartelização

A Lafarge Brasil pagou 43 milhões de reais (16,7 milhões de euros, ao câmbio actual) para chegar a acordo com as autoridades da concorrência brasileiras e ser excluída de investigações ao alegado cartel brasileiro do cimento.

A cimenteira francesa assinou no final de 2007 um termo de compromisso de cessação de prática com o Conselho Administrativo de Defesa Económica (CADE), uma das autoridades da defesa da concorrência no Brasil, garantindo assim que o "processo que investiga o suposto cartel no mercado de cimento" fosse suspenso em relação a si, revelou ao PÚBLICO a secretária da Defesa Económica do Brasil (SDE), Mariana Tavares.

A iniciativa, de acordo com o organismo brasileiro, partiu da própria Lafarge, que assinou simultaneamente um compromisso destinado a "preservar e promover" condições de sã concorrência no mercado dos cimentos. No entanto, o sector dos cimentos mantém-se sob suspeita da Justiça brasileira. Isso mesmo disse Mariana Tavares, explicando tratar-se de "um sector problemático e sob escrutínio das autoridades há mais de 50 anos." A SDE abriu em 2007 o processo "que ainda está a decorrer, e em que existem indícios muito sólidos" de cartelização, e em que uma das práticas observadas tem sido a de impedir a entrada de novos concorrentes no mercado.

Por isso, o negócio da Cimpor voltou a fazer soar o alarme, frisou a responsável do organismo que investiga infracções económicas. "Pelas movimentações que percebemos entre a Cimpor, Camargo e Votorantim, tudo parece indicar que a resistência em aceitar a OPA se deve à tentativa de evitar que a CSN desorganize o alegado cartel, impedindo também que ela [CSN] cresça fora do Brasil", disse. As averiguações ligadas à suspeita de cartelização no cimento (concertação de preços) envolvem um conjunto de empresas que representam cerca de 90 por cento do mercado brasileiro e onde se incluem a Cimpor Brasil, Votorantim e Camargo Corrêa. A Votorantim, que conseguiu entrar no capital da Cimpor através da compra dos 17,3 por cento detidos pela Lafarge, é parceira da Camargo na construção de uma fábrica de cimento no Paraguai e na Usiminas, siderúrgica concorrente da CSN. Em troca das acções, a Lafarge vai receber fábricas da Votorantim que complementem a sua presença no Brasil, ou, caso a OPA lançada pela CSN seja bem-sucedida, será paga em dinheiro, uma vez que a Votorantim assume sair da corrida se o seu rival conseguir captar mais de 50 por cento dos direitos de voto da Cimpor. Ou seja, se a CSN, que apenas se lançou no mercado dos cimentos no Brasil no ano passado, não conseguir convencer os accionistas da Cimpor a vender a empresa (incluindo as oito fábricas brasileiras), o mercado interno deste país não será substancialmente alterado.

Operação sob suspeita

É neste quadro de práticas restritivas da concorrência que a SDE está a olhar para o interesse da Camargo Corrêa e da Votorantim na Cimpor, admitindo a possibilidade de as duas empresas estarem em conluio a tentar travar a entrada da CSN na cimenteira portuguesa. Mariana Tavares explicou que a SDE "vai olhar com muita atenção" para o negócio entre Lafarge e Votorantim e revelou apreensão com o desenrolar dos acontecimentos na OPA da CSN. "As movimentações após 18 de Dezembro [data do anúncio], pareceram-nos bastante suspeitas; a oferta irregular da Camargo, segundo a CMVM, o interesse da Votorantim e as justificações pouco fundamentadas da administração da Cimpor para rejeitar a oferta deixaram-nos preocupados", admitiu Mariana Tavares, acrescentando que "todos estes factos somados são bastante suspeitos." A SDE abriu já um processo de averiguações, tendo pedido esclarecimentos à Cimpor, CSN, Camargo e Votorantim, e contactado a Autoridade da Concorrência, que já deu conta das preocupações brasileiras à CMVM. Também as autoridades europeias "foram alertadas" para o facto de o alegado "cartel do cimento poder estar a operar na União Europeia."

Um mercado atraente

Em 2008, o Brasil consumiu cerca de 52 milhões de toneladas de cimento, o que equivale a um crescimento de 14,4 por cento face ao ano anterior. De 2007 para 2008 o país deu um salto no ranking, passando do nono para o quinto lugar entre os maiores consumidores de cimento a nível mundial. E espera-se que continue a crescer, seja pelo crescimento da economia, seja através de grandes projectos como os Jogos Olímpicos e o Mundial de Futebol. Em 2008, ano em que o Brasil registou um consumo-recorde de cimento, a Votorantim, líder de mercado, produziu mais de 18,6 milhões de toneladas, seguindo-se o Grupo João Santos (5,8 milhões), a Cimpor (4,3 milhões), a Camargo (3,9 milhões), a Holcim (3,7 milhões) e a Lafarge (2,9 milhões). A Cimpor e a Lafarge chegaram ao Brasil na década de 90. Os franceses comprararam primeiro a Ponte Alta e depois as fábricas da Matsulfur, tendo a Cimpor entrado no mercado em 1997, com a aquisição da Cisafra e dos activos da Bunge International, na sequência de uma nova vaga de consolidações a nível internacional que se iniciou nos anos 70. Hoje, existem menos de dez multinacionais neste sector.

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1421670

Centros de emprego já têm 147 mil despedidos

Ao longo dos dois últimos anos, surgiram nos centros de emprego 264 704 despedidos (incluindo mútuo acordo). De 2008 para 2009, há registo de mais 29 380 casos. Para 147 042 trabalhadores, o ano passado ficará marcado como a data do seu despedimento.

Quando um desempregado se dirige a um centro de emprego, o IEFP encaixa-o sempre numa das nove categorias de motivos que explicam a sua situação. O JN foi à procura de dois desses motivos: "despedimento" e "despedimento por mútuo acordo". Em nenhuma daquelas categorias está incluído o fim dos contratos a prazo, que se encontra identificado à parte.

As duas situações apresentam pesos muito distintos: o número de "despedidos" chegou no ano passado aos 126 924, enquanto que os despedimentos por mútuo acordo se ficaram pelos 20 118 (total de 147 042). No entanto, há que analisar com precaução o mútuo acordo, uma vez que nem sempre se tratam de casos de entendimento pacífico entre empregado e empregador.

"Pode haver interesse mútuo na cessação do vínculo, por razões de idade, criação de pequenos negócios e pedido de reforma antecipada. No entanto, também pode ser o resultado de pressão psicológica continuada das entidades patronais ou processos massivos de rescisões voluntárias enquadrados em programas de reestruturação", explica Luís Bento, especialista em recursos humanos e consultor do Banco Mundial e do Instituto Nacional de Administração.

Comparando as duas principais regiões do país, conclui-se que o Norte tem um peso de 47% (69 054) nos despedimentos verificados em todo o território do continente no ano passado, enquanto que Lisboa e Vale do Tejo (LVT) representou 31,2% dessa realidade (45 809). Ou seja, há um fosso de 15,8 pontos percentuais desfavorável ao Norte. Nos dois últimos anos, o Norte perdeu 123 469 postos de trabalho por via do despedimento ("normal" e por mútuo acordo), enquanto que LVT viu 83 305 dos seus efectivos ficarem sem emprego.

"O sector dos serviços - típico da região de LVT - que era um sector que estava a absorver desemprego gerado na indústria (o mesmo para o Grande Porto) deixou de absorver e passou ele próprio, em função da recessão que atravessam todos os sectores da economia, a alimentar as estatísticas de desemprego", alerta Luís Bento.

Uma das explicações reside no aumento de 50% no número de falências , tendo 2009 fechado com mais 410 empresas declaradas insolventes em tribunal do que em 2008. No total, desapareceram 1251 empresas, de acordo com os dados da Coface Mope. "O desemprego gerado por força de despedimentos - liquidação das empresas e/ou cessação da actividade, falências, extinção por deslocalização - que atinge, no global das duas regiões consideradas, cerca de 25% do total do desemprego verificado, demonstra que, afinal, o maior contribuinte líquido para o volume de desemprego não é o despedimento ou a cessação por mútuo acordo, mas sim o chamado desemprego involuntário", afirma o especialista Luís Bento, após analisar os dados recolhidos pelo JN com base nas estatísticas mensais.

A evolução parece imparável: o despedimento, com ou sem acordo, tem crescido desde 2007.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1488575

SCUT: Buzinão agendado para 26 de Fevereiro

As comissões de utentes contra as portagens nas autoestradas sem custos para o utilizador anunciaram hoje, sábado, um buzinão, a realizar a 26 de Fevereiro, e que vai abranger vários municípios.

Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Porto, Vila Nova de Gaia, Lousada, Paredes e Paços de Ferreira vão ser os municípios envolvidos neste protesto que visa "contestar a instalação de portagens nas SCUT", anunciou José Rui Ferreira, o porta-voz do movimento que hoje se reuniu.

A hora do buzinão ainda não está definida, porque isso "dependerá do fluxo de trânsito em cada uma das cidades", explicou o dirigente do movimento que disse também que, e a seguir a este protesto, "serão agendadas novas formas de luta".

Os elementos das várias comissões, que reuniram na Póvoa de Varzim, lamentam também que o ministro das Obras Públicas ainda não os tenha recebido.

"Pedimos uma audiência há cerca de três meses, mas, até agora, não obtivemos qualquer resposta", razão pela qual os líderes deste protesto marcaram mais este buzinão, onde esperam "total adesão por parte das populações", frisou José Rui Ferreira.

As comissões consideraram ainda importante a participação dos empresários das regiões afectadas pelas portagens nas SCUT, porque, e dada a crise que o país atravessa, "eles serão muito afectados", caso o Governo decida mesmo portajar vias como a A28, a A29 e a A41.

"É importante que os utentes destas vias mostrem o seu descontentamento" em relação a esta medida que o Governo pretende implementar.

A terminar, o também utente diário da A28, volta a sublinhar que "as SCUT deverão permanecer como vias sem portagens, enquanto estejam localizadas em regiões cujos indicadores de desenvolvimento socioeconómico sejam inferiores à média nacional e não existam vias alternativas".

Ora, e segundo as comissões, os municípios atravessados por estas vias "justificam a irreversibilidade deste processo", concluiu José Rui Ferreira.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1488337

"Nunca nos chamaram, nem para fazer formação"

E m Outubro de 2009, José Branco rescindiu, por mútuo acordo, o contrato de trabalho com a Qimonda. Com pouca esperança no futuro da empresa e com a certeza de que seria, em breve, um dos despedidos, saiu, aproveitando a oportunidade dada para receber a devida indemnização.

Menos de um mês depois, a agora Nanium despediu 660 pessoas. Com 25 anos, seis ao serviço da Qimonda - o seu primeiro emprego -, uma casa para pagar e, até então, um trabalho estável, numa "boa empresa", a "ganhar bem", José Branco foi inscrever-se no Centro de Emprego e engrossar a já longa lista de desempregados do concelho de Vila do Conde. Lamenta que, até hoje, nunca o tenham contactado: "Ficamos inscritos para formação profissional, mas nunca nos chamaram, nem para empregos, nem para formação", diz, acrescentando que, mesmo os colegas que, em Maio, foram despedidos da empresa, ainda não foram chamados. José Branco direito a 680 euros de subsídio de desemprego durante 13 meses. Reconhece que é difícil arranjar trabalho a ganhar melhor e que tem formação "a mais" numa área, onde as saídas profissionais são, actualmente, nenhumas. Por isso mesmo, quer aproveitar para fazer o 12.º ano e, depois, quem sabe, conseguir um emprego melhor.

Quatro meses depois, olha com "desilusão" a fábrica quase vazia e lamenta que "não se tenha feito mais para salvar uma empresa que podia ter um bom futuro pela frente".

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1488578

Oliva entra amanhã em suspensão total da produção

A produção da Oliva entra segunda-feira em suspensão integral e os 184 operários da empresa vão concentrar-se a partir das 08:00 à entrada da fábrica para reivindicar os salários em atraso e apelar a soluções alternativas.

David Soares, da comissão de trabalhadores da metalúrgica de S. João da Madeira, refere que segunda era o dia em que o pessoal da empresa previa regressar ao trabalho a tempo inteiro, pelo que a decisão da Oliva "apanhou toda a gente de surpresa e deixou todos desanimados".

Estando a suspensão da produção anunciada até final de Fevereiro, isso significa também que a empresa se manterá inactiva até à data de realização da sua assembleia de credores, marcada para o próximo dia 26.

Para David Soares, esta suspensão "não é um bom sinal para os credores". A administração da Oliva terá justificado a medida alegando "o corte da energia eléctrica e a falta de dinheiro para comprar material", mas o porta-voz dos trabalhadores da metalúrgica defende que deveria encontrar-se "uma alternativa porque a empresa continua a ter encomendas".

"Se há clientes que estão a pedir a devolução dos moldes", observa, "é só porque não estão a receber as encomendas e têm que as mandar fazer noutro lado".

Na concentração de segunda-feira, o objectivo dos trabalhadores da Oliva não é, contudo, reivindicar apenas os subsídios de Natal que têm em atraso e os 50 por cento do salário de Janeiro que ainda têm a receber - valores esses, aliás, para cujo pagamento "a administração da empresa não dá data nenhuma", realça David Soares.

"Vamo-nos concentrar com o intuito de também ir à Autoridade para as Condições de Trabalho", adianta este operário. "Não queremos ser apelidados de arruaceiros nem nada do género, mas, afinal, o que está aqui em causa é uma ilegalidade e alguém tem que defender os nossos direitos".

A Oliva - Soluções de Fundição S.A. emprega actualmente 184 funcionários, a maioria dos quais foram abrangidos pela suspensão temporária de trabalho que vigorou na empresa entre maio e Outubro

Em Setembro, a metalúrgica iniciou o seu processo de insolvência e em Outubro viu terminar o prazo de recuperação definido pelo Grupo Suberus, que a adquiriu em 2004 a preço especial, na condição de não a encerrar nos cinco anos seguintes.

Hoje, a Oliva tem dívidas acumuladas no valor de quase oito milhões de euros.

Os seus principais credores são a empresa de químicos Urpol, à qual deve 624 mil euros, e a Segurança Social, com a qual tem em falta 550 mil. Aos funcionários da casa, a Oliva terá que pagar, em caso de encerramento, cinco milhões de euros em direitos.

http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1489118

Un coup de poignard dans le dos. Analyse du premier rapport d’étape du CDHSS

Elie Haddad (CR CNRS) et Laurence Giavarini (Mcf, université de Bourgogne), pour SLU (7 février 2010)

Le 2 septembre 2009, Valérie Pécresse a mis en place le Conseil pour le Développement des Humanités et des Sciences Sociales composé de membres nommés qui ont pour mission
- « d’explorer "les enjeux de formation, de qualification et d’insertion des étudiants qui choisissent les filières des sciences humaines et sociales de nos universités"
- d’"engager une réflexion sur la structuration de notre potentiel de recherche dans le nouveau paysage français qui s’appuie désormais sur des universités autonomes, les Instituts du CNRS, le réseau des Maisons des Sciences de l’Homme et l’ensemble des établissements et des organismes parties prenantes dans la production scientifique de ces champs de la connaissance".
- de réfléchir aux spécificités de l’évaluation dans le domaine des sciences de l’homme et de la société.
- de "dégager les grands enjeux scientifiques qui animeront les sciences humaines et sociales françaises dans les années à venir » et « d’œuvrer au renforcement de notre exceptionnel potentiel de recherche." » (p. 7)

Le 14 janvier 2010, ce CDHSS a remis son premier rapport d’étape intitulé Pour des sciences humaines et sociales au cœur des universités. Ce rapport est divisé en quatre chapitres intitulés « Vers un enseignement plus généraliste dans les licences de sciences humaines et de sciences sociales », « Les Sciences de l’Homme et de la Société face à la mission d’orientation et d’insertion professionnelle des universités », « L’enseignant-chercheur en SHS : trouver le temps de la recherche » et enfin « Le dispositif institutionnel de la recherche en SHS : quelle coordination entre universités, organismes et agences ? ». Chacun de ces chapitres se clôt sur une série de recommandations. La conclusion ouvre sur des perspectives pour inscrire les SHS dans le cadre du Grand Emprunt.

Le rapport offre une façade mesurée et informée, loin des analyses et des déclarations à l’emporte-pièce que l’on a pu entendre depuis le début des réformes de l’enseignement supérieur et de la recherche lancées par Valérie Pécresse sous la houlette de Nicolas Sarkozy. Il s’agit, pour le CDHSS, de se légitimer tant auprès de la communauté des universitaires et des chercheurs que des media et du ministère lui-même. Aussi le rapport est-il en apparence pleinement « dépolitisé », comme s’il ne s’inscrivait pas précisément dans une politique à laquelle ses auteurs adhèrent sans restriction, ce qui n’empêche pas évidemment quelques différends, soigneusement mis en valeur au cours du texte, sur les orientations spécifiques à suivre pour les SHS. Pour prendre la mesure de l’imposture qu’il y a là, il faut entrer dans le détail des oublis, des pétitions de principe et plus généralement de l’idéologie qui fondent ses analyses et ses propositions.

Le rapport présente comme point de départ de sa réflexion ce qu’il désigne comme une double angoisse : celle des étudiants de SHS quant à leurs débouchés professionnels, et celle des universitaires et des chercheurs concernant leurs conditions de travail et le sens de leur métier. Il y aurait là un paradoxe, compte tenu de l’importance accordée à la place des SHS dans le nouveau paysage de l’Enseignement Supérieur et de la Recherche.

Le ton est ainsi donné d’emblée : il y aurait d’un côté le ressenti de ceux qui sont au quotidien dans les universités, de l’autre la réalité, que les membres du CDHSS – dont la grande majorité soit a entièrement déserté l’Université, soit y travaille dans des conditions particulièrement privilégiées –, connaissent bien entendu mieux que quiconque. Au nombre des évidences de cette « réalité » : l’avancée positive que constituent les réformes Pécresse.

Dès lors, le rapport peut bien insister sur la pluralité des opinions qui s’expriment au CDHSS, sur la liberté de discussion qui y a cours et sur sa volonté de recevoir des réactions de la part de la communauté universitaire, le cadre posé délimite étroitement l’espace de la réflexion. La volonté affirmée de toujours partir des attentes des étudiants sert surtout à répondre aux desiderata de la ministre et à justifier le bien-fondé des transformations engagées.

Les SHS selon le CDHSS : où est passée la critique ?

Pour les rédacteurs du rapport, la spécialisation disciplinaire, qui n’aurait existé historiquement que parce que les universités formaient les futurs enseignants du secondaire, est inadaptée à la grande diversification des missions de l’enseignement supérieur en SHS. Ainsi ces études ne seraient plus, « à strictement parler, professionnelles, puisque l’enseignement n’est plus le débouché professionnel de la majorité des diplômés » (p. 16). Comme les étudiants auront, suppose-t-on, nécessairement plusieurs métiers au cours de leur vie, il faudrait développer leurs capacités d’adaptation par la pluridisciplinarité : « Il n’y a pas de meilleur indice de leur aptitude à une formation professionnelle complémentaire rapide, en entreprise ou ailleurs, que leur curiosité, donc que leur absence d’enfermement disciplinaire. » (p. 18). Les métiers de l’enseignement seraient d’ailleurs eux-mêmes trop disciplinaires, contrairement à ce qui se passe en Allemagne où un enseignant du secondaire peut enseigner deux matières, avoir deux spécialisations. Un enseignement généraliste serait en outre plus adéquat au niveau très hétérogène des étudiants.

L’une des recommandations que le CDHSS tire de cette analyse est la nécessité de rétablir une première année de propédeutique à l’Université : « Il faut faire attention à la distinguer de l’idée de classes préparatoires en université ou du modèle des premiers cycles d’instituts d’études politiques. Dans ces deux types de formation, le niveau des étudiants, qui sont sélectionnés à l’entrée, est relativement homogène. Le public concerné par une année de propédeutique modernisée serait un public plus hétérogène, allant des étudiants concernés par une « remise à niveau » générale (et qui auront tendance à obtenir leur licence en quatre ans) aux bons étudiants qu’attirent les premiers cycles universitaires. » (p. 20). Mais il ne s’agit là que d’une piste possible parmi d’autres : le CDHSS encourage toutes les initiatives locales qui vont dans le sens d’un amoindrissement de l’enseignement d’une seule discipline en L, notamment dans le cadre du « Plan Licence » : « Un certain nombre d’initiatives ont été prises. Elles doivent, de notre point de vue être intensifiées. On assistera, dans les années qui viennent, à la mise en place d’une palette de formules. Il est d’ailleurs probable que les premiers cycles universitaires soient caractérisés, dans les années qui viennent, par la coexistence de formations différentes. » (p. 20-21).

L’objectif est d’aboutir à un enseignement à la carte, dans lequel le choix des étudiants serait guidé afin de conserver une cohérence des parcours, et à une offre diversifiée de formations « qui intègrent transmission des savoirs et acquisition des compétences » (p. 21).

Cette critique de l’enseignement disciplinaire repose sur des présupposés jamais explicités et un constat tronqué.

- Le constat : le CDHSS fait comme si l’insertion des diplômés de SHS dans le monde du travail était d’une faiblesse inquiétante. Or nombre de statistiques ont montré ces dernières années – plusieurs présidents d’université l’ont rappelé récemment – que ces diplômés ont un bon niveau d’intégration, qu’ils trouvent à s’employer dans des secteurs divers, et plutôt mieux que ceux venant d’autres filières.

- Le principal présupposé : l’enseignement d’une discipline sclérose la pensée et nuit à la capacité d’adaptation des étudiants. Faut-il rappeler qu’une véritable formation exigeante dans une discipline permet d’acquérir la rigueur intellectuelle et les capacités d’analyses et de synthèse que l’on mettra en œuvre dans des métiers différents ? Que, si l’enseignement généraliste ne s’accompagne pas de moyens considérables – avec une hausse importante du volume horaire en L, et des bourses et un encadrement en conséquence – il se réduira, comme c’est le cas actuellement, en un saupoudrage où, sous prétexte d’élargir les connaissances, on perd la notion même de ce qu’est un savoir ? Et qu’on détruira ainsi cette bonne intégration réelle, mais désormais menacée, des diplômés en SHS ? On ne voit pas en quoi l’enseignement disciplinaire ne formait pas ou ne pourrait pas former à la rigueur méthodologique, à l’interrogation sur l’utilité des sciences humaines, et à l’initiation à la recherche que les rédacteurs prétendent appeler de leurs vœux.

Plus encore, un tel projet d’enseignement généraliste est parfaitement contradictoire avec la formation à l’esprit de la recherche préconisée dès la première année par le rapport. Il n’est que de regarder ce qui se passe dans les classes préparatoires, dont il est probable qu’elles constituent pourtant l’un des modèles du CDHSS. Loin de former à la recherche, les enseignements dispensés y favorisent l’acquisition de connaissances sans mettre l’accent sur le caractère construit des savoirs appris, pourtant un des fondements de la recherche en SHS. Les types d’exercices requis pour l’évaluation de ces étudiants (dissertations, commentaires de textes) restent très éloignés de l’apprentissage des méthodes de la recherche. Comment pourrait-il en être autrement à l’Université, avec des moyens bien inférieurs à ceux des classes préparatoires ? Prendre ces dernières comme modèle pour la réforme du premier cycle est donc non seulement contradictoire avec l’un des objectifs affichés du CDHSS, mais en outre à mille lieues de toute considération réaliste sur les étudiants et le financement présent et à venir des universités.

Autre présupposé : le doute sur l’utilité des SHS serait lié à la massification de l’enseignement supérieur. Il faudrait donc convaincre les étudiants de la multiplicité des applications possibles des SHS. Tous les exemples donnés – gestion des ressources humaines, marketing, communication… – relèvent de l’instrumentalisation des outils développés par les SHS au service des pouvoirs (politiques, économiques) et de leur mise en œuvre à des fins de légitimation, voire de manipulation. La recherche présentée comme fondamentale est elle-même ramenée aux quelques poncifs désormais usés sur la compréhension des changements liés à la mondialisation, aux nanotechnologies, à l’environnement… On reste confondu devant la faiblesse du propos tenu par les personnalités distinguées de ce Conseil.

Dernier présupposé : pour le CDHSS, il est évident que les étudiants de Poitiers, de Marseille, de Lille, de Toulouse, de Strasbourg ou de Paris ne sont pas les mêmes, qu’ils ont des attentes différentes. Aussi faut-il, dans la logique de la soi-disant « autonomie » des universités, « encourager la diversité des pratiques au plus près des besoins des étudiants » (p. 29). Finissons-en donc avec les vieilles lunes des diplômes nationaux ! L’ambition déclarée de mettre les universités au niveau international dans le cadre de la « mondialisation » est inséparable, on le voit, d’un rétrécissement des horizons vers les enjeux et les besoins locaux, ce qui est un aspect essentiel de la création d’un « marché de la connaissance ».

Orientation, échec et « employabilité » : mais où sont passées les classes préparatoires ?

L’objectif de cette esquisse de réforme de la licence est, on l’a compris, de renforcer l’« employabilité » des étudiants de SHS. On ne s’étonnera pas outre mesure que ce terme ne soit ici ni défini, ni mis en perspective dans une réflexion sur l’emploi. Les auteurs du rapport prennent acte, certes, d’une inquiétude devant la possible dénaturation de la mission de production et de transmission du savoir qui est celle des universités, face à l’exigence qui leur est aujourd’hui imposée de conduire les étudiants dans le monde du travail. En réponse, ils rejettent la « professionnalisation » des contenus des enseignements et appellent à penser celle des « parcours », en axant ces derniers sur les « compétences » que donneraient les formations SHS et qui leur semblent pouvoir être valorisées sur le marché du travail.

Dès lors, la véritable question, soulevée par le rapport, devient celle de la bonne orientation des étudiants. Si la sélection à l’Université semble faire débat parmi les membres du CDHSS, ils se retrouvent sur cette idée qu’il faut avant tout résoudre les problèmes d’orientation. On peut s’accorder avec eux sur ce point. Mais comment est-il possible de penser la sélection, l’orientation et l’échec à l’Université, sans aborder une seule fois ce qui fait le cœur du système de l’enseignement supérieur en France : la dualité Grandes Ecoles/université et donc l’existence des classes préparatoires ? Jamais celles-ci ne sont mentionnées dans tout ce second chapitre du rapport ! Un pareil « oubli » ruine les analyses proposées.

Pour favoriser l’employabilité des étudiants, une seule solution, vieille lune ici présentée comme une nouveauté : rapprocher les entreprises et les universités. Ce qui ne peut s’entendre, comme toujours, qu’à rapprocher les universités des entreprises. Les filières universitaires sont opaques pour les entreprises ? On ne se demande pas si la personne interrogée (de Danone, en l’occurrence) est réellement compétente ou pas. On en conclut qu’il faut changer le contenu des filières, sans se poser la question par ailleurs de ce qu’il en sera de cette opacité lorsque les étudiants pourront vraiment choisir leurs enseignements « à la carte ».

La première recommandation du CDHSS est que les universitaires doivent s’engager pleinement dans le travail d’insertion des étudiants et que cette activité doit être reconnue dans leurs tâches. Que les enseignants-chercheurs ne soient pas formés dans ce domaine et qu’on puisse douter qu’ils remplacent efficacement les conseillers d’orientation quasiment supprimés des universités aujourd’hui, voilà qui ne gêne pas les membres du Conseil. Pas plus qu’ils ne rechignent à préconiser un travail supplémentaire écrasant pour leurs collègues, alors même qu’ils bénéficient tous de conditions de travail extrêmement favorables, ou qu’ils ont depuis longtemps abandonné toute recherche pour une carrière « administrative ».

Seconde et principale recommandation : développer les stages pour les étudiants afin de compenser leur absence d’expérience professionnelle et favoriser ainsi leur « employabilité » future, aussi bien après la licence qu’après un master. Jamais les rédacteurs du rapport ne se posent la question de savoir pourquoi les entreprises refusent d’assurer elles-mêmes la formation à leurs métiers propres et placent ainsi systématiquement les jeunes adultes dans le cercle vicieux de la nécessaire expérience professionnelle exigée. Ils évacuent aussi le fait que la plupart des étudiants travaillent pour financer leurs études, l’allongement de l’année universitaire étant terrible de ce point de vue, puisqu’il fortement réduit la possibilité de pourvoir à ce financement par les emplois d’été. Sans compter que nombre d’étudiants suivent déjà des stages, généralement sous-payés, ce que plusieurs enquêtes ont montré et dénoncé. Tout le discours du rapport consiste à faire porter la responsabilité de l’obtention d’un emploi sur les nouveaux diplômés. Les difficultés actuelles à trouver un travail ne seraient dues qu’au manque de capacité des diplômés en SHS à mettre en valeur leurs compétences, à leur « inadaptabilité » en un mot. Une fois ce point résolu, tout rentrera dans l’ordre, car il est bien connu que les structures du marché du travail et les structures économiques ne jouent aucun rôle dans l’articulation de l’université et du monde du travail. De ce point de vue, l’idéologie du rapport du CDHSS est pleinement libérale.

Les auteurs indiquent qu’il ne faut pas mettre en place de procédure uniforme : chaque université saura au mieux comment rapprocher les filières des SHS des entreprises. On comprend que ce qui est visé, c’est d’abord le bassin d’emploi régional de chaque université, sauf pour les principales qui pourront développer des coopérations avec les grandes entreprises : « Certaines universités auront intérêt, de par la prédominance des masters-recherche dans leur offre de formation, à coopérer avec de grandes entreprises qui cherchent à recruter des généralistes ; d’autres auront développé des licences et des master pros parce qu’elles visent le recrutement de leurs étudiants par les PME du bassin d’emploi environnant. » (p. 56). Le secteur privé verra sans doute d’un bon œil cette proposition de transférer tous les coûts de la formation des jeunes vers l’État et les universités autonomes. Le ministère ne pourra que se féliciter de ce soutien à sa politique de différenciation entre les universités « d’excellence » et les autres.

L’efficacité du dispositif pour combattre le chômage des diplômés SHS repose cependant sur un nouveau raccourci : croire que la « culture générale » demandée en entreprise serait la même chose que le savoir et la formation critique dispensés dans les cursus de SHS : « il se produit aujourd’hui une convergence réjouissante entre le souci de culture générale qui continue à animer les filières des sciences humaines et la préoccupation des entreprises de disposer d’esprits formés à cette culture générale. » (p. 57). Allégée et « pluridisciplinarisée », la formation reçue se rapprochera sans doute de cette « culture générale » si éloignée du savoir critique dont l’acquisition était l’objectif des enseignements des SHS. On peut douter qu’une telle formation réponde aux attentes des entreprises. Pour notre part, nous préfèrerions une autre convergence, qui verrait les entreprises se tourner vers des esprits formés à la critique et les considérer comme une richesse.

Reste, comme le disent les rédacteurs, que la recherche reste essentielle dans les missions du l’Université. Le taux de chômage des docteurs étant cependant trop important, le CDHSS préconise de réduire le nombre de doctorants par la sélection (p. 59). Le paradoxe est intéressant : la recherche est fondamentale, il faut donc en faire moins, ou la réserver à un plus petit nombre…

Et puis, quoique cette recherche soit essentielle, force est de reconnaître que les employeurs n’en ont strictement rien à faire (p. 61). La solution ? Développer la recherche en SHS dans les entreprises. Mais comme on ne saurait penser que ce sera une source de recrutements massifs, il faut inciter « les jeunes docteurs, à la création d’entreprises de conseil qui offriront leurs services de recherche aux entreprises sur des objectifs ciblés » (p. 62). Sans doute le CDHSS voit-il là une possibilité de création massive d’emplois…

Les rédacteurs préconisent en outre de favoriser la mobilité professionnelle (un membre du Medef se serait-il glissé dans le Conseil ?). Après avoir été moniteurs et travaillé à une thèse, obtenu un post-doc un an par ci, un an par là, les « jeunes » chercheurs en SHS ayant dépassé trente ans pourront ainsi montrer leur adaptabilité et expérimenter la précarité dans un autre secteur d’activité. Une fondation favorisant leur insertion pourra les y aider, et une charte de bonne conduite distribuera les bons points aux universités et aux entreprises qui auront de bonnes pratiques d’insertion des diplômés de SHS (p. 65).

La modulation de service à la baisse !

Si le lecteur du rapport a participé au mouvement universitaire du printemps 2009, il pensera sans doute que pour ses auteurs, tout allait bien à ce moment, merci. Ceux-ci admettent certes le malaise, fruit d’un « sentiment justifié ou non » (p. 68). L’impression des universitaires d’être maltraités, de voir leurs conditions de travail se dégrader et leurs tâches s’alourdir, ont conduit à des protestations « plus ou moins rationnelle[s] » (p. 69).

La situation n’est au fond, disent les auteurs, pas si dramatique que cela. L’ANR a selon eux permis d’accroître les moyens à disposition des chercheurs. Elle va cependant de pair avec une concurrence accrue entre eux, alors que la sous-administration des universités est une réalité. De ce fait, les tâches des enseignants-chercheurs sont lourdes et amenées à s’alourdir. Le sentiment d’accablement vient du fait que « beaucoup d’enseignants-chercheurs continuent à imaginer, comme cela était le cas il y a quelques décennies, pouvoir, ou devoir, tout mener de front : enseignement, soutien aux étudiants, administration, recherche » (p. 72). Cela n’est pas possible, aussi les universitaires doivent-ils, au cours de leur carrière, s’investir plus ou moins dans les différents aspects de leur métier, et il faut récompenser ceux qui participent aux tâches administratives, à l’insertion des étudiants et font la preuve de leur capacité à travailler en équipe. Miracle ! La loi Pécresse le permet : grâce à la modulation de service, ils pourront être récompensés de ces temps consacrés à la collectivité par une baisse de leur temps d’enseignement. Les auteurs plaident également pour des congés sabbatiques réguliers, comme cela se fait ailleurs, et pour une circulation plus importante des chercheurs et des enseignants-chercheurs entre l’enseignement et la recherche.

Cette partie, la plus courte du rapport, confond le lecteur par sa naïveté, sa suffisance, son mépris et son ignorance des réalités universitaires et des universitaires eux-mêmes. Elle propose peu de solutions, hors le vœu pieu que la concurrence entre chercheurs aille de pair avec une solidarité renforcée (« C’est à la fois dans les départements et dans les unités de recherche que devront émerger des solidarités renforcées entre collègues, avec une vraie alternance des tâches », p. 75), et que ce qui est réclamé depuis des années par les syndicats et les associations (congés sabbatiques réguliers, décharges de service) soit enfin entendu. Vœu qui fait fi des conditions concrètes du métier mises en place par les réformes de V. Pécresse.

Les règlements de compte des zélés sous-chefs de la réforme

La dernière partie du rapport passe de l’échelle individuelle à celle des institutions. De la même façon que précédemment, les auteurs affirment que la saine concurrence mise en place par les réformes pour favoriser « l’excellence » peut se conjuguer avec la concertation en vue d’une meilleure coordination des structures et des niveaux. L’enchevêtrement de ceux-ci rend plus difficile la tâche des directeurs d’unité, tiraillés entre les exigences contradictoires des différentes tutelles et institutions (p. 81-82). On notera que c’est ici le seul passage où l’expérience personnelle des membres du Conseil est sollicitée, et qu’il n’est plus dès lors question de « sentiments » ou d’« impression », mais de la description objective d’une réalité…

Le Conseil, dans la logique des réformes, défend l’idée qu’il faut soutenir l’ANR en matière de programmation, contre le rôle actuel du CNRS : « L’ANR est devenue un élément clé du système national de recherche et d’innovation dans la mise en œuvre de cette fonction de programmation. Elle concerne le court et le moyen terme. » (p. 97). Il va dans le sens du rapport d’Aubert demandant à restreindre à deux les tutelles d’une unité de recherche, la mise en concurrence des établissements posant des problèmes pour le fonctionnement partenarial de ces tutelles. Le CDHSS critique également la politique d’évaluation des unités faites par l’Institut SHS du CNRS sur des critères opaques et le déséquilibre que cela introduit par rapport aux universités et aux évaluations faites par l’AERES. Le CDHSS soutient cette dernière et critique le caractère unilatéral des décisions prises par l’InSHS et par la direction des partenariats concernant le devenir des UMR. Enfin le CDHSS critique le Comité national (CoNRS) à la fois dans son rôle d’évaluation des chercheurs et dans sa mission de prospective qu’il remplirait mal.

Il s’agit là d’une attaque en règle du CNRS dans les fonctions qu’il a réussi tant bien que mal à préserver jusqu’à présent, ce qui s’est en effet traduit par des tensions importantes entre les institutions en raison de la politique unilatérale de l’InSHS en matière de partenariat. Cela permet dans le même temps au CDHSS de remettre en cause le CoNRS, une des dernières instances représentatives – parce qu’en majorité composée d’élus universitaires et chercheurs – encore en fonctionnement dans le monde de la recherche. La guerre de tous contre tous organisée par la mise en concurrence des institutions de l’enseignement supérieur et de la recherche radicalise ainsi les oppositions historiques contre le CNRS, de nouveau menacé dans son existence même, comme le souligne la récente déclaration du bureau du Conseil Scientifique de l’InSHS.

Les recommandations visent à prolonger les transformations engagées dans la logique de la loi LRU, et vont ainsi à l’encontre des prérogatives que l’InSHS est parvenu à conserver dans la tourmente, en tâchant de se montrer plus zélé réformateur que les universités. Le CDHSS invite d’abord les universités à développer leurs propres « labels d’excellence » pour leurs unités, notamment par l’intermédiaire des PRES, qui permettront de réduire l’importance accordée aux « désumrisations » (p. 93). Il réclame que le rôle de l’InSHS soit réduit aux niches scientifiques, aux laboratoires internationaux, à l’investissement dans les MSH, et que ses recrutements portent sur les domaines de recherche interdisciplinaire dans lesquels l’Université n’est pas encore assez présente. L’InSHS doit se transformer en « agence de moyens humains » (p. 94), sous la forme d’accueil de délégations pour quelques années et de mise à disposition de personnels compétents dans les unités. Les personnels ITA et chercheurs du CNRS apprécieront cet avenir radieux qu’on leur promet : « moyens humains », ils pourront se déplacer d’un laboratoire à un autre en fonction des besoins.

Enfin, pour couronner le nouvel édifice de la recherche en SHS qu’il appelle de ses vœux, le CDHSS prône la création d’une « Alliance nationale pour les SHS » (p. 98) aux côtés de celles déjà existantes, notamment dans les sciences de la vie. Elle serait chargée de coordonner les structures existantes afin d’assurer la programmation et la prospective de la recherche SHS, et de favoriser les synergies dans le nouvel environnement concurrentiel. Voilà de quoi liquider enfin le rôle d’opérateur que l’InSHS a réussi à conserver jusqu’à maintenant et en faire, comme le souhaitait le ministère il y a un an, une simple agence de moyens. On comprend les réactions furieuses de la direction de l’InSHS à ce rapport : ses efforts pour être le meilleur élève possible risquent de n’avoir servi à rien. Dans cette petite guerre des seconds couteaux, le ministère qui n’en demandait sans doute pas tant, va pouvoir jouer le rôle d’arbitre au mieux de ses intérêts.

Constatons donc que les membres du CDHSS ont pleinement intégré la logique de la LRU et du réformisme sarkozyste, jusque dans l’idéologie et le vocabulaire. Il n’est question dans ce chapitre que de « structures », de « performance », d’« opérativité », d’« excellence » : tout ce lexique techno-managérial fait passer au second plan la science et la recherche elles-mêmes, que le rapport ne conçoit que sous la coupe d’agences de financement composées de membres nommés, sans contrôle démocratique des pairs. Le financement sur projet est promu au détriment du financement du fonctionnement des équipes, malgré les effets néfastes maintes fois analysés sur le contenu de la recherche et sur les conditions dans lesquelles elle se fait : moins d’emplois pérennes administratifs ou techniques, plus de précarité pour les jeunes chercheurs, gaspillages, etc.

Le Grand Emprunt et le monde merveilleux du « paradigme numérique »

Tout au long du rapport, un silence, criant : celui qui porte sur les moyens et le personnel nécessaires pour mettre en œuvre ses recommandations, afin que celles-ci répondent réellement à l’ambition affichée du discours. En conclusion seulement, le rapport s’avise du problème des moyens. Encore cela ne prend-il la forme que d’une prière au gouvernement, pour que le Grand Emprunt prenne en compte les SHS. Mais une prière confiante, animée de la conviction que ce Grand Emprunt permettra de renforcer les recherches pluridisciplinaires, articulant notamment SHS et sciences de la vie, qu’il favorisera les regroupements, surtout en région parisienne (sic), qu’il conduira à la création d’une fondation pour l’insertion des jeunes diplômés, d’une autre pour le financement des IFRE (Instituts Français de Recherche à l’Etranger), qu’il mettra enfin à niveau les bibliothèques universitaires. Et enfin qu’il fera définitivement passer les SHS au « paradigme numérique » (p. 103). Le lecteur édifié peut achever sa lecture sur cet emploi parfaitement absurde de la notion de « paradigme ».

Ce point de vocabulaire n’est pas anecdotique. Les membres du CDHSS ont tous été officiellement choisis pour leurs compétences scientifiques. Or le rapport d’étape qu’ils livrent est d’une grande faiblesse du point de vue même de l’expertise : l’absence de mention des classes préparatoires dans la présentation de la sélection dans l’enseignement supérieur en est l’aspect le plus caricatural [1]. Mais on pourrait prendre bien d’autres exemples : la question des disciplines, à la fois modes de découpage des savoirs, de construction de la science et de transmission des connaissances, avec leur historicité propre, a fait l’objet de nombreux travaux des sciences sociales, tout comme l’interdisciplinarité ; des enquêtes ont été menées sur les étudiants qui abandonnent l’université avant d’avoir obtenu un diplôme. Rien de tout cela n’apparaît dans le rapport. Les « experts » nommés du CDHSS n’utilisent pas les outils des sciences sociales dans leurs analyses, ce qui les conduit à tomber dans nombre de lieux communs et à se contenter d’accompagner la réforme, en ce sens que, reprenant la litanie managériale qui lui sert de musique de fond, ils ne cherchent à influer sur elle que dans son cadre idéologique, qu’ils acceptent pleinement.

Allons plus loin : en laissant croire que leurs recommandations sont fondées scientifiquement, en objectivité, en faisant comme si les questions qu’ils abordent n’étaient pas l’objet de débats scientifiques et pouvaient ainsi motiver des décisions politiquement « neutres », les membres du CDHSS refusent le travail critique de la recherche en SHS. Se tenant soigneusement à l’extérieur du contexte politique qui est pourtant à son origine, le rapport ne fait état ni de la diminution du nombre d’enseignants-chercheurs et de chercheurs, ni de la montée de la précarité dans les universités, ni de l’absence totale de volonté du gouvernement de mettre fin au sous-encadrement de celles-ci, ni du manque d’aide réelle aux étudiants, ni des conséquences sur leurs formations et leurs conditions d’études. Ce rapport plane dans ces sphères supérieures si désirables où la réflexion pourrait enfin se délier de la politique. Il est par là même la négation en acte de l’activité des chercheurs en SHS. C’est pourquoi il doit être mis en cause là où il prétend intervenir – au niveau où, d’un geste désinvolte, l’« expertise » se débarrasse de la recherche. Ses auteurs cautionnent le dispositif ministériel qui utilise leur autorité scientifique pour légitimer les enjeux politiques motivant l’expertise, sans qu’ils aient eux-mêmes, pensent-ils, à les prendre en charge. Or, le coût de l’opération qui les a placés en position d’« experts » risque d’être, pour la communauté scientifique et les étudiants, considérable.

***

À l’heure où la lutte contre la réforme dite de la « masterisation » essaie de préserver une véritable formation disciplinaire et pratique des enseignants et de défendre leur statut de fonctionnaire, à l’heure où la réforme des lycées contribue à affaiblir encore davantage les savoirs disciplinaires et leurs approches critiques dans l’enseignement secondaire, à l’heure où les conséquences de la loi LRU commencent à se faire sentir, où le management a remplacé toute autre forme d’administration et de « gouvernement », invalidant a priori toute réflexion véritable concernant le devenir de l’Université, le premier rapport d’étape du CDHSS ne peut apparaître que comme un coup de poignard dans le dos de la communauté des enseignants-chercheurs et des chercheurs.

Un jour, peut-être, des historiens ou d’autres praticiens des sciences sociales permettront de comprendre comment des intellectuels, des universitaires et des chercheurs ont pu à ce point, pour certains sans l’assumer ou même sans s’en apercevoir, adhérer à l’idéologie sarkozyste, et comment ils ont pu par là même renoncer, dans l’analyse de leur propre société, à ce qui fait le fondement scientifique de leurs disciplines : l’exercice de la réflexion critique. Encore faudra-t-il pour cela que les réformes qu’ils auront contribué à mettre en place n’aient pas détruit ce fondement, et les SHS avec.

http://www.sauvonsluniversite.com/spip.php?article3419

Plein-emploi, UE et Front National

Jacques Sapir

Transcription de la deuxième partie de l'entretien avec Jacques Sapir. A télécharger en .doc ou PDF là : http://jaidulouperunepisode.org/009_Sapir_toutes%20les%20...

ou à lire ci-dessous....

MERCI à Audrey, ma très fidèle transcriptrice de compétition, pour son travail toujours aussi efficace !!

Jacques Sapir, directeur de recherche à l'EHESS,

Interview du 12 Janvier 2010

Thème: la crise !

Partie 2/3

Plein-emploi, Union européenne... et Front National...

Aujourd'hui deuxième partie de l'entretien réalisé le 12 janvier avec Jacques Sapir, directeur de recherche à l'École des Hautes Études en Sciences Sociales.

Je vous rappelle le contexte, j'étais allée voir Jacques Sapir, un an après notre entretien précédent pour faire le point sur la crise, et j'avais orienté notre conversation, à la fin de cette première partie, sur le chômage. Peut-être vous souvenez-vous des dernières paroles alors de Jacques Sapir : « Tout parti qui se bat pour le maintien du libre échange et pour le maintien de la politique monétaire telle qu'elle est aujourd'hui est en contradiction avec l'objectif du plein-emploi ». Eh bien, c'est sur cette question du plein- emploi que je l'ai relancé, un peu candidement sans doute. Et ça nous amène, vous le verrez, à l'Union Européenne, à la perspective de l'éclatement de la zone euro, au questionnement sur l'éventualité de la sortie de la France de celle-ci, et au Front National. Bonne écoute !

Pascale Fourier : Est-ce qu'il y a eu un renoncement au plein-emploi pendant un certain temps par les politiques ? Et avec à ce moment-là quelle vision de l'architecture économique internationale ? Je n'ai jamais trop bien compris...

1983 : le choix politique du chômage de masse, transitoire, espérait-on...

Jacques Sapir : Il n'y a pas de cohérence, mais il est clair que, en 1983, une partie du gouvernement français fait le choix du chômage de masse, en considérant que ceci est un épisode, que l'on espère transitoire à l'époque - personne ne pensait que ce chômage de masse durerait 25 ans -, que l'on espère à l'époque limité afin de provoquer un phénomène de désinflation en France. On va parler de « résignation au chômage »... Mais ce n'est pas du tout une résignation ! C'est une volonté délibérée de provoquer du chômage dans la société française. Il n'y a aucune résignation, il y a bien une politique. Mais cette politique visait un certain objectif, et de ce point de vue-là avait une cohérence. Je ne dis pas cela pour excuser les gens, mais je dis qu'ils étaient cohérents avec eux-mêmes: ils avaient fait de la désinflation le principal axe de leur politique, et donc pour cela ils devaient passer par le chômage.

Le problème, c'est que cette politique est devenue structurelle. Ce qui aurait dû être grosso modo un mauvais moment à passer de quelques années s'est transformé aujourd'hui en une politique structurelle, car on voit bien que, de désinflation en désinflation, nous sommes entrés dans la zone euro, et dans la zone euro nous sommes entrés dans une logique de basse pression économique généralisée.

La zone euro: une zone de basse pression économique généralisée.

Par rapport à cela, il y a toujours des arguments. On va dire que si le franc était resté en dehors de la zone euro, nous aurions été obligé de payer au marché une surprime en termes de taux d'intérêt par rapport à l'Allemagne et par rapport à la zone euro. C'est absolument incontestable. C'est absolument vrai. Mais le vrai problème, c'est la question de savoir pourquoi on a ouvert l'économie française aux marchés financiers ? Pourquoi n'est-on pas resté dans le système de marchés segmentés et extrêmement contrôlés que nous avions dans les années 70 dans la mesure où la France n'a pas besoin de capitaux étrangers puisqu'elle est exportatrice de capitaux. La balance nette des investissements français est positive politiquement; elle est négative économiquement, c'est-à-dire que il y a plus d'argent qui sort que d'argent qui rentre, et donc cela veut bien dire que nous n'avons pas besoin de l'argent étranger. Il y a des pays qui, eux, en ont besoin ! Et là d'une certaine manière, ils n'ont pas d'autre choix que d'entrer dans cette logique des marchés financiers, mais ce n'était pas le cas de la France. Et ça, c'est bien une responsabilité qui a été prise de nous faire entrer dans la zone euro... On peut toujours justifier avec cette « histoire des taux d'intérêt », mais qui elle-même est liée à l'ouverture de l'économie française au marchés financiers.

La zone euro se caractérise aujourd'hui par une politique monétaire extrêmement récessive en réalité, et puisque l'on sait que, dans la charte de la Banque Centrale Européenne, on a fixé comme objectif 2% d'inflation, je signale qu'il n'y a aucun objectif d'inflation qu'il soit nommément fixé aux États-Unis et que la banque centrale des États-Unis, la Réserve Fédérale, se fixe des objectifs en fonction de la situation. Et deuxièmement, nous avons surtout une clause de non-secours mutuel, ce qu'on appelle la « no bail out », clause de non-secours mutuel qui veut dire que chaque pays doit affronter ces problèmes budgétaires seul. D'abord, c'est d'une incohérence totale par rapport à une zone monétaire comme la zone euro et d'une stupidité absolue dont on comprend quand même les racines: grosso modo, les Allemands ne voulaient pas payer pour les autres... Mais fondamentalement, ce problème vient du fait que l'on a fait entrer dans la zone euro des pays qui n'étaient pas prêts et des pays qui étaient hétérogènes d'un point de vue économique. Alors soit en prend ça en compte et l'on dit: « Oui, il doit y avoir une clause de secours mutuel », soit in fine ce problème porte en lui l'éclatement à terme de la zone euro.

Mais concrètement aujourd'hui la zone euro est bien la cause d'une tendance à la dépression globale, et en fait on voit bien que depuis 1999 les pays européens qui ne sont pas entrés dans la zone euro ont crû plus vite que l'économie de la zone euro, et que l'économie américaines a crue elle-même plus vite que celle de la zone euro, sans parler de l'économie japonaise etc. etc. Donc aujourd'hui la zone euro est très certainement l'un des facteurs de récession et de dépression les plus importants en Europe.

Pascale Fourier : Sans qu'il y ait d'espoir que cela change ?...

Vers la crise de la zone euro

Jacques Sapir : Vous savez personne ne sait ce dont le futur sera fait. Nous allons très certainement affronter une crise grave de la zone euro vers la fin de 2010 ou le début de 2011. Nous en voyons d'ores et déjà les prémices avec le cas de la Grèce, le cas de l'Irlande, le cas de l'Italie. Ces situations locales ne feront que s'aggraver et nous serons face à une vraie crise de la zone euro. Je pense qu'il est raisonnable de se donner comme horizon le printemps de 2011, même si on ne peut pas exclure que cette crise arrive plus vite ou qu'elle arrive à la fin de 2011. Si vous voulez, je ne prends pas de paris sur les dates précises. Par contre, la question de cette crise est absolument indubitable. À ce moment-là il y a deux solutions. Soit on décide de réformer la zone euro et cette crise peut servir à quelque chose - mais concrètement aujourd'hui on ne voit pas se dégager entre la France, l'Allemagne, l'Italie, les Pays-Bas, l'Espagne un consensus qui soit réellement efficace pour réformer la zone euro. Soit cette crise sera le début de la fin de la zone euro.

Et là je pense qu'il est important de comprendre que, d'une certaine manière, ça pèsera sur l'élection présidentielle française. Nous serons à ce moment-là très probablement confrontés au choix suivant : soit accepter une nouvelle vague de politique d'austérité qu'impliquera la politique monétaire européenne, soit prendre la décision politique de sortir de la zone euro.

Le maintien ou non de la France dans la zone euro

Et j'ai très peur que face à ce choix le conservatisme l'emporte et que vous ayez des discours du genre : « Oui, la zone euro, ce n'est effectivement pas très confortable, mais nous serions dans une situation encore plus délicate si nous étions dehors ». Chose que je conteste absolument ! Je conteste ça absolument: je pense que si nous étions hors de la zone euro, mais évidemment avec des conditions financières un petit peu différentes de celles que nous avons aujourd'hui et en particulier une convertibilité réduite à la convertibilité dite « en compte courant » ( c'est une convertibilité uniquement basée sur les importations et les exportations et pas sur les mouvements de capitaux), nous aurions traversé cette crise dans des conditions qui n'auraient pas été plus mauvaises et qui aurait été globalement meilleures que les conditions dans lesquelles nous l'avons réellement traversée. Je crois donc que le maintien ou pas de la France dans la zone euro sera l'un des thèmes importants de la campagne présidentielle de 2012.

Pascale Fourier : Parfois, dans les moments fort peu gais que je peux avoir en pensant à l'économie, j'ai impression qu'à long terme on ne pourra avoir qu'un déclassement définitif de l'Europe par rapport aux autres grandes zones régionales...

Le rééquilibrage de l'économie mondiale

Jacques Sapir : Ce n'est pas un déclassement, mais c'est d'une certaine manière un rééquilibrage. Si nous raisonnons sur le très long terme, il faut savoir qu'au XVIIe et au XVIIIe siècle, l'Europe qui est d'une certaine manière pour nous l'horizon dans lequel nous raisonnons, même si cet horizon ne correspond pas à l'Europe institutionnelle - ça veut dire avec la Russie, avec l'empire ottoman, etc. - ne représentait qu'une part relativement réduite de la production mondiale parce que la Chine et l'Inde représentaient des parts extrêmement importantes à l'époque. Ce qui a été anormal, c'est que, dans le courant du milieu du XXe siècle, des pays comme la Chine, comme l'Inde soient tombés aussi bas dans leur part du PIB mondial. Aujourd'hui, ils sont en train de remonter; autrement dit, il y a un rééquilibrage qui se fait et ce rééquilibrage est normal.

L'autre problème, c'est de savoir si ces pays sont en train effectivement de nous rattraper d'un point de vue technique et technologique ? Oui, dans un certain nombre de domaines, ce qui pose d'ailleurs le problème de la concurrence faussée. La Chine et l'Inde disposent de réservoirs de manœuvre extrêmement importants, et il en sera ainsi pour environ une génération, grosso modo sur 25, voire 30 ans, ce qui va maintenir les salaires à un niveau relativement faible et, en même temps, ils sont en train de nous rattraper du point de vue de leur capacité à maîtriser les techniques de production, ce qui veut dire qu'ils vont pouvoir produire à peu de choses près les mêmes produits que nous, mais à des coûts qui vont être très sensiblement inférieurs.

Prédateur du commerce international...

Et c'est là où il faut dire: « Ecoutez, ceci n'est pas possible. Ou plus exactement vous ne pouvez pas vous constituer en prédateur du commerce international de manière durable ». Un pays comme la Chine doit normalement avoir une balance commerciale équilibrée, c'est-à-dire qu'il doit importer autant, à peu de chose près, que ce qu'il exporte. Et ça, c'est une évidence quand on voit la taille du pays. Même chose pour l'Inde. Si ce n'est pas le cas, c'est que vous avez là encore une dimension de concurrence injuste qui joue massivement en faveur de ces pays.

De la nécessité d'un protectionnisme européen...

C'est bien pour ça que je dis qu'il va falloir mettre des droits de douanes et des droits de douanes relativement importants, en comprenant aussi que les pays du cœur de l'Europe, les pays du cœur historique, peuvent très bien fonctionner d'une certaine manière en circuit fermé. Nous avons peu de choses à exporter vers le reste du monde, sauf peut-être évidemment des avions, et encore, parce que nous sommes aussi un gros consommateur de mode de transport etc. Donc je pense qu'il faut abandonner cette attitude où l'on dit: « Mais si l'on met les droits de douane, alors nous n'exporterons plus vers la Chine ». Oui, bien sûr, nos exportations vont baisser, mais elles vont baisser de toutes les manières. Il vaut mieux anticiper ce phénomène et se donner comme objectif une consolidation et une reconstruction de nos industries dans le pays du cœur de l'Europe.

Cette reconstruction de toutes les manières est nécessaire dans la mesure où il s'agit bien de définir aujourd'hui un nouveau paradigme dans l'usage des ressources. Et il est clair qu'il va falloir passer progressivement à des processus de production dont l'impact technologique global, que ce soit en termes de carburant, que ce soit en termes de déchets, etc., sera plus réduit. Là encore, il est clair que c'est des choses qui vous coûter de l'argent, et si l'on veut réellement passer à cette industrie d'un nouveau type, il faut protéger le marché intérieur européen.

...passant par l'éventualité d'un protectionnisme unilatéral de la France...

C'est pour cela, si vous voulez, que je suis un ferme partisan d'un protectionnisme européen. Maintenant, concrètement, il faut comprendre que chaque pays va, d'une certaine manière, voir midi à sa porte, qu'un certain nombre de pays d'Europe va dire: «Non, il n'est pas possible de passer au protectionnisme », ou « Vous vous avez peut-être des problèmes, mais pas nous » - pour l'instant... , ils en auront peut-être d'ici quatre ou cinq ans... Dans ce type de situation, il y a un vieux principe que connaissent bien les juristes : il vaut toujours mieux « plaider saisi », autrement dit plaider en ayant le contrôle de la situation. Et c'est pour cela que je dis qu'il n'est pas du tout impossible que nous soyons obligés de mettre en place des droits de douane au niveau français pour obliger les autres pays à se poser le problème du protectionnisme européen. Parce qu'une fois que nous aurons des droits de douane au niveau français, ça va pas poser de tels problèmes à nos voisins qu'ils seront obligés de rentrer dans une négociation avec nous. Très concrètement, si nous mettons aujourd'hui des droits de douane de 20 ou de 30 % sur tous les produits qui viennent de l'étranger, c'est une catastrophe pour l'Allemagne. Évidemment, les Allemands vont protester très violemment. Et là, ou vous êtes sur une position de libre-échange fondamentaliste, eh bien vous restez dans le libre-échange - nous ne le sommes pas, vous vous l'êtes, tant pis ! -, ou vous menacez de mettre des droits de douane en rétorsion - et cela veut dire que vous n'êtes plus sur une position de libre-échange fondamentaliste: alors très bien, mettons des droits de douane coordonnés au niveau des pays peut-être du cœur de l'Europe et puis progressivement au niveau de la totalité de l'Europe !

Il y a là un argument politique d'une très grande force. Le problème évidemment, c'est que ça va passer par un moment d'affrontement. Mais c'est pour cela que, là encore, je pense que l'élection présidentielle de 2012 sera probablement décisive de ce point de vue-là.

Pascale Fourier : Vouloir mettre en place des droits de douane suppose qu'on a - je vais le dire d'une façon un peu bête... - quelque intérêt pour les gens... Vous savez comme moi que vous êtes singulier dans le paysage des économistes et fort peu repris par les politiques... Si les politiques cherchent plus l'intérêt - c'est peut-être un petit peu caricatural - des multinationales ou les intérêts des grandes forces financières plutôt que du salarié qui a besoin d'un travail (et donc on a besoin d'avoir le plein-emploi !), il n'y aura jamais de mesures protectionnistes qui pourtant effectivement me semblent logiquement nécessaires...

Jacques Sapir : Si vous voulez, comme je suis quelqu'un qui croit en la démocratie, je continue d'espérer dans le fait que les gens qui votent se rendront compte où se trouve leur intérêt, se rendront compte que leur intérêt se trouve dans le protectionniste, du moins pour une majorité des français.

La « classe de loisir », dominante, est la seule à ne pas avoir besoin du protectionnisme

Bien sûr il y aura toujours des Français qui n'ont pas intérêt au protectionnisme, et pas simplement les multinationales. Il y a une couche ou une classe de gens - je ne sais pas si on peut parler de « classe », peut-être.... -, mais il y a une classe de gens qui correspond grosso modo à ce que Veblen appelait la « classe de loisir » et qui, elle, n'a absolument pas besoin de protectionnisme. Au contraire, elle a besoin du libre-échange, elle a besoin d'un euro fort, etc. Ça représente quoi? Ca représente 15 %, 20 % de la population au grand maximum, probablement moins. Et il est très frappant que, idéologiquement, c'est cette classe qui a hégémonisé le débat. Il faut aujourd'hui briser cette situation qui est non-démocratique en redonnant la parole, d'une certaine manière, à la majorité des salariés.

Le risque Front National

Et il faut savoir une chose, c'est un phénomène qui aura lieu qu'on le veuille ou non, mais il peut prendre des formes extrêmement déplaisantes... Une chose serait effectivement d'avoir une politique économique cohérente qui soit réellement conçue en fonction des intérêts du salarié, etc., et une autre chose, c'est d'avoir une politique xénophobe. Aujourd'hui, si les forces de gauche ne préemptent pas cette question rapidement, à la fois sur la question du protectionnisme et sur la question de la monnaie, il est à craindre, non pas en 2012, mais peut-être en 2017, que ce soit le Front National qui le fasse. De ce point de vue-là, je n'ai jamais cru dans l'histoire de la mort du Front National, ou plus exactement la mort du Front National s'est comme celle de Marc Twain- « la nouvelle de ma mort est quelque peu exagérée ». Le Front National continue d'être un acteur politique en France, et cet acteur verra s'ouvrir politiquement devant lui une avenue, et peut-être même plus qu'une avenue, si en 2012 nous ne sommes pas capables d'intégrer ces dimensions de protectionnisme et la dimension monétaire dans le cadre d'une politique de gauche.

Ça, il faut être très très clair aujourd'hui. D'ores et déjà on voit que le discours de l'UMP sarkoziste est en train de perdre de sa crédibilité très rapidement. Il va y avoir un retour de balancier vers les socialistes et tout dépendra de la nature du discours qu'ils tiendront. S'ils continuent à développer un discours lénifiant sur l'Europe, qui présente l'Europe en fait comme la somme des bonnes volontés et non pas comme un combat, et parfois un combat violent du point de vue de la construction des institutions, alors, d'une certaine manière, ils vont eux ouvrir ce véritable boulevard au Front National. Nous sommes dans une situation qui est assez complexe, qui est assez préoccupante, et c'est pour cela que je dis que les enjeux politiques de l'élection de 2012 me semblent tout à fait considérables...

Pascale Fourier : Et voilà, c'était la deuxième partie de l'entretien réalisé le 12 janvier avec Jacques Sapir qui est directeur de recherche à l'École des Hautes Études en Sciences Sociales. À bientôt !

http://j-ai-du-louper-un-episode.hautetfort.com/archive/2010/02/05/jacques-sapir-plein-emploi-ue-et-front-national-la-transcrip.html

Crise: causes réelles et chômage

Jacques Sapir

A J'ai dû, on a des interviews audio, mais en plus on les transcrit !! Première partie donc de l'interview de Jacques Sapir, rencontré le 12 Janvier dernier.

Le son, le texte en word et en PDF sont en PDF là : http://jaidulouperunepisode.org/009_Sapir_toutes%20les%20..., et tout est libre de droits à condition de citer la source ( J'ai dû louper un épisode- les interviews de Pascale Fourier). Le "pillage"" n'est pas seulement autorisé, il est encouragé !

Bonne lecture !

Jacques Sapir, directeur de recherche à l'EHESS,

Interview du 12 Janvier 2010

Thème: la crise !

Partie 1/3

Causes réelles de la crise et chômage

La crise ? Mais quelle crise?... Il n'y a plus de crise ou en tout cas on n'en parle peu ou pas... Les banques font des bénéfices pharaoniques... enfin, bref, tout semble aller pour le mieux ! Bon d'accord, le chômage augmente, un million de chômeurs vont arriver en fin de droits en 2010, mais bon...

Alors la crise ? Quelle crise ? À force d'écouter du vent ou des balivernes dans les médias, j'ai fini par en perdre mon latin. D'où vient-elle in fine cette crise ? Tout va bien maintenant ? On va réussir à réguler le capitalisme ? Et l'emploi dans l'affaire, on s'en préoccupe ? J'ai décidé d'aller interviewer quelques économistes. Pas ceux qu'on entend ailleurs. Voici donc le début d'une série d'émissions sur la crise. La première avec Jacques Sapir, rencontré il y a déjà un an sur le même sujet. Pour faire le point...

Pascale Fourier : J'ai un petit peu de mal à suivre ce qui se passe actuellement ou au niveau de la crise... D'une part on nous dit qu'il n'y a plus de crise, que quasiment tout va bien, et par ailleurs on lit aussi des textes, peut-être un petit peu plus profonds pourrait-on dire, qui parlent de crise du capitalisme, de crise du modèle néolibéral. ..Alors finalement on est face à quoi ? À rien... tout va bien, c'était juste un léger incident ? Ou face à une crise réelle, et à ce moment-là, de quelle nature ?

Causes réelles de la crise

Jacques Sapir : La crise que nous connaissons, que nous continuons à connaître, et que nous continuerons à connaître pour plusieurs années, est une crise qui tire ses racines de choses différentes.

Nous avons connu déjà la crise de liquidités à l'automne de 2008. Cette crise de liquidités est effectivement aujourd'hui terminée. Il se peut qu'elle reprenne dans un an ou dans deux ans, mais aujourd'hui elle est globalement terminée. Mais cette crise de liquidités n'était qu'une partie de la crise. Et en fait, si on analyse les causes de la crise, nous avons au minimum trois causes.

La première, c'est l'appauvrissement relatif ou absolu, ça dépend des pays, des classes moyennes et des populations défavorisées, c'est-à-dire grosso modo la classe ouvrière et la tranche basse des classes moyennes, qui a entraîné, évidemment, cette très grande montée de l'endettement des ménages. C'est le cas aux États-Unis, en Angleterre, en Espagne, en Irlande.

Deuxième facteur de cette crise, c'est un changement dans les relations économiques internationales, avec un déplacement aujourd'hui du centre de gravité de l'économie, on peut dire de la zone Atlantique ( États-Unis, Europe) vers l'Extrême-Orient. Et évidemment aujourd'hui les phénomènes de concurrence injuste, au sens américain ou anglais du terme, « unfair », qui sont induits par le fait que des pays dont les niveaux de salaires, qui sont extrêmement bas, sont en train de rattraper les pays industrialisés en matière de productivité.

Et puis il y a une troisième dimension de cette crise économique, c'est la dimension des monnaies. Et on voit bien là encore aujourd'hui qu'il y a d'une certaine manière une crise du dollar, que cette crise du dollar s'accompagne d'une crise de la zone euro, et que, en résultat, il n'y a pas de solution à cette crise: d'une certaine manière, le dollar et l'euro se survivent à eux-mêmes, mais dans des conditions extrêmement précaires.

C'est la combinaison de ces trois crises qui a donné naissance à la dimension de la crise bancaire. Cette crise bancaire a elle-même donné naissance à la crise de liquidités. Elle a était contenue et donc de ce point de vue là on a évité, pour l'instant, le pire. Mais il faut savoir que la crise bancaire est très loin d'être terminée. On estime à 3,4 trillions, ou si vous préférez 3 400 milliards de dollars, le niveau des créances douteuses qu'il y a dans les différentes banques. Et les différents plans d'aide à la liquidité, mais aussi d'aide à la solvabilité des banques, n'ont pas permis de résorber la totalité de cette crise. Donc aujourd'hui, nous sommes dans une situation où les banques font à court terme des profits relativement important, mais elles sont plombées par ce problème des créances douteuses, et on sait bien qu'il peut y avoir des accidents bancaires qui peuvent donner lieu à de nouvelles crises de liquidités, grosso modo n'importe quand.

Les causes qui sont liées aux revenus des ménages, au déplacement du centre de gravité de l'économie vers l'Extrême-Orient et à ses conséquences en matière de concurrence injuste et enfin au système monétaire international, ces trois causes de crise sont très loin d'être résolues. Et donc nous sommes aujourd'hui rentrés dans une période longue de désordres économiques qui interdisent aux pays développés, que ce soit l'Europe ou les États-Unis, d'avoir des niveaux de croissance élevés: nous aurons une croissance de l'ordre de 1 % pour l'année 2010, probablement le même niveau pour l'année 2011. Et donc on va être dans une situation extrêmement tendue d'un point de vue économique, avec évidemment tous les mécanismes que nous avions vus avant la crise, disons avant 2007, qui sont en train de continuer à jouer, et qui vont contribuer à affaiblir, d'une certaine manière, nos sociétés et nos économies face à la crise.

Pascale Fourier: Pourtant, d'après ce que j'ai pu entendre dire, il suffirait de réguler le capitalisme d'une manière générale. Enfin l'affaire ne semble pas très compliquée pour que ça aille mieux...

« Réguler le capitalisme » , disent-ils...

Jacques Sapir: Les gens qui appellent à une régulation internationale ont déjà subi un échec majeur à Copenhague. On voit donc bien qu'il n'y a pas de régulation internationale possible qui soit efficace. Alors bien sûr, on peut se mettre d'accord sur des mesures qui soient tellement inefficaces que d'une certaine manière tout le monde sera d'accord dessus. Mais si on veut prendre des mesures qui aient une efficacité réelle, il ne peut pas y avoir d'accord au niveau international.

Il est très probable qu'il ne peut même pas y avoir d'accord au niveau européen, car on voit bien que les intérêts des nouveaux entrants ne sont pas les intérêts des pays du noyau historique de Europe. Et ou on prend cette division en compte, on l'accepte, et d'une certaine manière on en tire les leçons en termes de fonctionnement de l'Europe, ou alors ce sera très probablement le chacun pour soi. Et de ce point de vue-là il est clair aujourd'hui que les différentes mesures qui sont prises dans le cadre de l'Union Européenne sont au mieux inefficaces, au pire sont contre-efficaces, c'est-à-dire qu'elles contribuent à aggraver la situation et non pas à l'améliorer. Dans le domaine de la réglementation bancaire, on veut par exemple étendre aux assurances des formes de libéralisation qui étaient appliquées aux banques. Autrement dit, on va pousser les assurances à faire de la spéculation, ce qu'elles n'avaient pas fait. Si vous voulez, aujourd'hui, en Europe, les assurances étaient beaucoup mieux protégées qu'elles ne le sont aux États-Unis. Eh bien la Commission européenne a décidé que tout ceci était une entrave à la concurrence et a décidé de faire sauter cette protection.

Donc, il y a des mesures qui sont prises, mais ce sont des mesures qui sont contre-efficaces et qui vont tendre à aggraver la crise. Et de ce point de vue-là, on peut être extrêmement inquiet quant au devenir géopolitique de l'Europe, parce que si l'Europe éclate d'ici trois ou quatre ans et la zone euro un petit peu avant, comme cet éclatement n'aura pas été pensé et n'aura pas été d'une certaine manière prévu, et donc qu'il n'y aura pas de solution de secours, il n'y aura pas comme on dit de « plan B », à ce moment-là, c'est beaucoup plus à des situations de repli identitaire et de repli nationaliste que l'on risque d'assister.

Pascale Fourier: Justement, est-ce que ce n'est pas l'occasion d'aller vers plus de fédéralisme et de mettre en place un gouvernement économique ? C'est ce que j'entends dire...

Face à la crise, vers plus de fédéralisme européen ?

Jacques Sapir : Ça peut être une hypothèse. Simplement, il faut savoir qu'aujourd'hui personne n'est d'accord pour en payer le coût. Aller vers plus de féderalisme, cela veut dire : 1) transférer vers le budget de Bruxelles des sommes nettement plus importantes, 2) simplifier quand même le fonctionnement de Bruxelles - ça, c'est quand même très très important- et le rendre beaucoup plus démocratique, 3) faire en sorte qu'il y ait une véritable union politique qui au moins soit la contrepartie de la BCE, et d'une certaine manière rendre la BCE responsable devant ce pouvoir politique. Si l'on fait l'une de ses trois choses sans les deux autres, ça ne marchera pas. Car il faut bien comprendre que renforcer le fédéralisme, c'est quelque chose qui implique une cohérence de projet. Et aujourd'hui, il faut bien voir qu'il y a une très forte opposition de tous les pays, de l'Allemagne bien sûr, mais aussi de la France, de la Grande-Bretagne. Tous les pays sont contre, en ce qui concerne l'augmentation de leur contribution. On n'avancera donc pas de ce côté-là. Et l'Allemagne s'est prononcée de manière très claire contre un changement du statut de la BCE,de la Banque Centrale Européenne. De ce point de vue-là, il ne me semble pas possible d'avancer vers plus de fédéralisme. Alors, ça pouvait être une solution.... aujourd'hui c'est une solution mort-née.

Pascale Fourier : Il y a quelque chose qui m'étonne toujours quand on parle de la crise, c'est le fait que finalement le problème de l'emploi, voire même d'un retour au plein- emploi ( terme qu'on n'entend absolument plus), n'est pas évoqué. Le chômage accru, c'est une espace d'effet collatéral : il y ait eu la crise, il y a plein de chômeurs... C'est un problème assez peu évoqué finalement.

Moins de chômage que ce qu'on pouvait craindre...

Jacques Sapir : Alors là, il faut dire que dans l'esprit des économistes et des gouvernements, on s'attendait à pire. Quand la crise de liquidités a éclaté, le 30 septembre 2008, à la suite de la faillite de Lehmans Brothers, la première chose que l'on a faite, ça a été de regarder ce qui s'était passé en 1929 et on s'est dit qu'on risquait de voir des taux de chômage monter globalement dans la totalité des pays vers 16, 18, peut-être 20 %, etc. De fait, il y a quand même une action, modérément efficace, mais qui a quand même eu une certaine efficacité, en termes de solvabilité et de liquidités des banques, en termes de relance. Alors, on peut considérer que les mesures qui ont été prises n'étaient peut-être pas les bonnes, qu'elles n'ont pas été assez efficaces, d'accord, mais il a quand même des choses qui ont été faites, et en résultat, nous avons une augmentation du chômage mais qui a été moins importante que ce qui avait été prévu, ou en tous les cas ce que l'on craignait. Et donc évidemment, cela provoque un sentiment de soulagement. La situation est « moins pire » que ce que l'on attendait.

Mais évidemment, vous avez raison de dire qu'il y a un très gros problème de chômage. Alors là-dessus quand même, il faut signaler que nous, en France, on est dans une situation particulière. Le chômage en France augmente beaucoup plus faiblement que ce qu'il a augmenté en Allemagne où il y a eu une très forte montée du chômage, que ce qu'il a augmenté aux États-Unis - les États-Unis sont aujourd'hui à peu de chose près avec le même taux de chômage que ce que nous avons en France alors qu'ils étaient à un taux beaucoup plus faible en 2007, en Espagne, où, là aussi, il a complètement explosé et sera autour de probablement 20 % au début de ce printemps, en Irlande, etc. Et donc là, il y a un deuxième phénomène qui joue, dans le débat français bien entendu, c'est l'idée qu'on ne s'en est pas si mal sorti que cela. Ce qui est exact ! Si vous voulez, d'un point de vue des chiffres, c'est absolument indiscutable.

Cependant, il faut maintenant considérer l'avenir et il faut voir que, d'une part, si nous avons bien résisté d'une certaine manière à la crise, c'est grâce à tout ce que l'on appelle techniquement les « stabilisateurs automatiques » : grosso modo, le fait que le chômage soit bien indemnisé, le fait qu'il y ait une législation relativement avantageuse sur le chômage partiel, etc. etc. Ce sont en fin de compte toutes les mesures sociales automatiques qui ont joué à plein et qui ont empêché d'une certaine manière le cycle de la dépression de prendre cette tournure absolument catastrophique qu'on avait connue au début des années 30.

Les freins à un retour vers plus d'emploi...

La deuxième chose qu'il faut dire, c'est quelles sont les conditions de retour à l'emploi. Et là, nous sommes d'une certaine manière freinés par deux faits qui jouent chacun dans leur dimension. Le premier, c'est la politique de la Banque Centrale Européenne. Et c'est une politique à plusieurs niveaux si vous voulez.... On a le fait par exemple que la Banque Centrale Européenne ne prévoit pas de prêter aux Etats. Et on a aujourd'hui cette chose absolument inouïe que, quand vous vous appelez la République française, vous devez payer environ 3,4, 3,5%, mais si vous vous appelez BNP Paribas, vous allez payer 0,5 %. Et donc là il y a quelque chose qui est proprement scandaleux! Le fait que la BCE n'ait pas aligné les taux auxquels les Etats peuvent emprunter sur les taux auxquels elles prêtent aux banques, c'est aujourd'hui scandaleux !

Et puis le deuxième grand facteur, c'est évidemment la pression concurrentielle en provenance des pays d'Asie, mais aussi en provenance des pays nouveaux entrants, c'est-à-dire de la Hongrie, de la Tchéquie, de la Slovaquie, etc., qui fait que, dès qu'il y a un petit sursaut de la demande en France, cette demande va alimenter des productions importées. Pendant la crise, les délocalisations ont continué... Et là, il y a un problème extrêmement grave. Aujourd'hui la classe politique fait semblant de découvrir - je ne dis pas qu' elle le découvre, elle fait semblant de le découvrir- avec le fait que la nouvelle Clio sera produite en Turquie, mais c'était une évidence.

Alors il faut savoir que de deux choses l'une : ou on fait baisser l'euro de 30 à 40 % ( aujourd'hui, on est à un euro qui vaut 1.45 $ à peu de chose près) et on se débrouille pour que l'euro vaille un dollar, ou alors on met en place des barrières protectionnistes.

Et on voit bien d'ailleurs comment se situe le problème sur la non-validation de la taxe carbone par le Conseil constitutionnel. Pourquoi est-ce que le Conseil constitutionnel a décidé de censurer la taxe carbone ? Essentiellement parce que l'industrie et puis les transports, grosso modo 93 % des producteurs de gaz à effet de serre, n'étaient pas taxés. Evidemment du point de vue de l'égalité de tous devant l'impôt, il y a un problème. En même temps, le gouvernement dit, et il a raison, que si vous taxez l'industrie française, ce sera un facteur supplémentaire pour faire fuir les industries du territoire français vers d'autres territoires. Donc aujourd'hui, on voit à travers ce problème que, soit on abandonne complètement l'idée de la taxe carbone - et d'une certaine manière, c'est bien vers cela qu'on s'oriente, et on l'a vu à Copenhague où on a parlé de « mesures non contraignantes », autrement dit de rien - , ou alors on veut être réellement sérieux de ce point de vue-là, mais ça veut dire que l'on va taxer aussi et qu'il faut taxer les produits importés. Il n'est pas juste que ne paient la taxe carbone que les produits qui sont fabriqués en France. Il faut décider que les produits qui sont faits en Europe, ou si l'Europe se met d'accord sur une taxe carbone européenne, les produits qui sont en fait hors de l'Europe, doivent payer aussi une taxe carbone. Et on revient sur la question du protectionnisme.

Les conditions de retour au plein-emploi.

Aujourd'hui, il n'y a pas de retour au plein-emploi possible tant que l'on restera dans le libre-échange et tant que l'on restera dans un système de gestion des changes qui donne au marché les pleins pouvoirs sur la valeur de la monnaie. Et si vous voulez, ce sont les deux grands problèmes que nous avons aujourd'hui d'une certaine manière et ils déterminent la totalité non seulement de notre politique économique, mais aussi de notre politique écologique, qui va devenir de plus en plus importante. Tant que l'on n'aura pas repris le contrôle de la monnaie, que ce soit au niveau de l'euro ou que ce soit au niveau du franc avec une sortie de la France de l'euro, et tant que l'on n'aura pas rétabli des droits de douane soit au niveau européen, soit -c'est une solution de désespoir, j'en suis conscient, mais il vaut mieux une solution de désespoir que pas de solution du tout - au niveau des frontières de la France, eh bien il n'y a pas de retour au plein-emploi possible. Et ça, il faut aujourd'hui le dire pleinement: tout parti qui se bat pour le maintien du libre-échange et pour le maintien de la politique monétaire telle qu'elle est aujourd'hui est en contradiction avec l'objectif du plein-emploi.

( 2° partie à suivre...)

http://j-ai-du-louper-un-episode.hautetfort.com/archive/2010/02/04/bfaa3a8736ccd0b830609ccbe053b2ba.html

L'emprise des médias sur la banlieue

Ugo Palheta

A propos de l'ouvrage de Julie Sedel, Les médias et la banlieue, Editions Le bord de l’eau/INA, collection « Penser les médias », 2009 (préface de Gérard Mauger).

Les médias et la banlieue, version remaniée d’une thèse soutenue en 2007[1], a pour ambition essentielle de saisir les quartiers populaires comme « enjeu de lutte symbolique », c’est-à-dire comme objet d’une concurrence entre producteurs de discours inégalement dotés en ressources matérielles et symboliques (et donc plus ou moins en capacité d’imposer la légitimité de leurs points de vue propres). Plus particulièrement, Julie Sedel cherche à mettre en évidence la contribution spécifique des médias à la fabrication et à la diffusion du stigmate attaché aujourd’hui à la banlieue et à ses habitants.

En s’inspirant du cadre théorique élaboré par Pierre Bourdieu et dans la lignée des travaux de Patrick Champagne[2], qui a d’ailleurs dirigé la thèse dont est issu ce livre, cela revient à décrire les mécanismes proprement médiatiques d’imposition du « problème social des banlieues » – ou plutôt des banlieues comme « problème social ». Il ne va en effet nullement de soi que la paupérisation d’une partie des travailleurs soit posée et pensée comme le produit d’une « fracture urbaine » opposant quartiers centraux et quartiers périphériques, et non comme la manifestation d’une lutte menée par le patronat pour faire payer la crise économique du début des années 1970 aux classes populaires (et particulièrement à la classe ouvrière). Julie Sedel propose ainsi une périodisation de l’évolution socioéconomique des quartiers populaires et du « travail de définition les conduisant à apparaître comme un problème susceptible d’être débattu publiquement et de faire l’objet de politiques publiques » :

- Une première période se déploie dans les années 1950 et 1960, durant laquelle apparaissent les grands ensembles en réponse à la crise du logement postérieure à la 2nde guerre mondiale.

- Une deuxième phase s’ouvre au cours des années 1970 avec la « paupérisation des grands ensembles », en lien direct avec la crise économique et la politique gouvernementale en matière de logement (orientée vers l’idéal d’accession à la propriété).

- La troisième étape, qui correspond au début des années 1980, se caractérise par « le marquage des grands ensembles comme quartiers d’immigrés », avec la montée du discours lepéniste symbolisée par l’entrée en scène médiatique de Jean-Marie Le Pen, qui rassemble 16 millions de téléspectateurs en octobre 1985 lors de son passage dans l’émission politique L’Heure de vérité.

- La quatrième phase s’étend du milieu des années 1980 au milieu des années 1990 et renvoie à la mise en place de la « politique de la ville », c’est-à-dire au processus d’ « institutionnalisation du ’’problème des banlieues’’ dans des postes et des financements », avec notamment la création en 1990 d’un « ministère de la Ville ».

- La dernière période, qui s’amorce dans les années 1990, voit le déploiement de politiques essentiellement sécuritaires en réponse à la crise sociale dans laquelle s’enfoncent les quartiers populaires. Fait significatif, le PS se rallie en 1997 lors du colloque de Villepinte à cette nouvelle période initiée par le gouvernement Balladur à travers son ministre de l’Intérieur Pasqua.

L’ouvrage de Julie Sedel se fonde sur deux types d’enquête dont l’articulation n’est pas clairement mise en évidence, ce qui donne au lecteur une impression d’éclatement et lui assigne la tâche de faire le lien entre les deux approches proposées. La première porte sur les « transformations des quartiers HLM » à travers l’exemple de deux quartiers, l’un situé à Gennevilliers et l’autre à Pantin. Elle y décrit tout d’abord les mécanismes de hiérarchisation de l’espace résidentiel et de marginalisation progressive des quartiers populaires, notamment sous l’effet de la décision prise par Raymond Barre en 1977 de remplacer l’aide à la pierre par l’aide à la personne, incitant les « petits-moyens »[3] à accéder à la propriété (via des quartiers pavillonnaires dont la fonction tient précisément dans ce caractère intermédiaire entre les grands ensembles et la banlieue aisée). L’auteure met également l’accent sur les stratégies mises en œuvre – par peur du déclassement social – par ces mêmes petites classes moyennes (particulièrement les familles « autochtones ») mais aussi par les fractions les plus politisées des classes populaires. En lien étroit avec les fermetures d’usine, la précarisation des emplois et l’affaiblissement de l’action syndicale qui en est le corollaire, ce processus est à l’origine de la dépolitisation des quartiers populaires et de la distance qui s’est instaurée – et ne s’est pas démentie depuis – entre « la gauche et les cités »[4].

La seconde dimension du travail de Julie Sedel consiste, comme le dit Gérard Mauger dans sa préface, en une « enquête sur des enquêtes », et c’est là que réside l’originalité principale de cet ouvrage. L’auteure s’attache ainsi à appréhender l’évolution du discours médiatique sur les banlieues non pas simplement dans ses contenus mais dans ses conditions de production, en rendant compte de la division hiérarchisée du travail journalistique, des conditions concrètes dans lesquelles les journalistes exercent leur métier, ainsi que des techniques de dramatisation impliquées par la « montée des logiques d’audience ». Cela rend mieux compréhensible au lecteur la formation et la diffusion de stéréotypes régulièrement réactivés lorsque, pour des raisons qui méritent d’être étudiées en elles-mêmes car elles signalent des phénomènes d’attention sélective de la part des rédactions, les quartiers populaires sont mis à « l’agenda médiatique ». A partir de l’étude d’articles de presse et de reportages télévisés (des années 1960 à 2000), mais aussi d’entretiens avec des journalistes, Julie Sedel montre en effet que, de la période d’édification des grands ensembles à nos jours, le regard médiatique est passé d’une curiosité – tantôt bienveillante, tantôt pessimiste – envers ces lieux (caractérisés initialement par une importante mixité sociale) à une focalisation sur des faits divers souvent violents, laissant en bonne partie hors-champ ce qui se joue en banlieue, socialement et économiquement, en dehors des situations d’émeute ou directement postérieures aux émeutes (des Minguettes en 1981 à Villiers-le-Bel en 2007).

Cette évolution faisant la part belle aux faits divers est d’ailleurs l’objet du 3ème chapitre qui en propose une explication essentiellement fondée sur la détérioration des conditions du travail journalistique en banlieue, l’évolution de la définition sociale du métier de journaliste (induisant une dépolitisation et une déspécialisation), le renforcement de la séparation entre journalistes « assis » et journalistes « debout » (D. Marchetti), ainsi que la montée des logiques commerciales brouillant les frontières entre presse « sérieuse » et presse de « divertissement ». L’auteure met ainsi au jour un certain nombre de principes de différenciation du travail journalistique sur les quartiers populaires (spécialistes/généralistes, faits de société/faits divers, presse nationale/ presse locale, angélisme/réalisme), en insistant sur le fait que ces quartiers constituent un sujet dominé et qu’en tant que tel ils sont généralement assignés à de jeunes journalistes en quête de reconnaissance. Ces derniers, qui n’ont souvent ni le choix de l’angle d’attaque ni « la maîtrise du produit final » (réservés à la rédaction en chef, qui a le premier et le dernier mot, et décide en bonne partie au vu de ce que font les « confrères »), sont envoyés « au charbon », en urgence et dans des circonstances extraordinaires (émeutes, fusillade, etc.). Dans ces conditions, il n’est nul besoin de présumer l’adhésion pleine et entière de ces (souvent jeunes) journalistes au modèle d’information centré sur la dimension la plus « spectaculaire » de la vie en banlieue pour expliquer la domination actuelle de ce modèle. C’est en ce sens qu’il faut bien parler d’un « paradoxe médiatique », où « plus un domaine est médiatisé, moins les journalistes sont les producteurs réels de l’information ».

Un aspect original de ce travail tient enfin à l’étude des stratégies mises en œuvre par les habitants des quartiers populaires et par leurs élus pour résister à la « vision médiatique »[5]. Paradoxalement, on aperçoit ici l’emprise des médias – et notamment des médias de grande diffusion, en premier lieu la télévision – sur la définition sociale des individus et des groupes, contraignant les habitants des cités à se définir par rapport à (et souvent contre) l’image véhiculée d’eux-mêmes dans les médias. Mais cela signale également, point sur lequel Julie Sedel ne s’attarde malheureusement pas – peut-être parce que cela l’amènerait à interroger la théorie bourdieusienne de la domination[6] –, ce que Claude Grignon appelait « la capacité de non-reconnaissance des classes dominées »[7]. Or, c’est bien cette capacité qui justifie la nécessité – du point de vue des classes dominantes – du travail d’imposition de l’arbitraire médiatique. Prenant l’exemple d’un reportage diffusé par Canal+ en 1989 et portant sur une cité de Gennevilliers, elle décrit les réactions de la population du quartier. Celle-ci conteste non seulement l’image qui est renvoyé du quartier (assimilé à un « ghetto ») mais aussi les individus choisis par les médias et érigés en porte-parole de la cité. La municipalité va quant à elle mettre en place un « dispositif de réparation symbolique » visant à restaurer l’image de la ville – auprès de la population mais aussi de l’extérieur, notamment des classes moyennes que les élus cherchent à attirer. Reconnaître et donner toute sa place à cette « capacité de non-reconnaissance » de la légitimité médiatique ne doit toutefois pas conduire à occulter les très fortes inégalités devant les médias, ce que rappelle l’auteure en introduisant opportunément les concepts proposés par Stuart Hall de « définisseur primaire », désignant les sources privilégiées par les médias du fait de leur statut institutionnel (police, justice, et à un moindre degré élus), et de « définisseur secondaire » (associations, éducateurs, chercheurs, militants, population), dont « le poids sur la définition de l’événement » est faible.

Outre le fait de combler un vide en matière de sociologie des médias, ce n’est pas le moindre mérite du travail de Julie Sedel de montrer que le pouvoir des médias, s’il ne s’exerce pas comme une force toute-puissante et occulte, engendre bel et bien des effets, sous la forme d’une imposition de problématiques qui – du fait de la prépondérance acquise par les médias, et notamment de la télévision, dans le « nouveau jeu politique » (Champagne) et de la « circulation circulaire de l’information » dont parlait Bourdieu – parviennent à conquérir le statut d’évidences et à structurer le débat politique. L’emprise du discours journalistique sur les banlieues doit ainsi être comprise au croisement de l’évolution du champ médiatique – impliquant l’ensemble des mutations touchant à ses relations au champ du pouvoir mais aussi aux conditions et à la division du travail journalistique – et des dispositifs institutionnels qui, depuis les années 1980, ont contribué à une dépolitisation et à une « spatialisation des problèmes sociaux »[8], fondée sur l’éviction progressive de la problématique des inégalités socioéconomiques et des luttes de classe au profit des questions d’aménagement urbain, d’insécurité[9] voire d’immigration[10].


[1] J. Sedel, La banlieue comme enjeu de lutte symbolique. Contribution à l’analyse des relations entre médias et champs sociaux, Thèse de sociologie, Ecole des hautes études en sciences sociales, Paris, 2007.

[2] Voir notamment : Faire l’opinion. Le nouveau jeu politique, Paris, Minuit, 1990.

[3] Voir M. Cartier, I. Coutant, O. Masclet & Y.Siblot, La France des « petits-moyens ». Enquête sur la banlieue pavillonnaire, Paris, La découverte, 2008.

[4] Cf. O. Masclet, La gauche et les cités. Enquête sur un rendez-vous manqué, Paris, La dispute, 2003.

[5] Cf. P. Champagne, « La vision médiatique », in La misère du monde (dir. P. Bourdieu), Paris, Seuil, 1993, pp. 61-79.

[6] Celle-ci accorde en effet peu de place aux capacités de résistance – individuelle et collective, informelle et organisée – des agents. Voir C. Nordmann, Bourdieu/Rancière: la politique entre sociologie et philosophie, Paris, Éditions Amsterdam, 2006.

[7] Voir C. Grignon & J.-C. Passeron, Le savant et le populaire, Paris, Gallimard/Seuil, 1989.

[8] Voir F. Poupeau & S. Tissot, « La spatialisation des problèmes sociaux », Actes de la recherche en sciences sociales, 2005, 4, n°159 ; voir également S. Tissot, L’Etat et les quartiers. Genèse d’une catégorie de l’action publique, Paris, Seuil, 2007.

[9] L. Bonelli, La France a peur. Une histoire sociale de l'insécurité, La Découverte, 2008

[10] Le ministère de « l’immigration et de l’identité nationale » n’est que l’aboutissement d’un processus d’ « ethnicisation du discours de l’immigration » (Noiriel), amorcé au début des années 80 et qui s’est développé avec l’irruption, la diffusion et la banalisation croissante du discours lepéniste. Sur ce point, voir G. Noiriel, Immigration, antisémitisme et racisme en France (XIXe-XXe siècle). Discours publics, humiliations privées, Paris, Fayard, 2007, chap. 8.

http://www.contretemps.eu/lectures/lemprise-medias-sur-banlieue

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