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10/04/2011

Banco Alimentar regista "crescente procura de apoio"

O Banco Alimentar Contra a Fome anunciou, sexta-feira, que nos primeiros meses de 2011 tem verificado "uma crescente procura de apoio e do número de pedidos de assistência a pessoas carenciadas".
 
foto REINALDO RODRIGUES/Global Imagens
Banco Alimentar regista "crescente procura de apoio"
Recolha do "Banco Alimentar"
 
Esta situação é justificada pelo Banco Alimentar "com o agravamento da situação económica, com o crescimento súbito e muito significativo do desemprego e com a redução de diversas prestações sociais, que têm vindo a afectar um número cada vez maior de famílias portuguesas", segundo um comunicado.
O Banco Alimentar Contra a Fome realça que "a actual situação tem consequências dramáticas e atinge sobretudo as pessoas mais pobres, nomeadamente os idosos, as pessoas que ficaram desempregadas ou possuem empregos precários e as famílias numerosas".
"A crise que se vive em Portugal, agravada pela crise mundial do último ano, torna ainda mais necessária a acção dos Bancos Alimentares para minorar as carências alimentares que atingem muitas famílias", acrescenta a instituição.
Existem 17 Bancos Alimentares Contra a Fome, nas regiões de Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Aveiro, Abrantes, São Miguel, Setúbal, Cova da Beira, Leiria-Fátima, Oeste, Algarve, Portalegre, Braga, Santarém, Viseu e Viana do Castelo.
O Banco Alimentar vai começar a funcionar também na ilha Terceira, nos Açores, e no distrito de Beja.
O Banco Alimentar Contra a Fome tem como missão "aproveitar onde sobra para distribuir onde falta", lutando contra o desperdício, conjugando boas vontades e mobilizando pessoas, empresas e entidades diversas.
Por isso, apela "à solidariedade de todos os portugueses mostrando que basta uma pequena contribuição de cada pessoa para, em conjunto, ser possível ajudar muitas pessoas necessitadas e contribuir para o bem comum".
Os Bancos Alimentares Contra a Fome distribuem os géneros alimentares recorrendo a instituições de solidariedade social por si certificadas, que avaliam a real situação de carência alimentar das pessoas objecto de assistência.
De acordo a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, ao longo de 2010 foram apoiadas mais de 1.900 instituições, que concederam ajuda alimentar a mais de 295 mil pessoas comprovadamente carenciadas, tendo sido distribuído um total de 26.500 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 33,4 milhões de euros), ou seja, um movimento médio superior a 100 toneladas por dia útil.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1826384&page=-1

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