À procura de textos e pretextos, e dos seus contextos.
07/10/2010
UGT junta-se à CGTP na greve geral de 24 de Novembro
A UGT vai juntar-se à CGTP na greve geral do próximo dia 24 de Novembro, em protesto contra o novo pacote de austeridade apresentado na semana passada pelo Governo.
A decisão foi anunciada há momentos, no final da reunião entre as direcções das duas centrais sindicais.
Em causa está o terceiro pacote de ajustamento orçamental que inclui medidas como um corte salarial entre 3,5 e 10 por cento dos vencimentos da função pública acima dos 1500 euros, um aumento dos descontos para a Caixa Geral de Aposentações e o congelamento de progressões e promoções.
A única vez em que as duas centrais sindicais se juntaram numa greve geral foi a 28 de Março de 1988, em protesto contra o pacote laboral do então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva.
Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião, Carvalho da Silva, da CGTP, teceu duras críticas às medidas do Governo, considerando-as injustas para os trabalhadores, "limitadoras da resposta aos problemas" e incapazes de induzirem o aumento do emprego e do crescimento económico.
O líder da CGTP frisou que a central terá um "empenho total na mobilização dos trabalhadores e da sociedade portuguesa" para a greve de 24 de Novembro, acrescentando que a sociedade enfrenta "uma pressão enorme para a redução da retribuição do trabalho".
Criticando as declarações de alguns empresários nesse sentido, Carvalho da Silva considerou que tudo leva a crer que os cortes salariais nas administrações públicas "serão transportados para o sector privado".
Além dos "cortes inadmissíveis" nas prestações sociais, o secretário-geral da CGTP criticou ainda o que considera uma diminuição nos direitos dos trabalhadores, salientando que "a vida no trabalho está a ser infernalizada".
"Pôr em causa os direitos dos trabalhadores é algo que não pode continuar", afirmou por seu turno o secretário-geral da UGT.
João Proença sublinhou que é preciso mostrar que os trabalhadores, os pobres e os jovens "não aguentam mais políticas restritivas", que atacam sempre os mesmos.
http://economia.publico.pt/Noticia/ugt-juntase-a-cgtp-na-greve-geral-de-24-de-novembro_1459925
Em causa está o terceiro pacote de ajustamento orçamental que inclui medidas como um corte salarial entre 3,5 e 10 por cento dos vencimentos da função pública acima dos 1500 euros, um aumento dos descontos para a Caixa Geral de Aposentações e o congelamento de progressões e promoções.
A única vez em que as duas centrais sindicais se juntaram numa greve geral foi a 28 de Março de 1988, em protesto contra o pacote laboral do então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva.
Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião, Carvalho da Silva, da CGTP, teceu duras críticas às medidas do Governo, considerando-as injustas para os trabalhadores, "limitadoras da resposta aos problemas" e incapazes de induzirem o aumento do emprego e do crescimento económico.
O líder da CGTP frisou que a central terá um "empenho total na mobilização dos trabalhadores e da sociedade portuguesa" para a greve de 24 de Novembro, acrescentando que a sociedade enfrenta "uma pressão enorme para a redução da retribuição do trabalho".
Criticando as declarações de alguns empresários nesse sentido, Carvalho da Silva considerou que tudo leva a crer que os cortes salariais nas administrações públicas "serão transportados para o sector privado".
Além dos "cortes inadmissíveis" nas prestações sociais, o secretário-geral da CGTP criticou ainda o que considera uma diminuição nos direitos dos trabalhadores, salientando que "a vida no trabalho está a ser infernalizada".
"Pôr em causa os direitos dos trabalhadores é algo que não pode continuar", afirmou por seu turno o secretário-geral da UGT.
João Proença sublinhou que é preciso mostrar que os trabalhadores, os pobres e os jovens "não aguentam mais políticas restritivas", que atacam sempre os mesmos.
FNE disponível para aderir à greve geral
A Federação Nacional da Educação manifestou-se hoje, quinta-feira, disponível para mobilizar os professores e os trabalhadores não docentes para uma greve geral da função pública e acusou o Governo de "incompetência".
"A greve é a resposta que tem a dimensão adequada para a dimensão daquilo que nos querem impor de forma injusta", afirmou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, em conferência de imprensa, em Lisboa, após reunião de urgência do secretariado nacional.
As duas centrais sindicais, UGT e CGTP, encontram-se esta quinta-feira para discutir a realização de uma greve geral conjunta, a 24 de Novembro, contra as novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo.
Para a FNE, a data da greve não é o mais importante, mas sim "a unidade e a convergência" das organizações sindicais "em relação aos objetivos e ao enquadramento".
"As organizações sindicais não podem deixar de, em nome dos trabalhadores, terem uma palavra clara de contestação a medidas desequilibradas, injustas e inoportunas. Está-se a escolher o caminho mais fácil que é o de um Governo parecer forte contra os que são mais fracos", acusou.
Sublinhando a dimensão dos problemas e a "incapacidade e incompetência" do Governo para encontrar respostas ajustadas, a FNE teme que as mais recentes medidas de austeridade ponham em causa a qualidade do ensino.
"O que é que o Governo agora diz? Vamos reduzir as transferências para as autarquias. Este é um sinal extremamente importante de que pode estar em causa a qualidade da oferta pública de Educação", afirmou o secretário geral da FNE, lembrando que é competência das câmaras municipais os edifícios do 1.º ciclo, a gestão do pessoal não docente e o enriquecimento curricular, por exemplo.
João Dias da Silva rejeitou ainda que depois do falhanço do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 1 e do PEC 2 voltem a ser os trabalhadores da administração pública a ver os seus salários e pensões desvalorizados.
"Este é um ataque sem precedentes aos trabalhadores portugueses", acusou.
Trabalhadores da GALP aderem à greve geral
A organização representativa dos trabalhadores da Galp Energia decidiu hoje aderir à greve geral de 24 de Novembro em protesto contra a privatização da empresa.
"Por causa da privatização e da repressão sobre os trabalhadores já tínhamos um conjunto de coisas decididas, mas, entretanto, a governação de José Sócrates levou a um conjunto de medidas que intensificam a ofensiva contra os trabalhadores da Petrogal e que justificam ainda mais que se faça alguma coisa", afirmou à agência Lusa o coordenador da comissão central de trabalhadores da Galp Energia.
Segundo Hugo Basto, o objectivo é, a 24 de Novembro - dia da greve geral nacional que está a ser preparada pela CGTP - paralisar não só as refinarias da Galp, mas também os serviços administrativos da empresa e a rede de gestão de postos de abastecimento da Galp Gest.
"Queremos abranger o máximo de empresas do grupo Galp Energia", destacou, referindo que, para o efeito, até ao dia da greve serão realizadas "várias jornadas de contacto com os trabalhadores, incluindo plenários na segunda quinzena de Outubro".
Na reunião que hoje juntou na refinaria da Petrogal em Matosinhos cerca de 40 representantes dos trabalhadores da Galp Energia esteve em debate a privatização da empresa, à qual os sindicatos se opõem "por razões de interesse nacional".
"O Governo procura intensificar a privatização por determinação do capital financeiro, que põe e dispõe no país, inclusivamente sobre a Galp Energia, e cujo interesse é ficar com os lucros e não por a empresa ao serviço do país", sustentou Hugo Basto.
Em cima da mesa esteve também "a questão do respeito dos interesses dos trabalhadores", que dizem estar cada vez mais ameaçada "à medida que a privatização avança".
Segundo o responsável sindical, foi defendido "o arquivamento dos processos disciplinares com vista ao despedimento que estão a correr por causa da greve realizada em abril e a reposição dos salários que foram retirados indevidamente aos trabalhadores grevistas, que fizeram 1,2 ou 3 dias de greve e aos quais foram descontados 8,9 ou 10 dias de salário".
UGT e CGTP avançam para greve geral conjunta
A UGT e a CGTP vão avançar para uma greve geral conjunta contra as medidas de austeridade no dia 24 de Novembro. Há 22 anos que as duas organizações sindicais não se juntam numa greve.
O anúncio da acção conjunta foi feito pelos secretários gerais das duas centrais sindicais, Carvalho da Silva e João Proença, que estiveram reunidos durante a tarde para discutir os objectivos da luta.
O Governo anunciou no dia 29 um conjunto de medidas de austeridade com o objectivo de consolidar as contas públicas, entre as quais o corte de cinco por cento na massa salarial da função pública, o congelamento das pensões em 2011 e o aumento em dois pontos percentuais do IVA, que passará a ser de 23 por cento.
06/10/2010
L'UE veut un compte bancaire pour tous
La Commission européenne envisage de garantir à tous les Européens l'accès à un compte bancaire de base, selon des modalités suggérées dans une consultation publique entamée mercredi.
Environ 30 millions d'Européens de plus de 18 ans n'ont pas de compte en banque, ce qui "peut entraîner des inégalités et un risque d'exclusion financière et sociale", explique Bruxelles dans son document de consultation.
Les personnes n'ayant pas de compte en banque disposent d'un choix limité de services et de biens, notamment car elles ne peuvent pas faire d'achats en ligne, ont des difficultés à payer leur loyer et leurs factures ou à se faire verser un salaire ou des prestations sociales.
La Commission voudrait leur permettre d'obtenir, pour "un coût raisonnable", un compte offrant certains services de base : recevoir, transférer ou retirer de l'argent, au guichet, par internet ou à un distributeur automatique ; obtenir une carte permettant de retirer du liquide à un distributeur et de faire des paiements.
En revanche, un tel compte ne permettrait pas d'obtenir des crédits ou des autorisations de découvert.
Retraites : les grèves deviennent reconductibles
Dans les transports et l'Energie, face à la surdité du gouvernement, les appels à la grève à compter du 12 octobre deviennent reconductibles et font franchir un cap au mouvement contre la réforme Sarkozy des retraites.
L'ensemble des syndicats de la SNCF déposent un préavis de grève reconductible à partir du 12 octobre pour la défense des retraites, a indiqué mercredi un porte-parole de la CGT, à l'issue d'une réunion commune à Paris. "L'idée est de contribuer à un puissant mouvement le 12 octobre", journée interprofessionnelle de grèves et de manifestations, "et de créer les conditions pour que les personnels se réunissent dès le 13 au matin dans des assemblées générales représentatives afin d'apprécier la situation interne à la SNCF, et externe" et de décider des suites du mouvement, a précisé Didier Le Reste, secrétaire du syndicat. Les cheminots, qui ont été consultés préalablement dans certaines régions à bulletin secret sur le principe de cette grève reconductible, se prononceront tous les jours sur la poursuite du mouvement. "Je veux que la démocratie joue à plein", a-t-il dit.
De son côté, la fédération CGT de l'énergie, premier syndicat du secteur, va aussi déposer un préavis de grève illimitée à partir du 12 dans les 140 entreprises électriques et gazières (dont EDF et GDF Suez). "Ce préavis de grève a pour objectif de permettre aux salariés d'élargir et d'amplifier le rapport de forces suite à l'action unitaire du 12 octobre 2010", a déclaré la CGT-Energie, dans son communiqué. "Ainsi, ceux-ci pourront décider avec leurs organisations syndicales chaque jour des initiatives, en lien avec les autres secteurs professionnels, permettant d'obtenir satisfaction sur le dossier retraites. C'est une réponse responsable, organisée et déterminée, à la fin de non recevoir du gouvernement" sur les propositions des syndicats, poursuit le texte.
La CGT des cheminots a dit espérer que le mouvement, qui touchera parallèlement d'autres secteurs, du transport maritime ou aérien aux camionneurs, en passant par le gaz et l'électricité dans celui l'énergie, ferait tache d'huile. "La tache d'huile va se déterminer dès le 12 octobre, d'autres secteurs comme le commerce devraient nous rejoindre", a dit le numéro 2 de la CGT des cheminots, Gilbert Garrel. Le syndicaliste a estimé que, "face à un gouvernement qui ne veut rien entendre", les mouvements de grève de plusieurs jours seront "largement soutenus par la population". "Aujourd'hui, face au blocage du gouvernement, nous n'avons pas d'autre choix, donc c'est la radicalisation", a déclaré Bruno Duchemin, secrétaire général de la CFDT-Fgaac. "Avec une grève reconductible, on a les moyens de faire plier le gouvernement, au moins de l'obliger à ouvrir des négociations", a-t-il ajouté. Nathalie Bonnet, de Sud-Rail, a également estimé que les conditions étaient à présent réunies pour "faire reculer le gouvernement". "Les salariés sont prêts à tenir longtemps si le mouvement est interprofessionnel", estime-t-elle.
La classe ouvrière en prime time
"Jamais vous ne voyez à la télévision un ajusteur-outilleur, un comptable, un couvreur, un charpentier, soit des gens qui ont un métier et un savoir. Et aussi une culture. Car la télévision suppose là aussi que le monde du travail est inculte, illettré, réduit à regarder la télévision et à faire les mots fléchés des journaux gratuits…" Les vivants et les morts. Épisodes 1, 2 et 3.
France 2. 20 h 35.
Gérard Mordillat signe avec les Vivants et les Morts la première saga sociale à la télévision française. En huit épisodes de 52 minutes, diffusés les mercredis 6, 13 et 20 octobre, l’écrivain et réalisateur donne un visage aux anonymes qui luttent pour la survie de leur emploi et de leur dignité. Les vivants et les morts. Épisodes 1, 2 et 3.
France 2. 20 h 35.
La télévision ne montre
pas les travailleurs. Avec votre saga, qui montre les répercussions d’une fermeture d’usine et d’un conflit social, vous leur donnez des visages et une vie…
Gérard Mordillat. Dans les médias, on entend des chiffres, on lit éventuellement des pourcentages, mais on ne voit aucun visage. Et ces gens qui perdent leur emploi n’ont soudain plus d’identité, de pensée, de sentiment, de savoir, de sexualité, de convictions… Ils sont privés de leur propre histoire, renvoyés à un néant mathématique qui donne l’illusion de l’objectivité scientifique, sans affect. C’est ce qui me choque toujours. Une de mes motivations philosophiques, en écrivant les Vivants et les Morts, en réalisant maintenant cette série, c’était de montrer cette réalité, de façon très puissante, et surtout très contemporaine.
Comment analysez-vous
que dans les médias
en général, et dans la fiction en particulier, on ne traite pas de la vie réelle de la majorité des téléspectateurs ?
Gérard Mordillat. Il y a plusieurs explications à cette situation. La première qui me vient à l’esprit, c’est que la France se vit comme un pays bourgeois et petit-bourgeois. Ça ne veut pas dire qu’il l’est, juste qu’il se vit comme ça. La production cinématographique, télévisuelle et romanesque met en exergue les problèmes de cette petite bourgeoisie, assaisonnés à la sauce moderne. Il n’y a plus nécessairement de mari dans le placard, mais éventuellement une femme qui cache sa maîtresse, le mari qui cache son amant, les problèmes de familles recomposées, d’éducation des enfants, de régimes alimentaires… Parallèlement, le démantèlement d’industries, petites ou grandes, amène à un morcellement du travail en France. Alors que l’idéologie néolibérale a fini par convaincre les uns et les autres que l’individualisme est une forme d’accomplissement personnel, les salariés s’aperçoivent qu’on leur a menti le jour où leurs emplois sont supprimés, qu’ils sont jetés à la rue comme des malpropres. Et d’un seul coup ils découvrent la nécessité de l’action collective. Mais le mal est fait. On ne voit pas plus le monde du travail au cinéma et à la télévision parce que le cinéma et la télévision, eux aussi, mettent en exergue le héros individuel !
Alors quelle image du travail renvoie la télévision ?
Gérard Mordillat. Paradoxalement, elle montre le chômage et une ribambelle de petits boulots, l’intérim, le temps partiel. Tout cela sous-tend qu’au fond, un emploi ou un autre, c’est la même chose. Comme si aucun savoir ne comptait. Jamais vous ne voyez à la télévision un ajusteur-outilleur, un comptable, un couvreur, un charpentier, soit des gens qui ont un métier et un savoir. Et aussi une culture. Car la télévision suppose là aussi que le monde du travail est inculte, illettré, réduit à regarder la télévision et à faire les mots fléchés des journaux gratuits… Si vous veniez de la Lune, et que vous vous basiez sur une année de production télévisuelle et cinématographique pour voir ce qu’est la France, vous auriez l’image d’une France peuplée de policiers, de magistrats ou d’architectes. Les femmes, si elles ne sont pas dans la magistrature ou dans la police, sont dans la pub, prostituées ou mères au foyer. En France, en 2010, selon la télévision, on ne produit rien, on ne pense rien, on n’a aucune conviction politique, philosophique, aucune adhésion spirituelle à telle ou telle croyance. C’est effrayant et stupéfiant. Avec les Vivants et les Morts, j’espère avoir un peu bougé les choses. La situation économique que nous subissons devrait susciter, comme cela s’est produit en Angleterre, une éclosion de romans, de pièces de théâtre, de films, qui traitent très directement de cette réalité française.
Pourquoi, selon vous,
les auteurs, les producteurs
et les diffuseurs français
ne sont justement pas
à l’initiative de projets qui racontent le monde du travail ?
Gérard Mordillat. Ça leur paraît complètement étranger, loin de leur monde. Une fois par an, on peut faire l’aumône d’un téléfilm ou d’un film, qui généralement d’ailleurs a du succès. Mais ce n’est pas pour autant qu’on encourage ou qu’on suscite le travail sur ce terrain du social. L’excuse classique, c’est de dire que le roman noir a pris en charge la réalité sociale. Mais là, encore une fois, c’est vouloir enfermer les gens dans des ghettos ou des catégories. Si l’on regarde les séries américaines, elles sont, sur le plan de la narration et de la qualité de l’écriture, très en avance sur le cinéma. Il y a aujourd’hui, avec la télévision, une opportunité pour inventer de nouvelles formes dans l’art le plus populaire qui soit, qui est le cinéma. Et moi j’ai eu ce sentiment-là. En tournant les Vivants et les Morts, je faisais mieux du cinéma qu’en tournant bien des films qui se tournent aujourd’hui.
Certains de vos acteurs
se sont d’ailleurs battus
pour être dans votre fiction, même avec un second rôle…
Gérard Mordillat. Ma grande fierté c’est de ne pas m’être trompé sur les acteurs. Il y a à la fois une qualité d’interprétation et une cohérence quasi sociologique entre tous, qui est absolument magnifique à mes yeux. Leur part d’engagement personnel était pour moi indissociable de leur talent. Pour ce film, il fallait qu’ils soient bien conscients de la chance que nous avions de tourner ça à ce moment-là, de la responsabilité supplémentaire que ça nous donnait, puisque, comme vous le souligniez, c’est rarissime qu’on aborde le monde du travail à l’écran. Avant d’entamer le tournage, nous nous sommes réunis, avec les 50 comédiens, pour lire les huit épisodes de la saga. J’ai réécrit le scénario au fur et à mesure de nos lectures pour toujours ramener le rôle au plus près possible de l’acteur qui l’incarnait. Qu’on ait l’impression que c’était improvisé, que j’ai saisi une chose au vol. Cette conscience politique et artistique des acteurs, c’est la force de leur interprétation.
Votre roman, comme votre saga, décrit avec minutie un processus économique écrasant. Vous vous êtes documenté ?
Gérard Mordillat. Il n’y a pas derrière une œuvre littéraire de témoignages, d’enquêtes. J’ai écrit à partir de mes propres expériences et d’une connaissance des processus économiques qu’il n’est pas si difficile d’acquérir. Partout, à Brest, Cherbourg, à Romorantin, chez Lustucru, je rencontre des gens qui ont l’impression que j’ai écrit sur leur vie, en m’appuyant sur l’histoire de leur usine, dont je n’avais parfois jamais entendu parler… Or, je le répète : je ne décris qu’un processus. Et d’ailleurs, ça fait partie de mes étonnements, voire de mes exaspérations parfois : comment les ouvriers et les syndicats peuvent-ils encore se laisser embarquer dans un scénario écrit d’avance, comme s’ils ne savaient pas ce qui s’est passé ailleurs, ce qui va se passer chez eux ? Je n’arrive pas à le comprendre. Qu’il n’y ait personne pour leur expliquer, ou même qu’ils n’aient pas conscience eux-mêmes qu’ils se font absolument piéger. Ça repose aussi sur cette chose que j’évoquais tout à l’heure : cette idée individualiste que, « au moins, moi, j’aurais ça ». Mais quand les 20 000 euros de prime sont éclusés, c’est-à-dire vite fait, ils n’ont plus rien. C’est là où il y a à mon avis un grand travail politique et pédagogique à faire, pour leur expliquer que dans la situation de l’emploi en France, seules la solidarité, la mobilisation et la revendication sont de mise.
On pourrait diffuser les
six premiers épisodes de la série dans les stages syndicaux…
Gérard Mordillat. Dans Notre part des ténèbres, le livre que j’ai écrit après les Vivants et les Morts, je parlais du fonctionnement des fonds d’investissement. C’est une discussion que j’ai depuis toujours avec mon éditeur, Jean-Étienne Cohen-Seat, chez Calmann-Lévy. Il me disait toujours : « Il ne faut pas qu’on puisse disqualifier ton livre sur l’argument économique. » Et ça n’a jamais été le cas, même dans le Figaro. Le roman, parce qu’il ne connaît pas les barrières de l’argent, permet de porter en lui non seulement du savoir, des expériences, mais, à travers le récit, de les incarner. Et donc de renvoyer le lecteur à sa propre histoire, puisqu’on se lit toujours soi-même dans les livres. Le roman est un outil à la fois littéraire et politique. Selon un article du Guardian paru dans Courrier International, Marx fait plus de citations littéraires que de citations économiques dans le Capital. Ce n’est pas un hasard. Quand il parle du travail des enfants et qu’il s’appuie sur Dickens, c’est absolument magnifique. La lecture du monde par les œuvres romanesques, cinéma ou audio, n’est pas infantile. C’est une lecture qui passe par d’autres chemins que l’essai ou l’argumentaire économique.
Vous avez tourné dans
deux usines, une fermée,
une en activité…
Gérard Mordillat. Ce qui m’importait, c’était de montrer une usine ultramoderne. Pas une vieille fabrique avec de la graisse et des briques. Car ce qui se joue, aujourd’hui, c’est que les fermetures touchent des entreprises qui sont vraiment performantes, au top. Et ce qui leur arrive advient uniquement pour des raisons financières. De la même manière, je voulais que mes protagonistes soient jeunes. Il m’importait de montrer que c’est bien la population la plus active, des jeunes de 20-30 ans, qui est touchée par ces restructurations. Ce sont des entreprises ultramodernes, avec des gens tout à fait compétents, jeunes, en pleine santé. Ce qui a donné de la chair et de la tension au film, c’est que nous avons tourné, dans les deux usines, avec les ouvriers. Nous avons engagé d’anciens salariés de l’usine désaffectée, à l’équipe déco et aux accessoires. Dans l’usine qui fonctionnait, on travaillait avec les ouvriers qui nous montraient leur métier.
Pourquoi ce titre, les Vivants et les Morts ?
Gérard Mordillat. C’est mon éditeur qui l’a trouvé. Je lui ai demandé ce qui le touchait dans le roman. Il m’a répondu : «Ils sont vivants. Parce que les vivants sont ceux qui ne renoncent pas.»
Entretien réalisé par Caroline Constant et Grégory Marin
http://www.humanite.fr/05_10_2010-la-classe-ouvri%C3%A8re-en-prime-time-455081
Krugman, frustrado
Rick Wolff
Pobre Paul Krugman, atrapado en la vieja rutina keynesiana y limitado por sus anteojeras. La recesión terminaría, dice, sólo con que el gobierno se endeudara aún más a fin de proporcionar el impulso fiscal necesario. Si al menos la gente de Obama y esos republicanos chiflados tuvieran menos miedo de tomar una medida de gobierno así de audaz; si estuvieran menos confundidos por la ideología y fueran menos ignorantes de la economía. Krugman sigue alertándonos de que 2010 será una repetición de 1937 y hundirá la economía aún más.
Incluso los conservadores fiscales, los republicanos y los ricos (grupos que se solapan, y que denominaremos en adelante CFRR) prefieren que Washington pida prestado el dinero en lugar de que decida subirles los impuestos… ¡a ellos! En este sentido, los CFRR apoyan el déficit presupuestario keynesiano. Y además, también ven las ventajas del asunto, ya es a ellos a los que pedirán prestado y por lo tanto serán ellos quienes reciban los intereses que pague el Gobierno. Por todo ello, cuando las recesiones son agudas y amenazan con una depresión, los CFRR aceptan a regañadientes las políticas keynesianas (por ejemplo, a finales de 2008 y principios de 2009). Pero exigen que sean limitadas en su tamaño y duración. En este sentido equiparan a Krugman con el servicio de bomberos.
Pero, ¿qué están discutiendo con tanta furia? A los CFRR no les gustan los déficits grandes y largos debido a los riesgos que implican. En primer lugar, les preocupa que Washington, rebosante de dinero prestado, se vea tentado –por presiones políticas– a contratar directamente a trabajadores desempleados y destinarlos directamente a la producción de bienes y servicios que compitan con la producción privada. En segundo lugar, les preocupa que las empresas estatales puedan operar de un modo diferente que las empresas capitalistas privadas –más democráticamente, con más aportación de los trabajadores en las decisiones básicas– y lleven a los trabajadores del sector privado a exigir condiciones similares. En tercer lugar, a los CFRR, como prestamistas que financian el déficit del gobierno, les preocupa que un servicio creciente de la deuda en los presupuestos del Estado provoque demandas populares para extender, recortar o incumplir el pago de las cargas. En cuarto lugar, les preocupa que un mayor endeudamiento público expulse del mercado a los prestatarios privados o les imponga unos costos de intereses mayores, o ambas cosas. En quinto lugar, dudan de que el déficit actual del presupuesto se reduzca por medio de superávits futuros.
Pero sobre todo, a los CFRR no les gusta el gasto deficitario keynesiano porque piensan que pospone los ajustes económicos básicos necesarios para poner fin a la recesión y renovar el crecimiento económico, el empleo y el ingreso. Argumentan que el gasto deficitario, al reducir el desempleo, ralentiza o detiene la caída de los salarios necesaria para reactivar la rentabilidad de los negocios, únicos generadores de más inversión y crecimiento. Del mismo modo, al disminuir la contracción de la producción, el gasto deficitario ralentiza o detiene la caída de los costos de los insumos materiales necesarios para reactivar la rentabilidad. En resumen, los CFRR piensan que el gasto deficitario, fuera de inyecciones rápidas y cortas para compensar la crisis extrema, es una política ineficaz y contraproducente a la hora de reactivar el capitalismo en crisis. Amenaza ampliar y agravar así los ciclos del capitalismo en lugar de permitir que lleven a cabo la "destrucción creativa", es decir, la eliminación de lo que ellos consideran puestos de trabajo y empresas “ineficientes”.
Estas preocupaciones señaladas surgen lógicamente de la teoría convencional –neoclásica– de cómo funciona el capitalismo. Los keynesianos tienen una teoría un tanto diferente, pero sobre todo plantean una cuestión diferente. Para ellos, la "destrucción creativa" puede provocar un movimiento social que cuestione el capitalismo en sí y reclame un cambio social fundamental.
Este furioso debate es una reedición de un concurso clásico entre los grupos de centro-derecha y los de centro-izquierda sobre cómo los gobiernos deben gestionar los ciclos del capitalismo. Su objetivo común ha sido siempre asegurar el capitalismo y relanzar un período de crecimiento antes de la siguiente recesión. De hecho, es por esta razón que cada uno de ellos acusa al otro de "amenazar con sus políticas al capitalismo con el pretexto de reactivarlo."
Los interminables debates entre las dos partes son espectáculos de distracción masiva: teatro político sobre "la superación de la crisis económica". En la medida en que la fuerza política relativa de cada uno se modifica, la opinión pública oscila entre los dos lados. Bush hizo relativamente poco en 2007 y 2008, dado que sus asesores eran devotos de la "destrucción creativa". Pero, cuando la recesión se profundizó y amplió, y amenazó con hacerse incontrolable, muchos de sus propios asesores se mudaron en intervencionistas keynesianos. Obama les impidió seguir con su juego, y Krugman mantuvo la esperanza. Pero, una vez que la recuperación parecía en marcha, durante 2009 y principios de 2010, la fuerza política cambió en la dirección CFRR, el compromiso keynesiano de Obama se debilitó, y Krugman empezó a sentir pánico.
Entretanto, bajo la superficie de estos debates, la economía real sigue su ciclo, con arreglo al guión capitalista típico. El desempleo duradero, las ejecuciones hipotecarias y el estancamiento de la producción han mantenido la presión a la baja sobre los salarios, los beneficios y los costos materiales de la empresa privada (caída de los costos del material de segunda mano, alquileres, etc.) Eventualmente, éstos caerán hasta un nivel en que las posibilidades de beneficio los hagan atractivos y atraigan nuevas inversiones de los capitalistas. A continuación, la recuperación de costumbre podría afianzarse. Sin embargo, la cantidad de tiempo, el sufrimiento y la crítica de la economía que genera ese "eventualmente" pueden dar lugar a tensiones sociales y movimientos que habrán de ser reprimidos. Entonces será necesario renovar las intervenciones keynesianas, ante las cuales las perspectivas de los CFRR recuperarán su rango de leal oposición, y éstos esperarán de nuevo la "recuperación" para reagrupar sus fuerzas y volver al poder.
No es un lado o el otro el que asegura de forma óptima el sistema capitalista subyacente contra de su propia inestabilidad. Es más bien la oscilación pública entre ellos la que mejor lleva a cabo esa tarea. Del mismo modo, no son ni los republicanos ni los demócratas quienes mejor protegen la subordinación del gobierno a la organización capitalista de la economía. Esta tarea la cumplen en gran medida las oscilaciones entre ellos, al hacer de cada uno el único antídoto político posible para los fracasos del otro.
Los argumentos de que el capitalismo es el problema y de que un sistema alternativo es la solución rara vez se escuchan. Los medios de comunicación, los políticos, los CFRR, y Paul Krugman se alinean para mantener ese silencio. Sin embargo, en un extraño giro, la alternativa del socialismo ha resurgido una vez más. Movimientos como el Tea Party, especialistas en esa tendencia tan estadounidense de culpar de los problemas económicos en primer lugar al gobierno, critican a Obama y sus políticas como "socialistas". Debido al hecho de que son los enemigos de Obama quienes blanden este calificativo, sus muchos partidarios restantes, y especialmente los jóvenes, han comenzado a preguntarse qué es esto del "socialismo". Es un interés genuino (y no una culpa) por asociación. En innumerables lugares nos enfrentamos a preguntas amistosas sobre el socialismo y qué implicarían unas respuestas socialistas a la crisis del capitalismo. La izquierda de EE.UU. está ahora ante un momento histórico pleno de oportunidad.
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=114316
Ahora Portugal: El mayor sindicato del país convoca una huelga general para el 24 de noviembre
La movilización enfrentará los "planes de austeridad" del gobierno social-liberal portugués, planes hechos, como en España o Grecia, al dictado de la Europa del Capital.
El mayor sindicato de Portugal convoca una huelga general contra los recortesLa protesta contra los planes de austeridad, que tendrá lugar el 24 de noviembre, complica la delicada situación del Gobierno socialista de Sócrates
El mayor sindicato de Portugal convoca una huelga general contra los recortesLa protesta contra los planes de austeridad, que tendrá lugar el 24 de noviembre, complica la delicada situación del Gobierno socialista de Sócrates
"Propongo a los trabajadores de nuestro país ir a la huelga general el 24 de noviembre", ha declarado el líder del sindicato, vinculado al Partido Comunista, Manuel Carvalho da Silva. La huelga general será la primera que convoca la CGPT, que tiene 750.000 afiliados, desde 2007. Además, Carvalho da Silva ha pedido a la UGT, próximos a los socialistas, en el poder, que se sumen a la convocatoria. Quienes ya se habían mostrado a favor de las movilizaciones han sido los dirigentes sindicales de la Función Pública.
El anuncio de huelga supone un nuevo problema para el debilitado Gobierno de José Sócrates, que ayer en el Parlamento libró una dura batalla dialéctica con la oposición, que repudia el plan de ajuste. Dentro de dos semanas, además, tiene una importante prueba de fuego con la votación en la Asamblea de la República de los presupuestos de 2011, que contienen todas las medidas adelantadas por el Gobierno para reducir el gasto público en 3.420 millones de euros y aumentar los ingresos en 1.700 millones.
El Ejecutivo obtendrá con toda probabilidad el apoyo o la abstención del conservador Partido Social Demócrata (PSD), primera fuerza de la oposición. Ayer la UE pidió a Portugal que avance en sus reformas estructurales para volver al crecimiento. Las dificultades para sacar adelante los presupuestos y las dudas de los inversores sobre el compromiso del Ejecutivo para reducir el déficit han provocado un duro correctivo a la deuda lusa en los mercados, donde ocupa junto a Irlanda y Grecia el furgón de cola de la crisis fiscal de la eurozona.
The Spectre of Barbarism and its Alternative
Michael A. Lebowitz
I. The spectre of barbarism and its alternative: eight theses
Thesis One. The capitalist economic crisis is not over.
“Make socialism fly” - street art in Caracas. Photo from nosabemosdisparar.blogspot.com.
Although the immediate financial crisis appears to have been resolved, all of the underlying factors (which are the result of the overaccumulation to which capitalism is prone and which made fictitious capital so vulnerable) are still present. The incredible trade imbalance of the U.S. economy has not been addressed; the unprecedented deficit of the U.S. federal budget is rising; the over-extension of consumer credit hangs over the economy; unemployment is rising and thus consumer confidence and spending is not likely to return to previous heights; and, the general picture is one in which the U.S. economy, the dominant economy in the world, will continue to lose hegemony. When commentators stress signs of recovery, it is essential to remember that this pattern differs not at all from that of 1929 to 1933 – in other words, the period between the stock market crash and the bank failures – a period before much of the depression of the 1930s. At best, although capitalism itself may recover, the prospect is one of a significant geographical restructuring of capital on an international basis, which will require a painful adjustment for the U.S. economy – one which involves acceptance of continued stagnation or decline of incomes for the mass of people.
Thesis Two. The resource/food/water/climate/environment crisis is deepening.
All these elements are connected. There is a food crisis which reflects, among other things, drought as the result of climate change and the diversion of food for the production of biofuels. Despite the ability to produce sufficient food at this time for the world, unequal distribution has meant starvation for many and has been reflected in food riots over the price of staple products like rice. There is a process of land grab occurring in which countries such as China, India, South Korea and Saudi Arabia are in the process of leasing land in Africa, Pakistan, and the Philippines among other places for the purpose of securing food (especially grain) and fuels. For example, Daewoo of South Korea took a 99 year lease on 3,000,000 acres of land in Madagascar (half of all arable land in the country) for the purpose of producing corn and palm oil. Similarly, Pakistan offered a half million hectares of land and promised Gulf investors that if they signed up it would hire a security force of 100,000 to protect the assets. A significant aspect of these contracts which secure arable land for foreign investors is that it is a way of dealing with the impending crisis of water shortage. And, this problem is becoming increasingly serious with the melting of glaciers for example in Tibet and the Andes – which will affect the availability of water not only for consumption and agriculture but also for hydroelectric power. This problem, the problem of over-expansion of economic activity in relation to existing resources under capitalism, will only get worse as India and China in particular attempt to emulate the consumption standards of the developed North.
Thesis Three. The current internal political correlation of forces in the United States and other advanced capitalist countries is not favourable to the advance of progressive forces.
Here we can simply note the recent rightwing victories in elections in Germany, Italy and France, in the European Union, as well as the current prospect of a smashing defeat of the Labour government in England. Of course, it is stretching matters to think of these defeats for social democracy as defeats of progressive forces; however, what is evident is the failure of the left, of trade union organizations and social movements to make significant gains in this time of capitalist crisis. To this, it is important to add the very successful mobilization of forces in the United States against healthcare reform. What is striking is the composition of that mass opposition: the so-called “tea party” movement has been attacking not only Obama, not only big government and socialism but also Wall Street and corporations – and so many of those who have marched describe themselves as working class. There is no comparable mobilization of the working class from the left in the United States.
Thesis Four. In the context of resource shortages, the struggle to control resource supplies will become intense. That struggle is not likely to take the form of market and financial domination; rather, force will decide. This is one aspect of the spectre of barbarism.
Thesis Five. In the absence of strong political movements on the left, the response in the United States in particular and in other advanced capitalist countries is likely to be one best analyzed by psychologists.
For example, in the United States (where it is a matter of faith that ‘this is the greatest country in the world’), the reaction to the changing world capitalist economy will be a tendency toward protectionism, xenophobia (manifested in particular against Muslims), quick military solutions, racism and attacks upon immigrants who are seen as stealing good jobs. In short, the likely response will be the search for scapegoats – those responsible for stealing the birthrights of true Americans. As we can see already in Europe (for example, in the fascist attacks upon the Roma people in Hungary), this is another aspect of the spectre of barbarism.
Thesis Six. The old concepts of socialism, the characteristics of socialism of the 20th century, will never challenge the mass psychology which prevails in advanced capitalist countries.
If there is anything clear in the reaction of masses in developed capitalist countries to the initial appearance of this crisis within capitalism, it is that the concept of a big state, of verticalism, of interference by distant entities (not only big government but also big companies) is precisely what people do not want. For them, that is the enemy.
Thesis Seven. The concept of socialism for the 21st century, with its emphasis upon communal councils and workers councils, is the only way to make inroads on the working class of advanced capitalist countries at this point.
What people do respond to favourably is the idea of local decision-making and the ability to make the decisions that affect their lives – precisely because that option has been removed in advanced capitalist countries. Those are precisely the elements needed for the battle of ideas in order to struggle against barbarism.
Thesis Eight. At this time, only Venezuela offers the vision that can arm militants around the world in the battle of ideas in the struggle against barbarism. For that reason, a special responsibility falls upon Venezuela. It not only must struggle against state domination and verticalism and for development of those protagonistic institutions which alone can transform people. This struggle is essential for the health of the Venezuelan revolution; however, the success of this struggle also is needed to provide an example internationally in order to defeat the spectre of barbarism.
II. The responsibility of revolutionary intellectuals in building socialism
When we talk about intellectuals, we have to recognize of course that there are many varieties of intellectual. So, let me be specific. I'm not talking about traditional intellectuals nor about academics. I am talking about intellectuals who are committed to building socialism. Further, my comments are not directed specifically about Venezuelan intellectuals – that would be inappropriate for me as a visitor. So, my comments are general rather than specific to Venezuela.
Socialism for the 21st century ... a combination of social ownership of the means of production, social production organized by workers and communities, and a society based upon solidarity which is oriented toward producing for communal needs and communal
purposes.
What I want to focus upon are revolutionary intellectuals – people who are committed to building socialism for the 21st century. And I have in mind here something quite specific – a particular combination of elements. So, when I speak of socialism for the 21st century, I have in mind a combination of social ownership of the means of production, social production organized by workers and communities, and a society based upon solidarity which is oriented toward producing for communal needs and communal purposes.
These revolutionary intellectuals are people, in short, who are committed to a revolutionary project – to a revolutionary labour process in which the goal (socialism for the 21st century) is clear, and where what is called for is discipline to achieve that goal. In other words, a revolutionary intellectual must be disciplined in order to carry out the revolutionary project. Let me take this a further step. The revolutionary intellectual must be subject to discipline by the revolutionary party, a party dedicated to building socialism for the 21st century. The revolutionary intellectual must take guidance from that revolutionary party.
However, before my statement generates a hailstorm of shoes thrown at me, let me make one thing quite clear. We need to distinguish clearly between the revolutionary party and the party of the moment. I am using the term ‘moment’ here with its dialectical meaning – a step, a phase, a momentary stopping point which is and must be transcended in the course of progress.
So, the distinction that I am making is between the revolutionary party, the party of the socialist future, and the party of the moment. It is the former to which revolutionary intellectuals must be disciplined. After all, the party of the moment may not be committed to the socialist project. The dominant forces in the party of the moment may be oriented to a hierarchical command structure similar to the unfortunate experiences of the 20th century; they may have little interest or commitment to building a process of worker management which is essential for developing the capacities of working people, and they may believe that a focus upon producing on the basis of anything other than self-interest is utopian. Should revolutionary intellectuals discipline themselves to such a party? (I speak, incidentally, as someone who functioned for many years in a social democratic party.)
In other words, we have to recognize that there will be a gap between the concept of a revolutionary party oriented toward building socialism for the 21st century and the party of the moment. And, such a gap is inevitable. As Marx (and indeed every dialectical thinker) recognized, new forms always emerge within the old, and they inevitably reproduce defects of the old. Further, the new necessarily emerges in an inadequate form. Hegel commented that when we want to see an oak tree with its vigorous trunk, its spreading branches and its foliage, we are not satisfied to be shown an acorn instead.
So, how do we respond to that inevitable gap as revolutionary intellectuals? One possible stance is to stand outside and critique the inadequacy of the form that has emerged. The other, the revolutionary response, is the struggle to make what is potential real. Victor Serge was asked at one point, were the seeds of Stalin present in Lenin? Serge answered, ‘there were many seeds in Lenin.’ I suggest that the responsibility of revolutionary intellectuals is to nurture the revolutionary seeds. And, to do so everywhere possible. To communicate the vision of socialism for the 21st century to the masses because, as we know, ideas become a material force when they grasp the minds of masses. And to try to convince those who are providing leadership to the process about those same ideas and that same vision.
Of course, we understand that in committing ourselves to discipline by the revolutionary party of the future and not to discipline by the party of the moment, this may be seen as a criticism of the party of the moment. And, those least oriented toward building socialism for the 21st century will be most anxious to prevent such expressions. However, I think we must all be conscious of the consequences of abandoning the vision of socialism. If they are to be true to the project of building socialism for the 21st century, revolutionary intellectuals must place upon their banner Marx's comment about the importance of criticism which is as little afraid of the results it arrives at as it is of conflict with the powers that be.
And, if this is the responsibility of revolutionary intellectuals, there is also the responsibility of revolutionaries within the party of the moment. If the party of the moment truly wishes to explore the process of building socialism for the 21st century, it will ensure that there is space for revolutionary intellectuals to follow the discipline of the revolutionary party. Not to provide this space and not to encourage the nurturing of revolutionary seeds is to allow the weeds to advance.
Mexican electrical workers cry for economic justice
Berta Joubert-Ceci
This year, countries throughout Latin America have been commemorating 200 years of freedom from Spanish colonialism. People throughout the region are remembering the independence feats of Simón Bolívar in Bolivia, Colombia, Ecuador, Peru and Venezuela; José de San Martín in Argentina; and Miguel Hidalgo in Mexico. The people are holding these celebrations, however, as Venezuelan President Hugo Chávez has said, while the Americas still struggle for their “second emancipation,” this time from the voracious appetite of U.S.-based transnational corporations.
Nowhere in the region are these celebrations of emancipation as filled with contradictions as in Mexico. The Mexicans held their festivities under a formidable display of 25,000 government security forces, including federal agents, army and navy troops; 4,000 police patrolled in Mexico City alone, with the same number staying on alert.
A people ripped by sheer poverty and government-sanctioned violence coming from mafias and paramilitary groupings aligned with sectors of the oligarchy has seen — and criticized — its government’s spending of $200 million in celebrations for the bicentennial.
But resistance to this government and its political system is also growing. On Sept. 15, the Grito de Dolores (Cry of Dolores) that initiated the independence war 200 years ago is remembered. As is traditional for each sitting Mexican president, this year the neoliberal pro-U.S. president, Felipe Calderón, pronounced this grito. But there was another from the people’s resistance.
Earlier in the day, Secretary General of the Mexican Electrical Workers Union (SME) Martín Esparza pronounced the Grito de los Insurgentes (Cry of the Rebels) from the balcony of the SME’s headquarters in the capital.
The SME is a militant and class conscious union founded in 1914. It has been in constant struggle against Calderón’s government since Oct. 11, 2009, when the Mexican president ordered by decree the closure of Luz y Fuerza del Centro, the national electrical company that served five states, covering a population of more than 20 million people.
This closure immediately laid off more than 42,000 electrical workers with no previous notice nor any due payment. Since then, the SME has been organizing together with other unions and social organizations to fight the layoffs.
On Sept. 15, the SME reaffirmed its pledge to fight not only for the re-establishment of the contractual obligations by the government, but also, and most importantly, for a society with social and economic justice. In a fiery speech echoed by hundreds of SME members and their families, Esparza summoned the names of the heroes of the Mexican independence struggle, ending with the traditional ¡Viva México!
Below is part of that speech (On video in Spanish at sme1914.org).
“Today, in this Avenida de los Insurgentes, as 200 years ago, a group of men and women who remember history decided to continue the struggle to defend this great institution called SME, comrades. In this 2010, the Mexican people have nothing to rejoice about but much to commemorate: those men and women who gave their lives to have a homeland with liberty, justice and democracy.
“Today, 200 years later, those of us who had the task of visiting all 32 states, have realized that the country’s existing conditions are similar to those 200 years ago. Indigenous and peasant people are being stripped of their lands, and these lands given to transnational corporations so that they can exploit all the natural resources.
“Today, as 200 years ago, the conditions of inequality should make obvious that the SME struggle will define what the route for our nation will be. And I ask you comrades, since we received the ‘Sentiment of the Nation’ medal from the Popular Assembly of the Peoples of Guerrero, if we are ready to defend our homeland, to end inequality, poverty, to leave for our children and grandchildren a country that will better distribute its wealth?
“We have the richest man on earth but 60 million poor. ... That is why today ... let all of us make a pledge, to maintain the unity of the SME so we can push forward the unity of the people of Mexico. To call on the Indigenous, the students and civil society to end this economic system; this savage capitalism; because today the decisions are not made by the resident of Los Pinos [Calderón], the decisions come from the exterior.”
When Esparza asked: “Are we afraid to defend our homeland?” a resounding response was heard throughout the crowd: “No!”
Layoffs, poverty deepen during ‘recovery’ - It’s time for workers to fight
Fred Goldstein
Everyone by now has heard that the recession is over. The government says it ended in June 2009.
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Yes, it ended for businesses. Their production and profits began to rise. It ended for the giant transnational FedEx. Its profits just doubled. But FedEx also announced it is going to lay off 17,000 workers in the U.S. It ended for General Motors and Chrysler. They are showing a profit after getting an $85 billion bailout and terminating more than 100,000 workers.
The downturn in business lasted 19 months, the longest since the Great Depression. But since then, in the last 14 months of “recovery” for big business, unemployment has been going up.
Altogether, the capitalist class laid off more than 8 million workers from 2007 to 2009 and cut the wages and benefits of many more.
The downturn has continued for millions who cannot live on government statistics. The gross domestic product may have gone up, starting last June, but there is no recovery for the 30 million workers without jobs or on short hours.
Just last week the first-time filings for unemployment jumped by 12,000 — from 453,000 to 465,000. The layoffs keep on coming.
There is no recovery for the 2.3 million families who have lost their homes to foreclosures or the millions more facing future foreclosures and evictions. There is no recovery for the 45 million people living at or below the official poverty level — which includes one in every five children in the United States. Or for the 45 million people living on food stamps. Or for the 50 million people without health care.
Statistics confirm that this downturn reinforces racial, national and gender inequality because it hurts the African-American, Latino/a, Asian and Native communities and women disproportionately. Youth have the highest unemployment rate of all, especially racially oppressed youth.
What the workers, communities, youth and students are facing is not a recovery but a wholesale breakdown of the capitalist profit system — with no end in sight. The working class and the oppressed will never get out of this crisis by relying on politicians wedded to the capitalist system.
The only way out is for the workers to organize and fight on their own, independently, by means of militant mass struggle.
This is a gigantic jobless recovery. And things are about to get worse. The stimulus package, inadequate as it was, is running out. State budgets are about to suffer further cuts in jobs and services.
Election promises versus reality
It is election season. All the politicians of both capitalist parties are on the stump talking about jobs and blaming each other.
The Republicans openly show their racism and contempt for the working class. They block every proposal that would give even the smallest relief to the masses. They are trying to stop the trickle-down “jobs” bill that the Democratic Party leadership put forward.
But what does that bill do? It gives $50 billion to the bosses in tax cuts and easier terms for their business loans.
This is not a jobs bill. It is a handout to the capitalists in the hope that the bosses will create some jobs.
That’s been tried already — and failed. The $787 billion stimulus bill left 15 million workers officially unemployed. Millions more have dropped out of the workforce and aren’t counted. Giving the bosses $50 billion more in tax breaks and loans will hardly make a dent in the massive unemployment. It’s growing every month.
But meager as the Democrats’ bill is, the Republicans oppose it. So the strategy of the Democratic Party leaders is to tell the workers to vote for them — because the Republicans are even worse.
Most workers already see the Republicans for the right-wing, racist reactionaries they are. They hold hands with the ultra-rightist Tea Party. They inflame anti-Muslim sentiment. They scapegoat undocumented workers for the unemployment crisis. They are largely rejected by the workers and the Black, Latino/a, Asian and Native communities, and rightfully so.
But Democratic Party leaders are trying to divert attention from the fact that they gave the bankers trillions of dollars in bailouts when they should have been giving jobs to the millions being laid off. They gave the auto barons another $85 billion to shut down factories and lay off workers.
The Democratic Party leaders let the Employee Free Choice Act go down the drain. They didn’t even pretend to fight. EFCA would have made it easier for workers to get a union when a majority signed union cards. Instead, they have to go through the cumbersome National Labor Relations Board electoral process and face years of challenges by the company. EFCA was the most important piece of labor legislation in a decade since the anti-scab bill that the Clinton administration let die.
Yes, the Republican Party is racist. But since the Democratic Party took over Homeland Security, it has surpassed the Bush administration in carrying out deportations of undocumented workers. It has sent troops to the border of Mexico and allowed fascists like Sheriff Joe Arpaio of Phoenix, Ariz., to brutalize undocumented workers and prisoners.
The Obama administration has also fostered the charter school movement. This so-called “race to the top” would let most of the already run-down public schools go all the way down and then privatize a section of the school system. Part of the program is to break teachers’ unions all over the country.
The Obama Justice Department has just authorized the FBI to make simultaneous raids on the homes and offices of anti-war activists in Minneapolis and Chicago and in Michigan and North Carolina. FBI SWAT teams broke down doors, ransacked apartments and seized documents, computers and other material based on trumped-up charges of aiding “terrorism.”
This is a McCarthyite, COINTELPRO-style frameup/fishing expedition. It is an attempt to suppress the anti-war and anti-imperialist activities of the Minnesota Anti-War Network, Students for a Democratic Society and the Freedom Road Socialist Organization.
Both are war parties
Suppressing anti-war activity is in line with the aims of the Pentagon. The Democrat-led Congress has voted $800 billion this year to carry out wars in Afghanistan and Pakistan and fund the occupation of Palestine by the Israelis and the Zionist war against Gaza, the West Bank and Lebanon.
This money could be used for jobs, for restoring people to their homes and for keeping services from being cut. Instead, it is spent to keep the giant oil companies in control of the Middle East; it is used to spread U.S. corporate influence in Latin America and around the world.
This is nothing new for the Democratic Party.
It is an imperialist party that defends capitalism at home and abroad. Its leadership is tied to the giant monopolies, the banks and the military-industrial complex.
It was the administration of Harry Truman that dropped the atom bomb on Japan and launched the Korean War. It was the Kennedy and Johnson administrations that started and escalated the Vietnam War. The failed attempt to invade Iran was under Jimmy Carter. The Clinton administration invaded Yugoslavia and at the same time destroyed welfare, instituted NAFTA and passed the first “anti-terrorist” law, as well as the Effective Death Penalty Act.
All were Democrats.
What can be done?
Under capitalism, workers can’t survive without a job. So the fight for a job is the fight for life.
Workers must oppose racist, divisive tactics and open up a struggle to make a job a right for every worker who needs one. Take the trillions of dollars spent on bank bailouts, the bosses’ wars and occupations and spend them on a real jobs program.
The politicians are running around talking about how much they care about jobs. But they won’t talk about the big issue: that the capitalists are not hiring. The government can shovel money at the banks, but they won’t lend unless they are guaranteed a profit. The government can give tax breaks to companies, but they won’t hire unless they can make a profit.
But if the capitalists won’t create jobs, the government can.
This is what happened in the 1930s. The workers battled until they won the Works Progress Administration and other government jobs programs. No capitalist bosses were involved. If a worker needed a job and was qualified, he or she got a job. No one had to beg a boss to be hired. No one had to make a profit before the workers could be hired.
The wages were at prevailing levels. More than 8 million workers were hired from 1935 to 1943 to build roads, dams, parks and public buildings; to plant trees; to create art and theater; to collect oral histories about slavery, among many other projects.
People might say a WPA program now is “pie in the sky.” Congress will never do it.
The way to get the pie out of the sky and onto the table is tried and true: Mobilize masses of people to go to Washington and shut it down until the government comes up with the money.
The politicians have been giving money to billionaires on Wall Street and corporate owners. It can be the workers’ turn if they organize to fight instead of being herded into a futile election campaign.
The right to organize a union and the eight-hour day were once called pie in the sky. Civil rights and affirmative action were pie in the sky. So were Social Security, unemployment insurance and many other things workers are now entitled to. But they were made real by great mass struggles.
Demanding these basic necessities also puts the working class in a stronger position to fight for an economy run on a planned, cooperative basis to meet human need and not capitalist greed. A social system that serves people instead of profits. That can really end war and exploitation. It’s called socialism and it also doesn’t have to be pie in the sky.
La voix de la finance
Pourquoi réformer les retraites? Pour - d'après Sarkozy, Fillon, Baroin, etc. - adresser un signe aux marchés financiers et conserver notre note "AAA". Mais qui sont les agences de notation qui attribuent ces notes? Quels intérêts, quelle idéologie se cache derrière leur neutralité technique?
La Grèce est passée de A- à BBB+, et maintenant BBB-. L'Espagne, de AA+ à AAA. Le Portugal, de AA à AA-. Derrière ces petites lettres, ce sont les taux d'intérêt qui, pour ces pays, vont s'envoler, le poids de la dette publique qui va s'alourdir, des budgets qui seront coupés.
Des notes "dégradées", explique Fitch Ratings, en raison d'"inquiétudes" sur les finances publiques et d'incertitudes" sur la reprise économique.
Et alors? Ces agences font leur travail-technique. Elles analysent les comptes. Elles évaluent les risques, chiffres à l'appui.
Très bien.
Juste le sentiment d'un deux poids deux mesures: lorsqu'il s'agit des états, Moody's Standard & Poor's et Fitch préviennent le danger à l'avance, poussent des cris d'orfraie, exigent des réformes structurelles. Mais pour les entreprises? Là, elles se taisent. Jusqu'à la catastrophe.
Des notes "dégradées", explique Fitch Ratings, en raison d'"inquiétudes" sur les finances publiques et d'incertitudes" sur la reprise économique.
Et alors? Ces agences font leur travail-technique. Elles analysent les comptes. Elles évaluent les risques, chiffres à l'appui.
Très bien.
Juste le sentiment d'un deux poids deux mesures: lorsqu'il s'agit des états, Moody's Standard & Poor's et Fitch préviennent le danger à l'avance, poussent des cris d'orfraie, exigent des réformes structurelles. Mais pour les entreprises? Là, elles se taisent. Jusqu'à la catastrophe.
En décembre 2001, le groupe Enron s'effondre. Ses magouilles comptables et sa folie spéculative sont mises à jour. Ce n'est qu'une semaine avant l'effondrement total, après maintes tergiversations, que les trois grandes agences de notation dégradent sa note.
Fin 2003, le groupe italien Parmalat coule, un trou de 14 milliards d'euros dans les comptes. Quelques semaines avant le krach, l'antenne italienne de Standard & Poor's créditait encore Parmalat de son triple AAA- couvrant, volontairement ou non les malversations.
Courant 2008, la crise des subprimes s'étend. Les banques vacillent ou s'écroulent, bourrées de titres financiers pourris. Des "junk bonds" pourtant évalués par les agences -crédités même d'un triple AAA pour la moitié d'entre eux.
Et en France même: pour l'Assemblée générale de 2008, Fitch Ratings, Moody's et Standard & Poors accordent tous des A, des AA et des + à Natixis. Dans les jours qui suivront, c'est un trou en milliards qui sera découvert et l'action dévissera jusqu'au bord du gouffre, une banque seulement sauvée par un État généreux.
Les PIGS - "porcs" en anglais, acronyme pour Portugal-Italie-Grèce-Espagne, charmant surnom délivré par les financiers - les PIGS sont sans doute des pays de feignants, qui ne paient pas leurs impôts, qui font la sieste toute l'après-midi, tout juste bons à garder des chèvres en picolant du tsipouro, mais comment croire, quand même, qu'ils soient en dessous - oui, en dessous!- de Parmalat, de Enron, de Natixis?
Avec moins de richesses réelles?
"Quand j'ai rejoint Moody's fin 1997, raconte Mark Froeba, ancien dirigeant au sein de la branche produits dérivés, devant le Sénat américain, la pire crainte d'un analyste était de contribuer à l'attribution d'une note qui serait fausse, de causer des dégâts à la réputation d'exactitude de Moody's, et de perdre son travail en conséquence. Quand j'ai quitté Moody's (en 2008), la pire crainte d'un analyste était qu'il fasse quelque chose qui lui permettrait d'être désigné comme responsable d'avoir mis en danger la part de marché de Moody's, de causer du tort à son chiffre d'affaire ou de dégrader les relations de Moody's avec ses clients ( Le Monde, 2 juin 2010).
Qui paie l'orchestre choisit la musique. Et ce sont les entreprises elles-mêmes qui paient pour être notées -un million d'euros, environ, pour une banque-, qui choisissent leur agence de notation. Tandis que les états eux, de toute façon, constituent un marché captif: ils sont quasiment contraints de recourir aux trois agences mondiales...
C'est la première cause, la plus évidente. Mais au-delà. Comment espérer que Moody's et ses concurrents alertent sur les subprimes, Enron, ou les dernières innovations financières?
Ces agences font partie du système financier. Elles lui appartiennent, même. Au sens propre.
Ainsi, près de chez nous, Fitch Ratings.
En 1997, c'est un Français, Marc Ladreit de Lacharrière, 35ème fortune de France, qui rachète l'agence par le biais de son fonds d'investissement Fimalac: Moi-même, j'étais un financier" , confie t'il. Passé à la direction de la banque Indosuez, en effet, il demeure administrateur de l'Oréal, Casino, Renault - et membre du conseil consultatif à la Banque de France. A ses côtés, à Fimalac, il trouve Jean-Charles Naouri le PDG de Casino, un ponte de la banque Lazard, un autre de JP Morgan, le président du Crédit Mutuel, et des présidents de Schneider, Air Liquide, etc.
C'est dire si, par toutes ses pores, Fitch Ratings est lié au monde des affaires. C'est dire si ses intérêts, et ceux des banques, des multinationales concordent.
Que sont alors, au fond, ces agences? Elles sont la voix de la finance. Elles expriment ses désirs, ses inquiétudes, bref, sa volonté politique.
Mais une politique habillée de science économique, déguisée en technique.
On aperçoit leur museau, parfois, pourtant, sous le masque.
En France, martèle Marc de Lacharrière, "toutes les mesures prises vont dans le bon sens", mais il va être nécessaire "de faire des réformes structurelles" concernant "la durée du travail hebdomadaire" , "la flexibilité du travail" et "l'âge du départ à la retraite". En 2006, déjà, il appelait les Français à "travailler cinquante heures par semaine". En août 2008, il dénonçait "l'étatisme" du pays et son "aversion pour le travail" . En février 2010, il apporte son soutien au gouvernement sur Public Sénat: "Actuellement, c'est la remise en cause des retraites qui est quelque chose d'essentiel dans le regard des agences de notation". De quoi s'agit-il, sous le vernis poli, ici comme ailleurs, ici comme toujours? De faire peser, un peu plus, le joug sur le travail. Pour réjouir le capital et la finance.
De politique, le rôle devient partisan, quasiment: en avril dernier, en Hongrie, le parti socialiste au pouvoir depuis huit ans est largement battu. C'est le centre-droit qui l'emporte, et Fitch Ratings applaudit: "La forte majorité représente une opportunité pour introduire des réformes structurelles".
C'était le mot d'ordre du Fonds Monétaire International, depuis les années 80 dans les pays en voie de développement. Au nom de ses "plans d'ajustement" , des continents entiers ont sacrifié l'éducation de leurs enfants, la santé de leur population.
C'est au tour de l'Europe, désormais. Mais le FMI n'opère plus en première ligne: ce sont les agences de notation, aujourd'hui qui font office de gendarmes des états. Et qui négligent une option pour combler les déficits publics, inquiétants, en effet: que soient taxés les flux financiers, les profits des multinationales, les dividendes des actionnaires, les fortunes du pays, des Marc Ladreit de Lacharrière et compagnie...
Les autocrates des radios publiques : l’exemple de France Inter
Didier Duterrier, Nicolas Boderault
Radio France, « société anonyme à capitaux publics dont l’Etat est l’unique actionnaire », a une mission de service public. Une mission dévoyée par l’arbitraire patronal de ses dirigeants (notamment ceux de France Inter). Des dévoiements inscrits dans la structure même d’un secteur soumis à l’autocratie. Qui peut croire que celle-ci soit compatible avec un véritable service public ? De tout cela nous débattrons lors du prochain « Jeudi d’Acrimed (21 octobre).
De l’autocratie à Radio France…
Par un décret daté du 7 mai 2009, le président de la République a nommé Jean-Luc Hees président de Radio France, le plaçant à la tête de 7 chaînes nationales, 4 formations musicales, 4 300 collaborateurs et 625,4 millions d’euros de budget pour 2010.
Ce faisant, Nicolas Sarkozy renoue quasiment avec le mode de désignation en vigueur avant 1982. De 1982 à 2007 un organisme procédait à cette nomination :
- la Haute Autorité de la communication audiovisuelle (composée de 9 membres : 3 nommés par le président de la République, 3 par le président de l’Assemblée nationale, 3 par le président du Sénat), de 1982 à 1986 ;
- la Commission nationale de la communication et des libertés (CNCL, composée de treize membres : 2 nommés par le président de la République, 2 par le président de l’Assemblée nationale, 2 par le président du Sénat, 1 par le Conseil d’Etat, 1 par la Cour de cassation, 1 par la Cour des comptes, 1 par l’Académie française, et 3 cooptés par les 10 précédents), de 1986 à 1989 ;
- le Conseil supérieur de l’audiovisuel (CSA, composé de 9 membres : 3 nommés par le président de la République, 3 par le président de l’Assemblée nationale, 3 par le président du Sénat), de 1989 à 2007.
Il est ainsi manifeste que depuis le début (Radio France existe depuis 1975), la nomination du PDG de Radio France a toujours été le produit de choix politiques. Mais le mode choisi par Nicolas Sarkozy, permettant, selon les « éléments de langage » fournis par l’Elysée, de « rompre avec l’hypocrisie » des pratiques antérieures, est un hommage que le vice se rend à lui-même.
Le PDG de Radio France nomme lui-même les directeurs des 7 stations (France Inter, France Culture, France Musique, France Info, Fip, France Bleu, Le Mouv’). Pour établir ses choix, un seul « critère » : son bon plaisir.
Ainsi, dès sa nomination à la tête de Radio France, Jean-Luc Hees choisit Philippe Val comme directeur de France Inter. Ce choix n’est bien sûr dicté que par des considérations strictement professionnelles : Philippe Val a été un chroniqueur de « Synergie », émission animée par Jean-Luc Hees sur France Inter dans les années 1990, et Jean-Luc Hees, lui, a été un chroniqueur de Charlie Hebdo en 2008, un journal à l’époque dirigé par Philippe Val.
Et le même mode d’exercice solitaire du pouvoir est de mise pour les directeurs de stations, notamment en ce qui concerne celui de France Inter.
… aux foucades et oukases de Philippe Val
A trop se focaliser sur la personnalité et les « qualités » professionnelles de Philippe Val (que nous avions mises en évidence de longue date avec une constance qui nous a valu d’être accusés d’acharnement), la critique risque de manquer l’essentiel : les effets d’un mode de désignation qui permet de sélectionner des dirigeants ajustés à l’exercice autocratique des responsabilités qu’on leur confie. Mais il est vrai que, pour prendre la mesure de l’absence totale de tout contrôle démocratique ou de contre-pouvoirs institués (et dotés de réelles prérogatives face aux volontés et caprices des dirigeants), rien de tel que la chronique des foucades et oukases ordinaires de Philippe Val entre mai 2009 et septembre 2010.
- A peine installé, Philippe Val signifie, en juin 2009, à Frédéric Pommier qu’il ne présentera plus la revue de presse à 8 h 30 en semaine. Seuls des mauvais sujets peuvent penser que cette décision est due au fait qu’il arrivait à Frédéric Pommier de citer Siné Hebdo, le journal diabolique par excellence aux yeux de Philippe Val.
- Dès septembre 2009, Pascale Clark revient sur France Inter après en être partie en 2004. Elle avait eu le bon goût, depuis 2001, d’inviter à plusieurs reprises Philippe Val à participer à ses émissions, tant à la radio qu’à la télévision. Elle a su également marquer son indépendance vis-à-vis de Jean-Luc Hees et de Philippe Val en déclarant, en septembre 2009 : « […] c’est [Jean-Luc Hees] l’homme de la situation.[…] l’une de ses particularités, c’est de ne pas avoir de réseaux politiques. […] il n’intrigue pas comme la plupart des gens. […] Je ne sais pas comment le nom de Hees est arrivé aux oreilles de Sarkozy. Mais c’est forcément un bon choix. Où est le problème ? Il faut aussi arrêter le délire... […] Quand on associe Besson, Kouchner et Philippe Val, c’est de la mauvaise foi. Il y a une différence entre entrer dans le gouvernement de Nicolas Sarkozy et diriger une radio. Sarko n’a pas demandé à Jean-Luc Hees ou à Philippe Val de rouler pour lui. » [1]. Les grands professionnels sachant se reconnaître entre eux, personne ne sera surpris de la passion commune de Pascale et Philippe pour Jean-Luc, en faveur duquel ils ont signé une pétition parue le 10 juin 2004 dans Le Nouvel Observateur.
- Le 18 décembre 2009, Philippe Val déclare aux producteurs de la chaîne : « France Inter est une radio qui coûte cher à l’actionnaire [de nombreux malcomprenants pensent alors à Nicolas Sarkozy], qui n’est pourtant pas très bien traité par la station. »
- Fin 2009, Philippe Val décide que le « 7/10 » de Nicolas Demorand va devenir le « 6.30/10 » dès le 4 janvier 2010. Cela ampute le « 5/7 », animé par Patricia Martin, d’une demi-heure et a pour effet de supprimer la chronique de Simon Tivolle (mais pas celle de Bernard Maris, par ailleurs co-actionnaire de Charlie Hebdo). « Philippe Val a surtout "oublié" d’avertir les principaux intéressés » [2].
- En février 2010, Philippe Val recrute Renaud Dély, un journaliste de presse écrite, ancien pigiste dans Charlie Hebdo, en tant que rédacteur en chef de la matinale. A cette occasion, la SDJ (la société des journalistes de Radio France) a l’impudence d’ergoter sur ce magnifique cadeau en écrivant, le 23 février 2010 : « La SDJ a plusieurs fois milité pour qu’un « patron » du matin soit désigné à Inter mais pas dans ces conditions. Renaud Dély est nommé à une fonction unique dans l’histoire de la radio : rédacteur en chef de la matinale de 6 h à 16 h ! La conférence de rédaction étant à 4 h du matin, il arrive trop tard pour dessiner la « une » du jour, trop tard pour réveiller un reporter si nécessaire, trop tard pour prendre la mesure d’un événement survenu dans la soirée ou dans la nuit . [3] »
- Le 4 mai 2010, « sur proposition de Philippe Val », Laurence Bloch, en provenance de France Culture, devient « directrice adjointe de France Inter, responsable de l’antenne » [4]. Laurence Bloch est surtout connue pour le rôle qu’elle a joué auprès de Laure Adler dans le processus de normalisation de la station qu’elle abandonne : France Culture [5]. Son arrivée correspond au départ de Jean Beghin, qui depuis juillet 2006 était « délégué à la direction de l’antenne de France Inter ». Ces mouvements, à deux mois de la mise en place de la grille d’été (et à quatre mois de celle de la grille de septembre), sont le signe d’une grande sérénité dans le travail de programmation réalisé sous les directives avisées de Philippe. Selon Augustin Scalbert, « Philippe Val serait aussi très absent, notamment “tous les vendredis”. La grille d’été, qui vient d’être présentée, a été accouchée au forceps, “grâce au travail acharné de Laurence Bloch” ». Source : Rue 89. Une recrue de choix, donc.
- Fin juin 2010, Philippe Val congédie les humoristes Stéphane Guillon et Didier Porte. Mais leur éviction, occulte la suppression de plusieurs émissions et sept autres départs contraints (dans un quasi-silence de la confrérie médiatique) de producteurs : ceux de Philippe Debrenne, Jean-Marc Four, Sylvie La Rocca, Eric Lange, Sophie Loubière, Brigitte Palchine et Marjorie Risacher. « Des émissions qui marchent, des émissions qui ont un public », relève Caroline Constant dans L’Humanité, avant d’ajouter : « Et parfois tenues par des producteurs qui sont là depuis longtemps et qui se sentent méprisés (“J’ai eu le sentiment qu’on ne connaissait même pas mon émission et d’être jetée comme une crotte”, dit Sophie Loubière). On dénonce aussi les méthodes : Kathleen Evin, présidente de la Société des producteurs, assure avoir rendu son mandat, repris par Mathieu Vidard, parce que Philippe Val “m’accusait sans preuves d’être à l’origine de rumeurs”. Du coup, “on a le sentiment, reprend un autre, qu’on veut nous forcer à être non plus des producteurs délégués mais des animateurs”, ce qui représente, à chaque changement de directeur, la grande peur des producteurs de Radio France. »
- Le vendredi 27 août 2010, un peu avant 7 heures, voici ce qu’on peut entendre sur l’antenne de France Inter : « Sept années se terminent. J’aurais tellement aimé qu’il en soit autrement. Contraint, forcé de quitter cette maison, je voulais vous dire merci. Et un autre mot qui commence pareil à Philippe Val qui me vire aujourd’hui. Mais ça va finir par devenir culte, alors à quoi bon... On va obtenir des prix de gros pour la location d’un bus (pour les virés, ndlr). » [6] L’animateur qui tient ces propos, et qui a « un problème d’éducation » (dixit Jean-Luc Hees sur LCI le 3 septembre 2010), s’appelle Florent Chatain. [7]
- A lire le rappel de ce sans faute, il faut bien admettre que Philippe Val est fondé à déclarer, le 27 août 2010, lors de la conférence de rentrée de Radio France : « Je pense que l’année s’est plutôt bien passée quand même […] même si j’ai pu commettre des maladresses, je les ai faites en pensant à chaque fois que je m’adossais à l’intérêt général. »
Depuis la dernière rentrée, sont également à porter au crédit de Philippe Val, les parachutages sur les plages libérées de France Inter de Guyonne de Montjou (ex-porte parole du « jet » secrétaire d’Etat chargé de la Coopération et de la Francophonie, l’UMP Alain Joyandet), d’Elisabeth de Fontenay (septuagénaire et novice en radio mais ayant pour grande vertu de signer des pétitions aux côtés de Philippe Val et de ses amis), du chef d’entreprise Stéphane Rozès (invité permanent des médias), d’Audrey Pulvar épaulée par Patrick Cohen qui, tous deux comme tant d’autres, sont aussi fidèles au service public… que Nicolas Demorand.
Arbitraire et allégeances
Au moment où nous arrêtons (provisoirement) cette chronique des pratiques autocratiques de l’actuel directeur de France Inter, il convient de souligner une fois encore que les phénomènes décrits ne sont pas seulement imputables aux « mauvaises manières » de l’ancien compagnon de chant de Patrick Font : elles sont d’abord la conséquence d’une « gouvernance » (pour parler « moderne »…) inscrite dans une hiérarchie anti-démocratique qui continuera à exercer ses effets tant qu’elle ne sera pas modifiée. En d’autres termes, tous les actes recensés ne sont pas inédits, ils ont leurs équivalents dans le passé sur la même chaîne, et dans le passé et le présent sur les autres chaînes.
Pour montrer la validité, dans le temps et l’espace des stations publiques, de l’application du « modèle » France Inter, dont Philippe Val n’est que talentueux gestionnaire, nous nous permettons de renvoyer à notre article « Radio France et les coupeurs de têtes » (ainsi qu’à un article de Libération) et de prélever dans les archives d’Acrimed quelques exemples mémorables survenus lors du passage de Laure Adler à la tête de France Culture, de 1999 à 2005 :
- juin 1999 : suppression de l’émission « Staccato », animée par Antoine Spire et diffusée sur France Culture. « La brutalité de la décision prise fait corps avec l’indécence des motifs invoqués : reprocher à son animateur son “engagement idéologique” », disions-nous ;
- septembre 1999 : suppression sans motif de la prestigieuse émission « Panorama » (remplacée par un magazine animé par Sylvain Bourmeau, pas gêné de prendre la place) et affermage de tranches horaires de la station à des journaux qui assurent ainsi leur autopromotion (Voir par exemple Le Monde à France Culture ;
- 30 décembre 2001 : la direction de France Culture met fin à la collaboration de René Farabet au titre de producteur coordinateur de l’Atelier de création radiophonique ;
- mars 2004 : renvoi de Miguel Benassayag, jugé « « trop militant, trop engagé » (à la différence d’Alexandre Adler, par exemple). » (Voir ici même : « Laure Adler vire Miguel Benasayag de France Culture » ;
- etc.
Cet échantillon d’exemples montre qu’on peut avoir des caractéristiques sociales très différentes et/ou opposées (Philippe Val, dont le père était boucher, a quitté l’école à 17 ans et n’est pas un professionnel de la radio ; Laure Adler, dont le père était ingénieur agronome, a entrepris une thèse d’histoire et a commencé à travailler à France Culture à 24 ans, avant d’en devenir la directrice, à 48 ans) et avoir le même type de comportement d’enfant capricieux qui joue au chef. Cela s’explique, encore une fois, par le fait qu’il n’y a aucun contre-pouvoir à la mégalomanie, à la folie des grandeurs qui peuvent habiter ou se développer chez un dirigeant de radio publique.
Officiellement, les personnels (CDI, CDD), les représentants des personnels et les syndicats des stations n’ont aucun droit de veto, aucune part aux choix effectués. La seule contrainte officielle avec laquelle les dirigeants doivent compter est la contrainte juridique et les raisonnements connexes en termes de coût du licenciement d’un CDI (indemnisation, prud’hommes) et la jurisprudence. Si le visage d’une personne en CDI n’a pas l’heur de plaire à un directeur, celui-ci peut lui faire découvrir les délices de « [...]“l’allée des Cyprès”, à savoir un couloir peuplé de bureaux attribués à ceux qu’on placardise, en attendant leur départ. »Libération. Le coût est alors « simplement » financier : payer quelqu’un à ne rien faire. Si c’est celle d’une personne en CDD, il suffit qu’il ne reconduise pas le CDD. Ainsi Laurence Bloch (directrice adjointe de France Inter, responsable de l’antenne) peut congédier un Florent Chatain qui « après avois enchaîné, "180 contrats" de producteur » souhaitait « obtenir un CDI au sein du groupe Radio France » et affirmer sans sans sourciller : « [il] n’a pas été viré [...], son contrat n’a simplement pas été renouvelé. » (« Un journaliste présentateur de France Inter est congédié », Mediapart, le 27 août 2010. Article payant). Vous saisissez la nuance : un CDD non renouvelé, n’est pas un « vidage » ! Le management de service public a de beaux jours devant lui si rien ne change.
Les moyens actuels de défense des personnels soumis à l’arbitraire (en vrac : les syndicats, la grève, les pétitions, la sorcellerie, les manifestations, les prières, l’allégeance au boss ou a l’un de ses affidés, la Société des producteurs de France Inter) permettent de contester, chacun à leur manière, des rapports de pouvoir dans un microcosme où le débat et la discussion rationnelle ne sont invoqués que d’une manière purement formelle par les dirigeants pour justifier leurs actes. Ces moyens de résistance sont d’une force très variable, mais rarement suffisante (notamment pour les producteurs qui, sous le régime du CDD, sont dans un état de précarité de fait qui limite les mobilisations collectives) face à la toute puissance « légale » des dirigeants.
Les effets de ce mode de fonctionnement sont très dissuasifs. Pour parer à des changements (qui peuvent être des licenciements) qui reposent sur les choix arbitraires d’une direction incontrôlable, il est souvent (mais pas toujours…) préférable de multiplier les signes et les actes d’allégeance. Florilège :
- Comment ne pas avoir ressenti de délicieux frissons quand Bertrand Vannier déclara sur France Inter, le 10 juin 2004[Acrimed] : « Jean-Luc Hees est un ami. Si nous sommes amis, c’est que nous croyons à la même forme de journalisme. Ma fidélité n’est pas à un homme, mais à France Inter. Si un jour France Inter changeait, je ne serais plus à France Inter, et France Inter ne changera pas tant que nous serons à France Inter. » A l’époque, Bertrand Vannier dirigeait la rédaction de France Inter, et Jean-Luc Hees dirigeait France Inter. Aujourd’hui, Jean-Luc dirige Radio France, et Bertrand est le « conseiller éditorial du président » Jean-Luc.
- Comment ne pas se rappeler avec émotion une chronique lue à l’antenne de France Inter, le 29 décembre 2004, par … Philippe Val, appelant Daniel Mermet à y protester : « véhémentement de l’honnêteté jamais prise en défaut de Hees, sous la direction duquel il s’honore de faire son travail librement. »[Acrimed]. A l’époque, Daniel Mermet animait sur France Inter la non défunte (à ce jour) émission « Là-bas si j’y suis », et « Hees » dirigeait Radio France.
- Comment ne pas se souvenir de Frédéric Bonnaud raillant « Daniel Mermet, dont l’émission avait été reléguée à un mauvais horaire pour laisser la place à Bonnaud : "Les martyrs médiatiques, il n’y a rien de plus ridicule" (France Inter, 28.6.06). » (avant d’en appeler aux syndicat et de susciter une pétition de soutien quand il voulut sauver son émission « La bande à Bonnaud ») [8]
- Comment ne pas fondre en larmes (de joie) en entendant l’animateur Frédéric Lodéon vaporiser d’essences rares Jean-Luc Hees sur France Inter, le 12 mai 2009 : « Il y a cinq ans, un très grand journaliste qui a été directeur de France Inter a été chassé brutalement de cette maison. Et ce qui est formidable, c’est que maintenant il est revenu ! Il est revenu comme président de cette maison. Eh bien, je dois dire toute ma joie. Parce que le retour de Jean-Luc Hees, c’est le retour de quelqu’un d’humain, de quelqu’un qui connaît le métier, qui aime [Radio France], qui la connaît. Même humainement, il connaît chaque personne ! Ce matin, dans une réunion, il a fait un discours très construit, il a reconnu tout le monde, il a embrassé tel ou telle, une assistante... quelqu’un à qui on ne dit pas toujours forcément bonjour. Eh bien voilà : c’est une joie, je tenais à le dire. Nous avons un vrai professionnel de la radio qui revient chez lui, dans sa maison. […] Ah ! Que c’est bon ! » [9]
- Comment ne pas être attendri par « l’édito politique » de Thomas Legrand, diffusé le 3 juin 2010 sur France Inter : « Oui, notre patron est nommé par le Président ! [...] Jean-Luc Hess [transcription du site de France Inter, sic] dont tout le monde loue l’indépendance . [...] le résultat, pour l’instant (et pour longtemps) en terme de liberté de ton sur Radio-France est là, chacun peut en juger… [en effet...] En réalité je crois que nous sommes vernis. [...] » [10]
- Pour donner du courage aux évincés, nous leur conseillons vivement la lecture du blog de Pascale Clark à la date du 3 juillet 2010 : « Et aussi, vous parler de liberté. Non, je ne suis inquiète [sic], et même éberluée pour dire la vérité par les proportions prises par les événements. Nous, gens de radio, sommes des intermittents. Parfois, des émissions s’arrêtent, nul n’est propriétaire, ça m’est arrivé, c’était dans le privé, j’ai pointé. Il est normal qu’un directeur construise une grille, que ne lui reprocherait-on s’il ne faisait rien. Stéphane Guillon, maintenant : il n’est pas très agréable et pas très honnête de tirer à soi la couverture de la liberté, de l’impertinence. Parlez-en à tous ceux qui en font usage sur l’antenne, jour après jour, j’ai la faiblesse de m’y ranger. Quant aux accusations de sarkozysme, acceptez ce témoignage très simple : en une saison, sous un président nommé par l’Elysée, je n’ai pas subi UNE remarque. Comptez sur moi pour que cela continue. »
- Comment ne pas saluer l’intrépidité d’Ivan Levaï qui, bravant tous les dangers, se risque à publier dans Le Monde du 7 juillet 2010 une tribune sous-titrée « Jean-Luc Hees et Philippe Val ont eu raison de mettre le holà devant les abus des humoristes », dans laquelle il administre une bonne correction aux garnements Porte et Guillon : « Pourquoi refusent-ils d’admettre publiquement qu’ils ont profité des années durant de l’incroyable cadeau que leur avait fait l’ex-direction de France Inter ? [...] c’est un abus d’éditorialiser avec un vocabulaire de charretier en s’en prenant à la dignité des personnes.[… ». Ivan Levaï a eu l’élégante discrétion de se faire présenter par Le Monde comme « journaliste », sans autre précision. Sans mentionner par conséquent qu’il anime la revue de presse matinale des week-ends sur… France Inter.
- Comment, en lisant le Télérama du 22 septembre 2010, ne pas être touché par les éloges sobres et courageux formulés par les rutilantes têtes de gondoles de France Inter que sont Philippe Collin (« Pour moi Inter reste Inter. […] Il est possible de faire du bon boulot avec cette direction. Je le crois sincèrement. »), Renaud Dély (« Aux journalistes je dis : “Philippe Val est le directeur d’Inter et c’est comme ça”. »), Thomas Legrand (« Tout le monde est content »), Audrey Pulvar (« Il y a beaucoup d’enthousiasme. ») et Patrick Cohen (« Il y a de la bonne humeur, du plaisir même chez les chroniqueurs installés. »)
En d’autres termes, « merci patron ! » Mais comment y échapper ?
*** Pour ne pas se laisser berner par de simples questions de personne (quoique certaines d’entre elles soient pires que d’autres…), il faut d’abord raisonner en termes de structures, c’est–à-dire s’interroger sur le mode de nomination des dirigeants, le mode de recrutement des collaborateurs, la définition de l’échelle et la grille des rémunérations, les statuts des collaborateurs, l’organisation des activités, les relations avec les autres institutions... Tant que ces structures ne seront pas modifiées, la même pièce continuera à être jouée (seuls changeront les petits maîtres et leurs valets), et Télérama (entre autres…) pourra continuer à ausculter rituellement l’écume des jours, avec des dossiers psychologisants comme « Où va France Inter ? » (1er février 2006) et « France Inter, fragile ! » (22 septembre 2010).
Pour éviter que Télérama ne fasse sa « une » du 12 janvier 2015 avec « France Inter en danger ? », il n’est peut-être pas sans intérêt de suggérer une réflexion sur quelques modalités d’appropriation démocratique du secteur public (et singulièrement des radios publiques) sans lesquelles il n’est pas de service public digne de ce nom. Par exemple :
- la désignation du directeur et des responsables de chaque station par un Conseil national des médias effectivement indépendant (lire notre proposition, voire par le personnel, sur la base de candidatures multiples et de projets débattus publiquement ;
- l’élaboration collective de la grille des programmes par tous les personnels de chaque station (et avec la prise en compte des avis, suggestions et critiques des auditeurs et de leurs associations [11] ;
- la reconnaissance juridique de l’équipe rédactionnelle, et du droit à cette dernière de s’opposer collectivement à des choix qu’elle récuse (comme le demandent les principaux syndicats de journalistes) ;
- la désignation des directeurs de l’information pas les personnels directement concernés (ou, du moins, l’exercice d’un droit de veto sur le choix de directeurs qui pourraient leur être proposés) ;
- la création d’un statut sécurisé pour les intermittents (en s’inspirant, par exemple, de ce que rapportait Christophe Nobili dans Le Canard Enchaîné du 2 août 2006 : « A France Inter, une « Société des producteurs » a […] été créée fin 2005. […] Certes, ces producteurs n’exigent pas tous un CDI, synonyme pour certains d’une perte de leur liberté éditoriale. Mais ils osent demander, ces impudents, que Radio France respecte un préavis de plusieurs mois et propose une indemnisation importante lorsqu’elle liquide une émission après des années d’existence. ») ;
- la suppression totale de toutes les formes de dépendances aux forces du marché (suppression compensée de la publicité, sous ses formes directes et indirectes et interdiction effective des « ménages » ;
- etc.
Si ces quelques propositions étaient mises en débat (comme elles le sont au sein de notre association) pour être amendées et précisées et si tous les acteurs collectifs (associations, syndicats, formations politiques) s’en emparaient, nous pourrions opposer (enfin…) une utopie rationnelle au réalisme à la petite semaine qui entérine, aux prix de déceptions toujours renouvelées, le fait accompli.
Nicolas Boderault et Didier Duterrier.
Par un décret daté du 7 mai 2009, le président de la République a nommé Jean-Luc Hees président de Radio France, le plaçant à la tête de 7 chaînes nationales, 4 formations musicales, 4 300 collaborateurs et 625,4 millions d’euros de budget pour 2010.
Ce faisant, Nicolas Sarkozy renoue quasiment avec le mode de désignation en vigueur avant 1982. De 1982 à 2007 un organisme procédait à cette nomination :
- la Haute Autorité de la communication audiovisuelle (composée de 9 membres : 3 nommés par le président de la République, 3 par le président de l’Assemblée nationale, 3 par le président du Sénat), de 1982 à 1986 ;
- la Commission nationale de la communication et des libertés (CNCL, composée de treize membres : 2 nommés par le président de la République, 2 par le président de l’Assemblée nationale, 2 par le président du Sénat, 1 par le Conseil d’Etat, 1 par la Cour de cassation, 1 par la Cour des comptes, 1 par l’Académie française, et 3 cooptés par les 10 précédents), de 1986 à 1989 ;
- le Conseil supérieur de l’audiovisuel (CSA, composé de 9 membres : 3 nommés par le président de la République, 3 par le président de l’Assemblée nationale, 3 par le président du Sénat), de 1989 à 2007.
Il est ainsi manifeste que depuis le début (Radio France existe depuis 1975), la nomination du PDG de Radio France a toujours été le produit de choix politiques. Mais le mode choisi par Nicolas Sarkozy, permettant, selon les « éléments de langage » fournis par l’Elysée, de « rompre avec l’hypocrisie » des pratiques antérieures, est un hommage que le vice se rend à lui-même.
Le PDG de Radio France nomme lui-même les directeurs des 7 stations (France Inter, France Culture, France Musique, France Info, Fip, France Bleu, Le Mouv’). Pour établir ses choix, un seul « critère » : son bon plaisir.
Ainsi, dès sa nomination à la tête de Radio France, Jean-Luc Hees choisit Philippe Val comme directeur de France Inter. Ce choix n’est bien sûr dicté que par des considérations strictement professionnelles : Philippe Val a été un chroniqueur de « Synergie », émission animée par Jean-Luc Hees sur France Inter dans les années 1990, et Jean-Luc Hees, lui, a été un chroniqueur de Charlie Hebdo en 2008, un journal à l’époque dirigé par Philippe Val.
Et le même mode d’exercice solitaire du pouvoir est de mise pour les directeurs de stations, notamment en ce qui concerne celui de France Inter.
… aux foucades et oukases de Philippe Val
A trop se focaliser sur la personnalité et les « qualités » professionnelles de Philippe Val (que nous avions mises en évidence de longue date avec une constance qui nous a valu d’être accusés d’acharnement), la critique risque de manquer l’essentiel : les effets d’un mode de désignation qui permet de sélectionner des dirigeants ajustés à l’exercice autocratique des responsabilités qu’on leur confie. Mais il est vrai que, pour prendre la mesure de l’absence totale de tout contrôle démocratique ou de contre-pouvoirs institués (et dotés de réelles prérogatives face aux volontés et caprices des dirigeants), rien de tel que la chronique des foucades et oukases ordinaires de Philippe Val entre mai 2009 et septembre 2010.
- A peine installé, Philippe Val signifie, en juin 2009, à Frédéric Pommier qu’il ne présentera plus la revue de presse à 8 h 30 en semaine. Seuls des mauvais sujets peuvent penser que cette décision est due au fait qu’il arrivait à Frédéric Pommier de citer Siné Hebdo, le journal diabolique par excellence aux yeux de Philippe Val.
- Dès septembre 2009, Pascale Clark revient sur France Inter après en être partie en 2004. Elle avait eu le bon goût, depuis 2001, d’inviter à plusieurs reprises Philippe Val à participer à ses émissions, tant à la radio qu’à la télévision. Elle a su également marquer son indépendance vis-à-vis de Jean-Luc Hees et de Philippe Val en déclarant, en septembre 2009 : « […] c’est [Jean-Luc Hees] l’homme de la situation.[…] l’une de ses particularités, c’est de ne pas avoir de réseaux politiques. […] il n’intrigue pas comme la plupart des gens. […] Je ne sais pas comment le nom de Hees est arrivé aux oreilles de Sarkozy. Mais c’est forcément un bon choix. Où est le problème ? Il faut aussi arrêter le délire... […] Quand on associe Besson, Kouchner et Philippe Val, c’est de la mauvaise foi. Il y a une différence entre entrer dans le gouvernement de Nicolas Sarkozy et diriger une radio. Sarko n’a pas demandé à Jean-Luc Hees ou à Philippe Val de rouler pour lui. » [1]. Les grands professionnels sachant se reconnaître entre eux, personne ne sera surpris de la passion commune de Pascale et Philippe pour Jean-Luc, en faveur duquel ils ont signé une pétition parue le 10 juin 2004 dans Le Nouvel Observateur.
- Le 18 décembre 2009, Philippe Val déclare aux producteurs de la chaîne : « France Inter est une radio qui coûte cher à l’actionnaire [de nombreux malcomprenants pensent alors à Nicolas Sarkozy], qui n’est pourtant pas très bien traité par la station. »
- Fin 2009, Philippe Val décide que le « 7/10 » de Nicolas Demorand va devenir le « 6.30/10 » dès le 4 janvier 2010. Cela ampute le « 5/7 », animé par Patricia Martin, d’une demi-heure et a pour effet de supprimer la chronique de Simon Tivolle (mais pas celle de Bernard Maris, par ailleurs co-actionnaire de Charlie Hebdo). « Philippe Val a surtout "oublié" d’avertir les principaux intéressés » [2].
- En février 2010, Philippe Val recrute Renaud Dély, un journaliste de presse écrite, ancien pigiste dans Charlie Hebdo, en tant que rédacteur en chef de la matinale. A cette occasion, la SDJ (la société des journalistes de Radio France) a l’impudence d’ergoter sur ce magnifique cadeau en écrivant, le 23 février 2010 : « La SDJ a plusieurs fois milité pour qu’un « patron » du matin soit désigné à Inter mais pas dans ces conditions. Renaud Dély est nommé à une fonction unique dans l’histoire de la radio : rédacteur en chef de la matinale de 6 h à 16 h ! La conférence de rédaction étant à 4 h du matin, il arrive trop tard pour dessiner la « une » du jour, trop tard pour réveiller un reporter si nécessaire, trop tard pour prendre la mesure d’un événement survenu dans la soirée ou dans la nuit . [3] »
- Le 4 mai 2010, « sur proposition de Philippe Val », Laurence Bloch, en provenance de France Culture, devient « directrice adjointe de France Inter, responsable de l’antenne » [4]. Laurence Bloch est surtout connue pour le rôle qu’elle a joué auprès de Laure Adler dans le processus de normalisation de la station qu’elle abandonne : France Culture [5]. Son arrivée correspond au départ de Jean Beghin, qui depuis juillet 2006 était « délégué à la direction de l’antenne de France Inter ». Ces mouvements, à deux mois de la mise en place de la grille d’été (et à quatre mois de celle de la grille de septembre), sont le signe d’une grande sérénité dans le travail de programmation réalisé sous les directives avisées de Philippe. Selon Augustin Scalbert, « Philippe Val serait aussi très absent, notamment “tous les vendredis”. La grille d’été, qui vient d’être présentée, a été accouchée au forceps, “grâce au travail acharné de Laurence Bloch” ». Source : Rue 89. Une recrue de choix, donc.
- Fin juin 2010, Philippe Val congédie les humoristes Stéphane Guillon et Didier Porte. Mais leur éviction, occulte la suppression de plusieurs émissions et sept autres départs contraints (dans un quasi-silence de la confrérie médiatique) de producteurs : ceux de Philippe Debrenne, Jean-Marc Four, Sylvie La Rocca, Eric Lange, Sophie Loubière, Brigitte Palchine et Marjorie Risacher. « Des émissions qui marchent, des émissions qui ont un public », relève Caroline Constant dans L’Humanité, avant d’ajouter : « Et parfois tenues par des producteurs qui sont là depuis longtemps et qui se sentent méprisés (“J’ai eu le sentiment qu’on ne connaissait même pas mon émission et d’être jetée comme une crotte”, dit Sophie Loubière). On dénonce aussi les méthodes : Kathleen Evin, présidente de la Société des producteurs, assure avoir rendu son mandat, repris par Mathieu Vidard, parce que Philippe Val “m’accusait sans preuves d’être à l’origine de rumeurs”. Du coup, “on a le sentiment, reprend un autre, qu’on veut nous forcer à être non plus des producteurs délégués mais des animateurs”, ce qui représente, à chaque changement de directeur, la grande peur des producteurs de Radio France. »
- Le vendredi 27 août 2010, un peu avant 7 heures, voici ce qu’on peut entendre sur l’antenne de France Inter : « Sept années se terminent. J’aurais tellement aimé qu’il en soit autrement. Contraint, forcé de quitter cette maison, je voulais vous dire merci. Et un autre mot qui commence pareil à Philippe Val qui me vire aujourd’hui. Mais ça va finir par devenir culte, alors à quoi bon... On va obtenir des prix de gros pour la location d’un bus (pour les virés, ndlr). » [6] L’animateur qui tient ces propos, et qui a « un problème d’éducation » (dixit Jean-Luc Hees sur LCI le 3 septembre 2010), s’appelle Florent Chatain. [7]
- A lire le rappel de ce sans faute, il faut bien admettre que Philippe Val est fondé à déclarer, le 27 août 2010, lors de la conférence de rentrée de Radio France : « Je pense que l’année s’est plutôt bien passée quand même […] même si j’ai pu commettre des maladresses, je les ai faites en pensant à chaque fois que je m’adossais à l’intérêt général. »
Depuis la dernière rentrée, sont également à porter au crédit de Philippe Val, les parachutages sur les plages libérées de France Inter de Guyonne de Montjou (ex-porte parole du « jet » secrétaire d’Etat chargé de la Coopération et de la Francophonie, l’UMP Alain Joyandet), d’Elisabeth de Fontenay (septuagénaire et novice en radio mais ayant pour grande vertu de signer des pétitions aux côtés de Philippe Val et de ses amis), du chef d’entreprise Stéphane Rozès (invité permanent des médias), d’Audrey Pulvar épaulée par Patrick Cohen qui, tous deux comme tant d’autres, sont aussi fidèles au service public… que Nicolas Demorand.
Arbitraire et allégeances
Au moment où nous arrêtons (provisoirement) cette chronique des pratiques autocratiques de l’actuel directeur de France Inter, il convient de souligner une fois encore que les phénomènes décrits ne sont pas seulement imputables aux « mauvaises manières » de l’ancien compagnon de chant de Patrick Font : elles sont d’abord la conséquence d’une « gouvernance » (pour parler « moderne »…) inscrite dans une hiérarchie anti-démocratique qui continuera à exercer ses effets tant qu’elle ne sera pas modifiée. En d’autres termes, tous les actes recensés ne sont pas inédits, ils ont leurs équivalents dans le passé sur la même chaîne, et dans le passé et le présent sur les autres chaînes.
Pour montrer la validité, dans le temps et l’espace des stations publiques, de l’application du « modèle » France Inter, dont Philippe Val n’est que talentueux gestionnaire, nous nous permettons de renvoyer à notre article « Radio France et les coupeurs de têtes » (ainsi qu’à un article de Libération) et de prélever dans les archives d’Acrimed quelques exemples mémorables survenus lors du passage de Laure Adler à la tête de France Culture, de 1999 à 2005 :
- juin 1999 : suppression de l’émission « Staccato », animée par Antoine Spire et diffusée sur France Culture. « La brutalité de la décision prise fait corps avec l’indécence des motifs invoqués : reprocher à son animateur son “engagement idéologique” », disions-nous ;
- septembre 1999 : suppression sans motif de la prestigieuse émission « Panorama » (remplacée par un magazine animé par Sylvain Bourmeau, pas gêné de prendre la place) et affermage de tranches horaires de la station à des journaux qui assurent ainsi leur autopromotion (Voir par exemple Le Monde à France Culture ;
- 30 décembre 2001 : la direction de France Culture met fin à la collaboration de René Farabet au titre de producteur coordinateur de l’Atelier de création radiophonique ;
- mars 2004 : renvoi de Miguel Benassayag, jugé « « trop militant, trop engagé » (à la différence d’Alexandre Adler, par exemple). » (Voir ici même : « Laure Adler vire Miguel Benasayag de France Culture » ;
- etc.
Cet échantillon d’exemples montre qu’on peut avoir des caractéristiques sociales très différentes et/ou opposées (Philippe Val, dont le père était boucher, a quitté l’école à 17 ans et n’est pas un professionnel de la radio ; Laure Adler, dont le père était ingénieur agronome, a entrepris une thèse d’histoire et a commencé à travailler à France Culture à 24 ans, avant d’en devenir la directrice, à 48 ans) et avoir le même type de comportement d’enfant capricieux qui joue au chef. Cela s’explique, encore une fois, par le fait qu’il n’y a aucun contre-pouvoir à la mégalomanie, à la folie des grandeurs qui peuvent habiter ou se développer chez un dirigeant de radio publique.
Officiellement, les personnels (CDI, CDD), les représentants des personnels et les syndicats des stations n’ont aucun droit de veto, aucune part aux choix effectués. La seule contrainte officielle avec laquelle les dirigeants doivent compter est la contrainte juridique et les raisonnements connexes en termes de coût du licenciement d’un CDI (indemnisation, prud’hommes) et la jurisprudence. Si le visage d’une personne en CDI n’a pas l’heur de plaire à un directeur, celui-ci peut lui faire découvrir les délices de « [...]“l’allée des Cyprès”, à savoir un couloir peuplé de bureaux attribués à ceux qu’on placardise, en attendant leur départ. »Libération. Le coût est alors « simplement » financier : payer quelqu’un à ne rien faire. Si c’est celle d’une personne en CDD, il suffit qu’il ne reconduise pas le CDD. Ainsi Laurence Bloch (directrice adjointe de France Inter, responsable de l’antenne) peut congédier un Florent Chatain qui « après avois enchaîné, "180 contrats" de producteur » souhaitait « obtenir un CDI au sein du groupe Radio France » et affirmer sans sans sourciller : « [il] n’a pas été viré [...], son contrat n’a simplement pas été renouvelé. » (« Un journaliste présentateur de France Inter est congédié », Mediapart, le 27 août 2010. Article payant). Vous saisissez la nuance : un CDD non renouvelé, n’est pas un « vidage » ! Le management de service public a de beaux jours devant lui si rien ne change.
Les moyens actuels de défense des personnels soumis à l’arbitraire (en vrac : les syndicats, la grève, les pétitions, la sorcellerie, les manifestations, les prières, l’allégeance au boss ou a l’un de ses affidés, la Société des producteurs de France Inter) permettent de contester, chacun à leur manière, des rapports de pouvoir dans un microcosme où le débat et la discussion rationnelle ne sont invoqués que d’une manière purement formelle par les dirigeants pour justifier leurs actes. Ces moyens de résistance sont d’une force très variable, mais rarement suffisante (notamment pour les producteurs qui, sous le régime du CDD, sont dans un état de précarité de fait qui limite les mobilisations collectives) face à la toute puissance « légale » des dirigeants.
Les effets de ce mode de fonctionnement sont très dissuasifs. Pour parer à des changements (qui peuvent être des licenciements) qui reposent sur les choix arbitraires d’une direction incontrôlable, il est souvent (mais pas toujours…) préférable de multiplier les signes et les actes d’allégeance. Florilège :
- Comment ne pas avoir ressenti de délicieux frissons quand Bertrand Vannier déclara sur France Inter, le 10 juin 2004[Acrimed] : « Jean-Luc Hees est un ami. Si nous sommes amis, c’est que nous croyons à la même forme de journalisme. Ma fidélité n’est pas à un homme, mais à France Inter. Si un jour France Inter changeait, je ne serais plus à France Inter, et France Inter ne changera pas tant que nous serons à France Inter. » A l’époque, Bertrand Vannier dirigeait la rédaction de France Inter, et Jean-Luc Hees dirigeait France Inter. Aujourd’hui, Jean-Luc dirige Radio France, et Bertrand est le « conseiller éditorial du président » Jean-Luc.
- Comment ne pas se rappeler avec émotion une chronique lue à l’antenne de France Inter, le 29 décembre 2004, par … Philippe Val, appelant Daniel Mermet à y protester : « véhémentement de l’honnêteté jamais prise en défaut de Hees, sous la direction duquel il s’honore de faire son travail librement. »[Acrimed]. A l’époque, Daniel Mermet animait sur France Inter la non défunte (à ce jour) émission « Là-bas si j’y suis », et « Hees » dirigeait Radio France.
- Comment ne pas se souvenir de Frédéric Bonnaud raillant « Daniel Mermet, dont l’émission avait été reléguée à un mauvais horaire pour laisser la place à Bonnaud : "Les martyrs médiatiques, il n’y a rien de plus ridicule" (France Inter, 28.6.06). » (avant d’en appeler aux syndicat et de susciter une pétition de soutien quand il voulut sauver son émission « La bande à Bonnaud ») [8]
- Comment ne pas fondre en larmes (de joie) en entendant l’animateur Frédéric Lodéon vaporiser d’essences rares Jean-Luc Hees sur France Inter, le 12 mai 2009 : « Il y a cinq ans, un très grand journaliste qui a été directeur de France Inter a été chassé brutalement de cette maison. Et ce qui est formidable, c’est que maintenant il est revenu ! Il est revenu comme président de cette maison. Eh bien, je dois dire toute ma joie. Parce que le retour de Jean-Luc Hees, c’est le retour de quelqu’un d’humain, de quelqu’un qui connaît le métier, qui aime [Radio France], qui la connaît. Même humainement, il connaît chaque personne ! Ce matin, dans une réunion, il a fait un discours très construit, il a reconnu tout le monde, il a embrassé tel ou telle, une assistante... quelqu’un à qui on ne dit pas toujours forcément bonjour. Eh bien voilà : c’est une joie, je tenais à le dire. Nous avons un vrai professionnel de la radio qui revient chez lui, dans sa maison. […] Ah ! Que c’est bon ! » [9]
- Comment ne pas être attendri par « l’édito politique » de Thomas Legrand, diffusé le 3 juin 2010 sur France Inter : « Oui, notre patron est nommé par le Président ! [...] Jean-Luc Hess [transcription du site de France Inter, sic] dont tout le monde loue l’indépendance . [...] le résultat, pour l’instant (et pour longtemps) en terme de liberté de ton sur Radio-France est là, chacun peut en juger… [en effet...] En réalité je crois que nous sommes vernis. [...] » [10]
- Pour donner du courage aux évincés, nous leur conseillons vivement la lecture du blog de Pascale Clark à la date du 3 juillet 2010 : « Et aussi, vous parler de liberté. Non, je ne suis inquiète [sic], et même éberluée pour dire la vérité par les proportions prises par les événements. Nous, gens de radio, sommes des intermittents. Parfois, des émissions s’arrêtent, nul n’est propriétaire, ça m’est arrivé, c’était dans le privé, j’ai pointé. Il est normal qu’un directeur construise une grille, que ne lui reprocherait-on s’il ne faisait rien. Stéphane Guillon, maintenant : il n’est pas très agréable et pas très honnête de tirer à soi la couverture de la liberté, de l’impertinence. Parlez-en à tous ceux qui en font usage sur l’antenne, jour après jour, j’ai la faiblesse de m’y ranger. Quant aux accusations de sarkozysme, acceptez ce témoignage très simple : en une saison, sous un président nommé par l’Elysée, je n’ai pas subi UNE remarque. Comptez sur moi pour que cela continue. »
- Comment ne pas saluer l’intrépidité d’Ivan Levaï qui, bravant tous les dangers, se risque à publier dans Le Monde du 7 juillet 2010 une tribune sous-titrée « Jean-Luc Hees et Philippe Val ont eu raison de mettre le holà devant les abus des humoristes », dans laquelle il administre une bonne correction aux garnements Porte et Guillon : « Pourquoi refusent-ils d’admettre publiquement qu’ils ont profité des années durant de l’incroyable cadeau que leur avait fait l’ex-direction de France Inter ? [...] c’est un abus d’éditorialiser avec un vocabulaire de charretier en s’en prenant à la dignité des personnes.[… ». Ivan Levaï a eu l’élégante discrétion de se faire présenter par Le Monde comme « journaliste », sans autre précision. Sans mentionner par conséquent qu’il anime la revue de presse matinale des week-ends sur… France Inter.
- Comment, en lisant le Télérama du 22 septembre 2010, ne pas être touché par les éloges sobres et courageux formulés par les rutilantes têtes de gondoles de France Inter que sont Philippe Collin (« Pour moi Inter reste Inter. […] Il est possible de faire du bon boulot avec cette direction. Je le crois sincèrement. »), Renaud Dély (« Aux journalistes je dis : “Philippe Val est le directeur d’Inter et c’est comme ça”. »), Thomas Legrand (« Tout le monde est content »), Audrey Pulvar (« Il y a beaucoup d’enthousiasme. ») et Patrick Cohen (« Il y a de la bonne humeur, du plaisir même chez les chroniqueurs installés. »)
En d’autres termes, « merci patron ! » Mais comment y échapper ?
Pour éviter que Télérama ne fasse sa « une » du 12 janvier 2015 avec « France Inter en danger ? », il n’est peut-être pas sans intérêt de suggérer une réflexion sur quelques modalités d’appropriation démocratique du secteur public (et singulièrement des radios publiques) sans lesquelles il n’est pas de service public digne de ce nom. Par exemple :
- la désignation du directeur et des responsables de chaque station par un Conseil national des médias effectivement indépendant (lire notre proposition, voire par le personnel, sur la base de candidatures multiples et de projets débattus publiquement ;
- l’élaboration collective de la grille des programmes par tous les personnels de chaque station (et avec la prise en compte des avis, suggestions et critiques des auditeurs et de leurs associations [11] ;
- la reconnaissance juridique de l’équipe rédactionnelle, et du droit à cette dernière de s’opposer collectivement à des choix qu’elle récuse (comme le demandent les principaux syndicats de journalistes) ;
- la désignation des directeurs de l’information pas les personnels directement concernés (ou, du moins, l’exercice d’un droit de veto sur le choix de directeurs qui pourraient leur être proposés) ;
- la création d’un statut sécurisé pour les intermittents (en s’inspirant, par exemple, de ce que rapportait Christophe Nobili dans Le Canard Enchaîné du 2 août 2006 : « A France Inter, une « Société des producteurs » a […] été créée fin 2005. […] Certes, ces producteurs n’exigent pas tous un CDI, synonyme pour certains d’une perte de leur liberté éditoriale. Mais ils osent demander, ces impudents, que Radio France respecte un préavis de plusieurs mois et propose une indemnisation importante lorsqu’elle liquide une émission après des années d’existence. ») ;
- la suppression totale de toutes les formes de dépendances aux forces du marché (suppression compensée de la publicité, sous ses formes directes et indirectes et interdiction effective des « ménages » ;
- etc.
Si ces quelques propositions étaient mises en débat (comme elles le sont au sein de notre association) pour être amendées et précisées et si tous les acteurs collectifs (associations, syndicats, formations politiques) s’en emparaient, nous pourrions opposer (enfin…) une utopie rationnelle au réalisme à la petite semaine qui entérine, aux prix de déceptions toujours renouvelées, le fait accompli.
Nicolas Boderault et Didier Duterrier.
Notes
[1] Source : Paris Match.
[2] Lire l’édifiant récit de Caroline Constant dans L’Humanité.
[3] Source : SDJ Radio France.
[4] Source : Site de Radio France.
[5] Mais aussi pour ses incitations prévenantes à la censure dont témoigne Elisabeth Lévy dans son livre, Le Premier pouvoir, quand elle écrit : « Laurence Bloch (qui tentait alors de me protéger) me fit comprendre qu’[Henri Maler, l’un des animateurs d’Acrimed, et Philippe Lançon] étaient interdits d’Antenne. ». Lire ici même « Quand Laure Adler censurait Acrimed sur France Culture ».
[6] Source : Libération.fr.
[7] Ces leçons de politesse sont un bel alibi dont Jean-Luc Hees est coutumier : « En août 2003, Jean-Luc Hees, alors directeur de France Inter, est amené à s’expliquer sur le renvoi de Martin Winckler, que certains imaginent lié [le renvoi, pas Martin Winckler] aux pressions du lobby pharmaceutique (pour lesquels Hees a fait des “ménages” » [Comme le signalait PLPL (repris par Acrimed ]. Or Hees expliqua plutôt que le renvoi était imputable au manque de reconnaissance de son ancien chroniqueur : « Si moi je me conduis pas bien dans un dîner et que je suis pas réinvité, je m’acharne pas à sonner à la porte, je ne reviens pas, j’essaie de me dire que la prochaine fois je me conduirai bien. Martin Winckler doit beaucoup à France Inter, je crois qu’il le sait. » (D’après Serge Halimi dans Eveline Pinto (sous la direction), Pour une analyse critique des médias, éditions du Croquant, 2007, p. 207).
[8] Le Plan B, n° 9, août 2007.
[9] Le cahier d’été du Plan B, 2009.
[10] Source Le site de France Inter.
[11] Il faut prendre au mot Julien Delli Fiori, nouveau directeur de Fip, quand il déclare : « Notre public connaît mieux la radio que nos directeurs. »[[Télérama, n° 3167, 22 septembre 2010.
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