À procura de textos e pretextos, e dos seus contextos.

07/01/2011

ESTIGMA RACIAL EN LA CONSTRUCCIÓN DEL ESTADO PUNITIVO NORTEAMERICANO

Loïc Wacquant

La formidable expansión e intensificación de las actividades de la policía norteamericana, las cortes criminales y las prisiones durante los últimos treinta años ha sido finamente dirigida, en primer lugar a la clase, en segundo a la raza, y en tercero al territorio, conduciendo no a un encarcelamiento masivo sino a un hiper-encarcelamiento del (sub)proletariado conformado por hombres negros que provienen del ghetto implosionado. Esta triple selectividad revela que el edificio del pantagruélico estado punitivo que ha hecho de los Estados Unidos el campeón mundial del encarcelamiento resulta una reacción tardía al movimiento de los Derechos Civiles y a los disturbios de los ghettos de mediado de los años sesenta, y un instrumento desplegado para fomentar la revolución neoliberal ayudando a imponer la inseguridad laboral como el horizonte normal de trabajo para las fracciones no cualificadas de la clase trabajadora postindustrial. El doble acople de la prisión con el hiperghetto dilapidado, por un lado, y el workfare2 por el otro, no es un dilema moral sino un problema político que requiere un análisis expandido del nexo del estigma étnico, la desigualdad de clase y el castigo en la era postfordista. - PDF

http://revistas.unc.edu.ar/index.php/astrolabio/article/view/182/193

Le traitement de l’immigration, entre logique administrative et logique pénale

Champ Pénal / Penal Field - Vol. VII | 2010

Les contributions de ce dossier se proposent d’examiner la tendance à la "pénalisation" du contrôle de l’immigration dans une double perspective : en privilégiant les approches empiriques, et en appréhendant cette évolution comme une tension dynamique née non seulement des dispositions législatives, mais aussi des registres d’interaction mobilisés par les acteurs du contrôle.
 http://champpenal.revues.org/

Le collectif Jeudi noir s'installe face à l'Elysée

Le collectif des mal-logés Jeudi noir a annoncé vendredi avoir investi un nouvel immeuble à Paris, dans le VIIIe arrondissement, près de l'Elysée, pour protester contre une crise du logement de plus en plus aiguë. 

Les membres du collectif se sont installés le 27 décembre dans l'immeuble vide appartenant à une société d'assurance situé avenue Matignon, en face du palais présidentiel.
Ils expliquent que l'immeuble n'est plus habité depuis au moins 2006 et ont fait constater l'occupation par huissier.
Trente étudiants "en galère de logement" vivent depuis dix jours dans l'immeuble de neuf étages et près de 5.000 m2, selon Jeudi noir.
"Si cette réquisition citoyenne leur offre un répit au coeur de l'hiver, elle vise surtout à dénoncer l'indifférence du gouvernement vis-à-vis d'une crise du logement qui s'aggrave à mesure que se gonfle la bulle immobilière", dénonce le collectif dans un communiqué.
Cette nouvelle occupation, après celle, très médiatisée, de la place des Vosges, a reçu le soutien du Mouvement des jeunes socialistes (MJS) et des communistes parisiens.
"La présence d'étudiants sans toit et de travailleurs précaires avenue Matignon rappelle le manque de mixité sociale de cet arrondissement très riche et sa pauvreté en nombre de logements sociaux (2 %)", estime le groupe PCF au conseil de Paris dans un communiqué.
"PROMESSES NON TENUES"
Pour le MJS, cette opération a le mérite de rappeler que les "promesses de Nicolas Sarkozy n'ont pas été tenues" en matière de logement.
"Faut-il rappeler que celui-ci promettait lors de sa campagne qu'il se donnait deux ans pour venir à bout du manque de logement et qu'aucune personne ne serait contrainte de dormir dehors après 2009? Faut-il rappeler que le droit opposable au logement n'a toujours pas été mis en place?", peut-on lire dans un communiqué.
"Le constat amer de cet échec est une honte pour le pouvoir en place", ajoutent les jeunes socialistes.
Jeudi noir et les autres organisations luttant contre le mal-logement, comme le DAL, exigent l'application de la loi qui permet la réquisition de logements inoccupés.
Selon l'Insee, on dénombrait en 2009 1,8 million de logements vacants en France, dont 122.000 à Paris.
Selon une enquête de l'Ifop pour Seloger.com publiée le mois dernier, plus d'un Français sur cinq se sent menacé par le mal-logement et 7% d'entre eux se considèrent mal logés.
Une étude de l'Insee publiée jeudi fait état de 250.000 personnes sans domicile ou en hébergement précaire à la fin des années 2000, auxquelles s'ajoutent 2,9 millions de personnes habitant des logements sans confort.
Ces chiffres confirment l'impact persistant de la crise du logement dans le pays, dénoncé régulièrement par des organisations non-gouvernementales, au premier rang desquelles la Fondation Abbé Pierre.
Laure Bretton, édité par Yves Clarisse

http://fr.news.yahoo.com/4/20110107/tts-france-logement-occupation-ca02f96.html

Não é para consolação, é para informação

Sem comentários, a não ser lembrar que se trata de "W0rking Families"

Relatório completo aqui

Ministério suspende cursos para adultos

Os desempregados têm de ter formação, mas as escolas não podem abrir novos cursos.
Está suspensa a abertura de novos cursos de Educação e Formação para Adultos (EFA), inseridos no programa Novas Oportunidades. Não há ainda nenhuma circular ou despacho a anunciar a suspensão, mas a ordem está a ser comunicada informalmente às escolas pelas direcções regionais de Educação.
«Temos 25 alunos inscritos para um curso que deveria ter começado no dia 3 de Janeiro. Mas temos ordem para não avançar», contou ao SOL a responsável pela Formação de Adultos de uma escola da área da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DREL). «Como os professores são do quadro, temos pessoas a quem pagamos para não fazer nada durante as 90 horas semanais que ia durar a formação».
Nesta escola, todos os anos dá-se formação a cerca de 500 adultos, pelo que a procura é muito grande. «É muito difícil explicar que não há curso a quem já organizou a vida para ter as aulas» - diz a responsável, que tem também em mãos o problema de o ensino nocturno ter passado a começar às 22 horas (e não às 20h). «Isto obriga a uma reorganização a meio do ano lectivo».
Em Vila Nova de Gaia, Adalmiro Fonseca recebeu as mesmas instruções: «Tenho um curso com dupla certificação onde faltam professores, mas estou impedido de contratar para os substituir».
O director da Escola Secundária de Oliveira do Douro diz não entender as directivas do Ministério porque «os cursos estão aprovados e têm financiamento do POPH» (Progama Operacional Potencial Humano).
Apanhadas de surpresa
A notícia está, de resto, a causar surpresa nas escolas, já que em Dezembro foi anunciado um protocolo entre a Agência Nacional de Qualificação (ANQ) e o Instituto de Formação e Emprego Profissional para canalizar para as Novas Oportunidades todos os desempregados.
«Na próxima terça-feira, tenho uma reunião com o centro de emprego de Gaia, que tem 19 mil inscritos, e não sei o que lhes vou dizer», admite Adalmiro.
Um professor contratado, numa escola da zona DREL, diz temer pelo futuro: «Não sei como vai ser. Esta medida só pode ter como objectivo cortar e acabar com alguns contratos. Mas também há muitos docentes do quadro a dar estes cursos».
Contactado pelo SOL, o Ministério da Educação diz que «o processo de autorização de novas turmas ainda está em curso». E justifica a suspensão com a «análise, à luz do rigoroso cumprimento dos critérios para a constituição de turmas», que ainda está a decorrer.
Ainda segundo o gabinete da ministra Isabel Alçada, estão a ser tidos em conta aspectos como o «número de turmas, o número de alunos por turma, a taxa de frequência e a rede escolar».
O Ministério da Educação não dá, porém, uma data para o fim deste processo. «Tendo em conta que as turmas EFA podem ser constituídas a qualquer momento, não há propriamente um prazo estabelecido».

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=8712

“O Governo vai tentar justificar aquilo que fez” relativamente aos cortes salariais, diz líder da CGTP

Tribunais Administrativos aceitaram providências cautelares para travar cortes de salários no sector público

Paradis Fiscaux, La Grande Évasion

Frédéric Brunnquell



Let’s Make Money

Erwin Wagenhofer

Une fascinante plongée au coeur du système financier mondial.C'est l'histoire de deux mondes qui s'interpénètrent sans jamais se rencontrer. Dans l’un, on ramasse du coton ou on casse du minerai, dans l’autre, on "fait" de l’argent. Entre les deux, une passerelle à sens unique, qu’empruntent les flux invisibles de la finance mondiale. Une frontière immatérielle et pourtant infranchissable, qui concentre entre les mains de 10% de la population mondiale 80% des richesses, et les sépare du reste de l’humanité.







Carvalho da Silva lamenta "montanha de fraudes" no BPN

Trabalhadores da Carris querem divulgação do plano de cortes da empresa

Os trabalhadores da Carris reivindicaram hoje a divulgação do conteúdo do plano de cortes da empresa, numa concentração junto ao Ministério dos Transportes.
Manuel Leal, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), disse à Lusa que os representantes dos trabalhadores da Carris reivindicaram o conhecimento do plano de redução de custos que a empresa deverá pôr em prática para cumprir a meta do Governo de redução de 15% dos custos operacionais.
Os representantes acabaram por ser recebidos por dois assessores do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça.
"Houve o compromisso dos assessores que nenhuma medida [de redução de custos] será implementada sem dar conhecimento da comissão de trabalhadores", afirmou o sindicalista.
Manuel Leal disse que a comissão de trabalhadores mantém o pedido de audiência, com caráter de urgência, com o ministro António Mendonça. A 7 de Dezembro, o director de comunicação da Carris, Luís Vale, disse à Lusa que a empresa pode rescindir por mútuo acordo com 150 trabalhadores, se o plano de austeridade que a empresa apresentou
for aprovado pelo Ministério das Finanças.
A proposta da Carris está dependente da aprovação do ministério das Finanças e até pode não se verificar nestes moldes se for rejeitada, disse, na altura, o responsável.
Os planos entregues pelas empresas públicas, entre as quais a Carris, estão em processo de análise tendo em vista a respectiva validação que terminará, de acordo com o calendário previamente estabelecido, a 31 de Janeiro, segundo uma informação divulgada pelo Ministério das Finanças em Dezembro.

http://economico.sapo.pt/noticias/trabalhadores-da-carris-querem-divulgacao-do-plano-de-cortes-da-empresa_108308.html

Une élite bancaire secrète contrôle le marché des produits dérivés

« Tous les mois, le mercredi, neuf membres d’une société de l’élite de Wall Street se rencontrent dans Midtown Manhattan [le quartier des affaires de New York]. Ils partagent un même objectif : protéger les intérêts des grandes banques qui agissent sur le vaste marché des produits dérivés, l’un des plus profitables – et controversé – de la finance. Ils ont aussi en commun des secrets, le compte-rendu de leurs réunions de même que leurs identités, strictement confidentiels ».
C’est ainsi que Louise Story débute son article dans le New York Times, dont elle est une journaliste financière vedette. Au terme d’une enquête fouillée, elle met en évidence, détails et noms à l’appui, les mécanismes utilisés par les mégabanques qui dominent le marché des produits dérivés. Dans le but d’empêcher que de nouveaux entrants élargissent leur club très restreint et afin que continue à régner sur ce marché une totale opacité, garante de leurs immenses profits.
Les noms de ses membres sont ceux du gratin de la banque : Goldman Sachs, Morgan Stanley, JP Morgan Chase, UBS, Deutche Bank, Barclays, Crédit Suisse, Citigroup, Bank of America. Tous se retrouvent membres du comité du risque de ICE, une nouvelle chambre de compensation des produits dérivés qui a vocation à dominer ce marché, mais également au comité de nombreux autres, ainsi qu’à la direction de l’International Swaps and Derivatives Association (ISDA), le lobby international qui fait la pluie et le beau temps sur ce marché.
Ce n’est évidemment pas par hasard, car ces comités du risque des chambres de compensation qui ont poussé comme des champignons ont été investis par la loi Dodd-Frank de régulation financière de très importants pouvoirs. Notamment ceux de décider quels sont les produits dérivés qui n’ont pas à utiliser les services des chambres de compensation – et restent ainsi totalement négociés de gré à gré – au prétexte qu’ils ne sont pas standardisés et ne peuvent donc être compensés. Ainsi que de déterminer le coût du service, qui s’ajoute aux commissions des banques, et les montants financiers qui doivent être apportés en couverture.
Les mégabanques sont donc totalement juges et parties.
Sur ce marché, les commissions bancaires ne sont pas connues, et il n’y a pas comme sur le marché boursier de cote officielle à la disposition des intervenants. Les banques achètent et vendent à des prix qu’elles seules connaissent, fixant ainsi leur marge selon leur bon vouloir.
« Pas un seul domaine financier n’est probablement aussi profitable aujourd’hui que les produits dérivés », explique Louise Story. « Plus que l’activité de prêt, celle des cartes de crédit, des fusions et acquisitions ou de la gestion de fortune » poursuit-elle, pour conclure : « Le secret qui entoure le marché des produits dérivés est un facteur clé des importants profits réalisés par les banques ». Les moyens dont elles disposent et qu’elles mobilisent pour le protéger sont à l’avenant.
Ce qui n’est pas sans expliquer comment elles sont parvenues à faire barrage avec succès à des dispositions trop incisives du Congrès, et comment elles peuvent encore prétendre bloquer, fort de l’appui massif des républicains – mais de démocrates également – les nouvelles dispositions que cherche à prendre la Commodity Futures Trading Commission (CFTC), le régulateur compétent, afin de limiter le contrôle des chambres de compensation par les banques.
Le Département de la Justice a pour sa part engagé une enquête afin de vérifier l’existence éventuelle de pratiques tombant sous le coup de la loi anti-trust, qui sont de notoriété publique à Wall Street, dont on attend avec intérêt les résultats.
Ironiquement, les positions prises par les mégabanques ont pour origine une demande de l’administration aux mégabanques. Devant la panique crée par la menace d’effondrement d’AIG, qui assurait avec des CDS de nombreuses grandes banques, celle-ci était autant que les régulateurs dépassée par les événements et ignorante du fonctionnement de ce marché sur lequel elle n’avait aucune prise.
Au milieu de la tourmente, les régulateurs se tournèrent donc vers les banques pour leur demander de monter dans l’urgence une chambre de compensation, afin de réduire les risques et stabiliser le marché. InterContinentalExchange (ICE), qui compensait déjà les commodities et les futures, servit de base.
Au fil de son enquête, Louise Story raconte comment les mégabanques firent par la suite obstacle aux velléités d’autres intervenants d’entrer sur le marché des chambres de compensation, avec également comme souci d’empêcher l’avènement d’une quelconque cotation électronique des produits dérivés, qui apporterait de la transparence et risquait de court-cicuiter les banques.
Citadel Group, un très important hedge fund qui chercha à s’y lancer en joint venture avec le Chicago Mercantile Exchange, dut finalement y renoncer au terme de batailles de coulisses homériques.
Elle narre également comment certaines banques, telle Bank of New York Mellon, essayèrent de rentrer dans le « club des négociants en dérivés », comme il est appelé à Wall Street, pour en être rejeté par le physionomiste.
Cette histoire appelle-t-elle d’autres commentaires ?

http://fortune.fdesouche.com/29689-une-elite-bancaire-secrete-controle-le-marche-des-produits-derives#more-29689

Sur la présidence hongroise de l'Union Européenne

Patrick Le Hyaric

Les privatisations contre l’intérêt général

Des intellectuels du plus grand renom ont tiré la sonnette d’alarme : le pilotage par les entreprises conduit à négliger la recherche fondamentale, dont les bénéfices sont rarement immédiats mais qui ouvre ensuite des horizons immenses. La soumission de l’université au bon vouloir des actionnaires menace du même enfermement la formation des cadres du pays dans la logique du profit à courte vue. C’est la dynamique même d’une civilisation, sa capacité à relever les défis auxquels elle est confrontée qui s’en trouvent altérées.
L’imposition des politiques de privatisation dans les domaines essentiels de la vie humaine suscite de plus en plus de couacs. La SNCF fait rouler ses TGV à 320 km/h mais il faut vingt-six heures à un train pour relier Strasbourg à Nice et Port-Bou. La logique du « business » s’est traduite par 25 000 suppressions d’emplois en neuf ans et les « réserves en personnel de bord » ne sont plus pourvues alors qu’elles auraient dû permettre de pallier la défaillance de conducteur. Au nom de la « concurrence libre et non faussée », les « aiguilleurs n’ont plus de contact avec les autres services », déplore la CGT cheminots. Et voilà qu’un train à grande vitesse se retrouve à Nantes plutôt qu’à Rennes. À quoi sera réduit, demain, le service postal français, si les règles de la concurrence et de la rentabilité en guident le fonctionnement ? Les banlieues et les zones rurales seront délaissées car trop coûteuses à desservir et la situation qui voit des régions entières ne plus bénéficier de l’acheminement de leur journal quotidien le samedi se généralisera. Cette orientation constituera à la fois un gâchis monstrueux pour toute la société et un fromage coulant en dividendes pour les entreprises qui lorgnent le marché. C’est leurs voix qu’entendent, hélas, la Commission européenne, le FMI et la Banque mondiale, qui l’exigent des peuples du monde.
Cette confusion entre l’intérêt général, le service public et les appétits des multinationales fait mauvais ménage avec la sécurité. Le scandale du Mediator l’atteste après la gabegie du vaccin contre la grippe porcine. Qu’en sera-t-il des hôpitaux si leur gestion est livrée aux grandes sociétés du secteur ? Lorsqu’une base aérienne à Creil voit son organisation confiée à un géant du CAC 40, chacun mesure la pente dangereuse qui menace la défense nationale. Lorsque les États-Unis et ses affidés ont confié des missions en Irak et en Afghanistan aux mercenaires des multinationales de la sécurité, on a vu ce qu’il en a coûté aux populations civiles, réduites à des variables d’ajustement.
Parler des bonnes manières faites par Manuel Valls à Nicolas Sarkozy, sur les 35 heures après l’avoir accompagné sur la sécurité, n’est pas s’éloigner du sujet. Parie-t-il sur un succès du président sortant en 2012 qui lui laisserait l’espoir de se construire, durant ces cinq années, un profil à la Tony Blair ? En tout cas, le député maire d’Évry, qui fait passer en comparaison Dominique Strauss-Kahn pour un parangon de la gauche, vient de confesser sur Canal Plus qu’il n’avait jamais lu l’Humanité et lui préférait le Figaro. Tout s’explique ! Comme il doit écouter plus souvent Michel Sardou que Jean Ferrat, dédions-lui des extraits d’une chanson qu’on croirait faite pour lui : « La porte du bonheur est une porte étroite / On m’affirme aujourd’hui que c’est la porte à droite (…) On m’a dit tu comprends, tes idées archaïques / Ne feront qu’aggraver la crise économique »…
Patrick Apel-Muller

http://www.humanite.fr/05_01_2011-les-privatisations-contre-l%E2%80%99int%C3%A9r%C3%AAt-g%C3%A9n%C3%A9ral-461428

2010-082 - Les femmes occupent des emplois où le travail semble moins épanouissant

Globalement, les femmes occupent des emplois où le travail est moins formalisé mais où elles disposent de moins de marges de manœuvre que les hommes. Elles exercent moins souvent des responsabilités hiérarchiques et accèdent moins facilement à des formations. Elles se déclarent plus souvent débordées dans leur travail que les hommes, en particulier quand elles ont de jeunes enfants. Pour faire face à une surcharge de travail ou à des tâches délicates, elles estiment moins fréquemment que les hommes pouvoir disposer d’une aide, en interne comme en externe. Moins confiantes dans l’utilité de leur travail, elles sont aussi moins satisfaites de leur salaire compte tenu du travail réalisé.
En contrepartie, leurs horaires de travail sont en moyenne moins contraignants et plus prévisibles, elles dépassent moins souvent les horaires de travail habituels et amènent moins souvent du travail à la maison. Les différences ici observées renvoient à la fois à la répartition, différenciée selon le sexe, des professions (hommes et femmes n’exerçant pas les mêmes métiers) et à des différences entre sexes au sein même d’une profession.

http://www.travail-emploi-sante.gouv.fr/etudes-recherche-statistiques-de,76/etudes-et-recherche,77/publications-dares,98/dares-analyses-dares-indicateurs,102/2010-082-les-femmes-occupent-des,12775.html

Taxa de desemprego fixa-se nos 11% em Novembro

A taxa de desemprego em Portugal, medida pelo Eurostat, situou-se em Novembro de 2010 nos 11%, o mesmo valor que em Setembro e mais 0,8 pontos percentuais em termos homólogos.
Segundo os dados do gabinete europeu de estatísticas, a taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 11,1 por cento entre maio e Setembro de 2010, tendo em Outubro e Novembro sido de 11 por cento.
Em Novembro de 2009, a taxa de desemprego em Portugal era de 10,2 por cento, o que representa uma subida homóloga de 0,8 pontos percentuais.
A taxa de desemprego na zona euro manteve-se nos 10,1 por cento em Novembro do ano passado, o mesmo valor registado em Outubro.
O valor de Novembro de 2010 compara com os 9,9 por cento registados um ano antes.
Na União Europeia (UE) a 27, a taxa de desemprego foi de 9,6 por cento, o mesmo valor registado desde Maio de 2010.
Em Novembro de 2009, a taxa de desemprego na UE era de 9,4 por cento.

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1751020

BPN: Carvalho da Silva afirma que o caso é "uma montanha de fraudes"

Carvalho da Silva lança criticas a Cavaco Silva

Funcionários consulares portugueses abaixo do nível da pobreza

Le PNB réel US est 30% inférieur aux chiffres officiels

Cette entrée des Etats-Unis dans la phase d'austérité a en fait commencé depuis au moins deux ans. En fait, la crise et ses conséquences en terme d'effondrement des revenus du travail et du capital ainsi que la restriction drastique du crédit à la consommation ne constituent qu'une étape dans le processus de paupérisation de la classe moyenne US entamée il y a près de trente ans. Pendant toute cette période, la frénésie de crédits faciles a eu pour objectif de masquer cette paupérisation en suppléant aux revenus manquants par un endettement sans fin. La crise ayant mis un coup d'arrêt brutal à ce processus, Washington (gouvernement, Congrès et Fed réunis) a tenté de pallier sa disparition par un endettement public gigantesque. Mais, comme on le constate chaque jour en regardant l'évolution économique et sociale du pays, cette tentative a échoué pour les raisons développées précédemment dans ce numéro du GEAB. Mais cette tentative a néanmoins des conséquences directes sur le PNB américain que la plupart des économistes et des experts refusent de reconnaître car elles constitueraient un choc d'une violence telle pour la stabilité économique et financière mondiale que la soi-disant « crise grecque » ressemblerait à un simple entraînement. Si le mensonge des autorités grecques sur le montant de la dette publique du pays, et donc sur le ratio dette/PNB a pu générer une panique mondiale, imaginez-vous une seconde ce que va provoquer (car pour notre équipe c'est une réalité qui va s'imposer au cours de l'année 2011) la découverte que le PNB des Etats-Unis est en fait de 30% inférieur aux chiffres officiels et que de ce fait le ratio dette publique/PNB US était de 113% en 2009 et non pas de 83% (1) ! La différence tient tout simplement au fait qu'entre 2007 et 2009, les Etats-Unis se sont endettés de plus de 4.000 milliards USD supplémentaires pour n'obtenir qu’une hausse d'un peu plus de 200 milliards USD en trois ans (2).

Achats nets de dette et produits de titrisations des agences et GSE US (2007 - 2009) - Source : US Federal Reserve / Criseusa, 08/2010
Achats nets de dette et produits de titrisations des agences et GSE US (2007 - 2009) - Source : US Federal Reserve / Criseusa, 08/2010
Mais qu'on ne s'y trompe pas, cet endettement public supplémentaire immense n'est qu'une tentative de substitution à un PNB « disparu » du fait de la crise et de la fin de l'endettement des consommateurs. On pourrait d'ailleurs défendre l'idée que cela fait au moins une ou deux décennies que ces 30% ne sont plus qu'une fiction de PNB. Mais notre problème n'est pas ce qui s'est passé il y a vingt ans, mais bien ce qui va se passer dans l'avenir. Et là où l'entrée dans la phase d'austérité de la crise systémique apporte un élément fondamentalement nouveau, c'est qu'elle crée un contexte général qui favorise le dévoilement de cette réalité : le PNB US n'est plus que l'ombre de lui-même (3) et sa valeur utilisée dans les statistiques économiques et financières est fortement surévaluée. Avec une telle surévaluation, ce sont donc pratiquement tous les indicateurs qui sont faux dans des proportions importantes. Le taux d'endettement du pays, sa part dans l'économie mondiale, les ratios monétaires, la valeur du Dollar (qui est appuyée sur la valeur de l'économie US), … tous ces chiffres sont donc largement erronés. Ceci peut d'ailleurs expliquer (comme pour le couple « inflation/déflation ») pourquoi les politiques économiques et monétaires mises en œuvre aux Etats-Unis échouent si lamentablement. Sans connaissance exacte du terrain, aucune stratégie ne peut aboutir au succès ; et en l'occurrence, la vision que donne la carte (indicateurs) du terrain est de plus en plus faussée (4).

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Notes :

(1) Dans ce contexte, il n'est pas surprenant que la demande mondiale d'or continue à croître très rapidement, à savoir de 36% au second semestre 2010. Source : MarketWatch, 25/08/2010

(2) Source : US Government spendings

(3) Autre exemple très parlant : les transactions en matière d'immobilier commercial se sont effondrées de 90% entre 2007 et 2009 passant de 522 à 52 milliards USD. Source : MyBudget360, 02/08/2010

(4) Pour avoir une idée de ce à quoi peut ressembler le fameux « double-dip » en cours, il est intéressant de lire cet article de Douglas McIntye dans 24/7WallSt du 13/08/2010

Jeudi 6 Janvier 2011
 
http://www.leap2020.eu/Le-PNB-reel-US-est-30-inferieur-aux-chiffres-officiels_a5733.html

O presidente da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) acusa o governo de não ter cumprido a lei

Précaires énergétiques : quand se chauffer devient un luxe

Sylvain Malcorps
« Pendant les fêtes, on est surtout restés dans la cuisine : on ne chauffait ainsi qu'une seule pièce. »
Un Noël à la campagne, sous la neige. Depuis quelques années, la maman de Laurence – une coiffeuse à la retraite – se chauffe beaucoup moins, à cause des prix sans cesse plus élevés du gaz.
« On restait près de la cheminée, avec nos gros pulls. Dans sa campagne en plein hiver, ce froid ambiant n'a fait que rendre l'atmosphère encore plus austère. »
Décembre 2010. Un des mois les plus froids jamais enregistré dans certains départements français. Ceux qui rognaient déjà sur les degrés par souci d'économie se sont retrouvés en ce début d'hiver contraints et forcés de supporter le froid pour ne pas voir leurs factures s'envoler.
Comme Ségolène qui, malgré une commande groupée de fioul à un prix négocié dans son hameau en pleine campagne, « râle quand on aère alors que les radiateurs fonctionnent » :
« J'ai toujours au moins une à deux polaires sur moi, malgré le fait que j'arrive à payer la livraison.
Si j'arrive encore à suivre, c'est pas le cas de potes de tous horizons qui rament pour payer le chauffage. Et quand ils arrivent à remplir la cuve, c'est la chaudière qui lâche. »
Et de fait, comme l'a étudié l'Insee, un ménage se chauffant au fioul – très courant à la campagne – dépense 28% de plus qu'un ménage identique se chauffant à l'électricité. Le chauffage au gaz occasionne, quant à lui, un surcoût de 5%.

Huit millions de Français en situation de précarité énergétique

Ne chauffer que certaines pièces, enfiler pulls et polaires pour ne pas augmenter ses dépenses de chauffage, ça vous concerne aussi ? Vous vous trouvez peut-être en situation de précarité énergétique.
Intégré dans la loi Grenelle II, ce concept britannique encore mal connu, y est pompeusement défini comme tel :
« Est en situation de précarité énergétique […] une personne qui éprouve dans son logement des difficultés particulières à disposer de la fourniture d'énergie nécessaire à la satisfaction de ses besoins élémentaires en raison de l'inadaptation de ses ressources ou de ses conditions d'habitat. »
Heureusement, Marie Roisan, chargée des questions de précarité énergétique au Comité de liaison des Energies renouvelables (Cler), simplifie un peu les choses :
« On dit qu'un ménage est en situation de précarité énergétique lorsqu'il éprouve des difficultés à se pourvoir en énergies du fait de sa situation financière et/ou de la qualité de son habitat.
Si le chauffage reste le principal poste de dépenses, il ne faut pas oublier les coûts liés à l'éclairage, l'eau chaude sanitaire ou la consommation des appareils électroménagers.
En France, cette situation concerne près de huit millions de personnes. » (Voir le sujet vidéo de France 2 sur précarité énergétique)

Au moins 10% de ses revenus consacrés au chauffage

Pour faire partie de ces millions de ménages français en situation de précarité énergétique, il faut qu'au moins 10% de vos revenus soient consacrés à l'achat d'énergie pour chauffer correctement votre logement.
Et cette nuance a toute son importance, comme l'explique Sandrine Buresi, directrice de l'association Gefosat :
« Il existe deux grands profils de personnes victimes de cette précarité. D'un côté, il y a toutes celles et ceux qui s'endettent afin de chauffer correctement leur habitation, à une température normale.
Et puis, il y a ces personnes qui, pour ne pas faire grimper la facture, limitent leurs dépenses en fioul, gaz et électricité. Mais qui, si elles devaient se chauffer à une température normale, dépenseraient aussi 10% de leurs revenus en chauffage.
Même si on les repère difficilement, ceux qui se sous-chauffent sont très nombreux. »
Et cette tendance risque de ne pas faiblir, notamment au regard de l'évolution du prix des énergies en France. Comme le montre ce graphique du ministère du Développement durable, leur coût n'a cessé d'augmenter de manière exponentielle depuis dix ans.
Le graphique du ministère du Développement durable.

Qualité du logement et prix de l'énergie, les autres leviers

Dès lors, quelles sont les solutions apportées par les pouvoirs publics à ce problème répandu ? Didier Chérel, ingénieur et responsable des questions de précarité énergétique au sein de l'Agence de l'environnement et de la maîtrise de l'énergie (Ademe), propose ce détail :
« Il faut tenter d'agir sur les trois causes de cette précarité : le montant des revenus, la qualité du logement et le prix de l'énergie. Actuellement, il existe :
  • les fonds de solidarité pour le logement (FSL), qui représentent un aide financière, évaluée par les travailleurs sociaux, pour combler les impayés d'énergie ;
  • les tarifs sociaux pour l'électricité (TPN, uniquement chez EDF) ou le gaz (TSS). Mais ils doivent être redemandés chaque année. Pour le fioul, hormis deux hivers ayant bénéficié d'une “prime à la cuve”, il n'existe rien ;
  • un fonds d'Aide à la rénovation thermique (Fart), actif depuis septembre 2010. Il s'adresse uniquement aux propriétaires occupants à faibles ressources, pas encore aux locataires. Ce fonds propose une aide à la rénovation des habitats afin de mieux les isoler. »
Ces aides ont donc leurs limites. Pendant longtemps, le gouvernement ne considérait pas comme prioritaire cette question de la précarité face à l'énergie. Mais pour Didier Chérel, les choses changent. Lentement.
« La France ne s'est jamais préoccupée des risques sanitaires auxquels sont confrontés les gens qui se sous-chauffent.
En Angleterre par contre, différentes études ont montré un niveau de mortalité hivernale non négligeable au sein de ces populations. Des décès souvent liés à l'asthme, à des maladies pulmonaires et cardiovasculaires.
Il est temps de faire quelque chose. »

« N'hésitez pas à mettre un bonnet »

En attendant, pour ne pas monter le thermostat, chacun y va de son conseil. Le site Radins.com n'est d'ailleurs pas en reste. Extraits choisis :
« Pensez à fermer les volets dès que la nuit commence à tomber, ne les ouvrez même pas pour les pièces que vous n'utilisez pas […]. »
« Lorsque vous aérez, coupez le chauffage et aérez d'un coup en ouvrant les fenêtres en grand pendant deux ou trois minutes, plutôt que de laisser entrebâillé pendant un quart d'heure. »
« Coupez le chauffage dans les pièces inutilisées. »
« Pensez à adapter vos vêtements […] n'hésitez pas à mettre un bonnet sur la tête et à utiliser des gants, surtout les matins lorsque la maison est encore froide de la nuit. »
« Préparez-vous un thermos de thé chaud que vous buvez peu à peu. Ça réchauffe tellement bien que parfois je suis obligé d'enlever mon pull tellement j'ai chaud. »
 http://eco.rue89.com/2011/01/06/precaires-energetiques-quand-se-chauffer-devient-un-luxe-183721

Derrière le Mediator: la crise de l’expertise

Les propos de Jacques Servier, patron du laboratoire producteur du Médiator publiés en Une de Libération ce matin font évidemment frémir. A eux seuls, bien au delà de leur cynisme crasse, ils sont le symbole de l’atmosphère pourri qui règne ces derniers mois dans le monde de la santé.
Le lourd bilan du Médiator en terme de victime et en terme de coûts et l’émotion que cette affaire suscite ne doivent pas masquer les véritables enjeux.
En germe depuis le début des années 2000, c’est la question de la grippe A/H1N1 et sa très contestée campagne de vaccination qui a joué le rôle le rôle de révélateur de la rupture consommée entre la parole d’expert et l’opinion publique.
La suspicion généralisée envers les experts du monde de la santé est détestable. 99% des professionnels de santé concernés analysent les données et rendent des avis en conscience. Beaucoup prennent même à cœur les missions d’expertise qui leur sont confiées, considérant qu’ils participent ainsi à l’amélioration de la santé et de la sécurité sanitaire de la population.
Pour autant, le problème est réel. Et on peut le décomposer en trois questions distinctes que le législateur aura a régler : les conflits d’intérêts, le débat contradictoire et les liens entre l’industrie et les autres acteurs du monde de la santé.
La question la plus simple est celle du conflit d’intérêt. Elle même se décompose en deux parties : le conflit d’intérêt proprement dit et la transparence.
Concernant les conflits d’intérêts réels, on ne peut pas être juge et parti, c’est déjà la règle et elle doit s’appliquer fermement, y compris et surtout à la question de la pharmacovigilance.
L’histoire du rapport Servier de juillet 2009 révélée par le Figaro en est l’illustration parfaite. Il y a incompatibilité de nature à laisser un laboratoire producteur d’un médicament assurer tout ou partie de la pharmacovigilance sur ces produits. Le travail de l’AFSSAPS est ici essentiel et il faut lui donner les moyens de ses missions et renforcer ses pouvoirs d’investigation.
La transparence permet d’éviter le soupçon. Il faut la création d’une agence chargée de recueillir et de diffuser les déclarations de conflits d’intérêts qui doivent être obligatoires et multilatérales. La simple déclaration sur l’honneur ne suffit pas. Manque de temps, peu de gout pour la paperasse, celles-ci sont souvent mal remplies ou incomplètes lorsque remplies par les professionnels de santé. Il faut également contraindre les laboratoires pharmaceutiques à déclarer les financements et rémunérations octroyés en dehors du salariat à des professionnels de santé.
La seconde question est celle du débat contradictoire. La publication des avis minoritaires dans les rapports d’expertise est encore l’exception. Elle doit devenir la règle. Et les avis minoritaires ne doivent pas seulement être mentionnés, ils doivent également être justifiés dans leur intégralité afin de permettre au décideur publique d’avoir l’ensemble des éléments en main pour prendre sa décision. Il s’agit là de règles de bonne pratique. Il n’en demeure pas moins que dans le domaine de l’expertise publique, et particulièrement en Santé, un travail de réglementation et de normalisation de l’expertise doit être engagé afin de restaurer la confiance.
La troisième question est celle des rapports entre les industriels et les professionnels de santé. Dans un monde organisé en réseaux et en flux, la collaboration entre professionnels de santé et laboratoires pharmaceutiques est indispensable. Mais ces liens doivent se limiter à l’utile.
Est il vraiment utile, véritablement sain, que des associations de patients, de médecins ou de jeunes médecins soient financés en partie par le biais de partenariat avec l’industrie ? Est il souhaitable que la formation des professionnels de santé puisse être financée, même indirectement, par l’industrie ?
Evidemment non.
Il faut un meilleur encadrement, par la loi, de ce que les laboratoires peuvent ou non financer. Et les conséquences doivent être claires pour ceux qui font le choix d’un financement par l’industrie. Doit on continuer à accepter que des crédits de Formation Médicale Continue soient attribués pour l’abonnement à des revues dont le modèle économique est basé essentiellement sur la vente à des laboratoires pharmaceutiques d’espaces publicitaires ?
La crise que traverse aujourd’hui l’expertise en Santé Publique est profonde et ne se résume pas aux quelques crises spectaculaires auxquels nous assistons sporadiquement (H1N1, Médiator…) et qui ne sont que des symptômes. Elle trouve ses racines dans les années de libéralisme débridé qui ont permis aux laboratoires de s’établir dans le paysage des financeurs du monde de la santé et cette crise perdurera tant que des dispositions réglementaires et législatives n’encadreront pas mieux cet état de fait. 

http://www.asclepieia.fr/2011/01/06/mediator-expertise-sante-publique/

Iraq: The Invisible War

Kamil Mahdi

The US continues to paint a rosy picture of progress in Iraq but the reality is one of poverty, violence, torture and political corruption.
War and Sanctions continue to be used to manipulate and control Iraq. Joy Gordon’s recent book on the sanctions and US policy shows them being used by the US and Britain, not as an alternative to war as many in the international community may have intended, but as a means of softening in preparation for war.
As it turned out, that was done not once, but twice in 1991 and 2003. This Invisible War, in Joy Gordon’s own terms, has been part of a twenty year long US war against Iraq which successive British governments have enthusiastically and dishonourably supported. We see and learn of more gruesome evidence of the human cost of this war with every day that passes, but western governments try to abdicate their responsibility for the cumulative damage of a war that has lasted a whole generation and which they continue to wage.
Even now, after seven years of invasion and occupation, the Invisible War is not finished. Under Security Council Resolutions, Iraq is still considered by the big powers who dominate and abuse the UN as a threat to international peace, and it is thus subject to punishments and enforceable measure under Chapter vii of the UN Charter.
The war on Iraq continues not just through the presence and activities of US occupation forces and foreign mercenaries, but also through a series of punitive tools that are used against Iraq in order to ensure compliance with US wishes.
As a residue of the sanctions imposed in 1990, Iraq’s oil revenues are deposited into a fund in the US that is overseen externally and which is subject to restrictions that give the US great leverage. All Iraq’s foreign reserves are also held in the US and have been explicitly threatened with legal action in US courts. This leverage was used by the US to obtain concessions in negotiations with the Iraqi Government over the Status of Forces and Strategic Framework Agreements in 2008. In September this year, Maliki’s government agreed to pay $400m in settlement of some bizarre claims against Iraq by US citizens in US courts; claims which the US government and court system can simply impose by impounding Iraqi financial assets. This mockery of law and civilised international relations is reminiscent of the pillage of Iraqi assets in the first year of the occupation, and it shows that claims of Iraq having recovered its sovereignty are vacuous.
So, the sanctions are still used to coerce and damage Iraq.
Iraq today is the injured party, as it has been for the past 19 years. Yet, it is Iraq that is paying compensation to Kuwait and to others imposed under a UN compensation scheme imposed in 1991. Claims under the scheme were highly and sometimes ludicrously exaggerated and judgements were imposed in an unjust manner. No matter the extent and evidence of US and British abuse in Iraq, and no matter the gruesome suffering of the Iraqi people, the rich and powerful continue to demand their “compensation” from a nation that has been traumatised and abused by the great powers. Iraq will have to continue paying compensation for decades to come unless it gets a government that has the courage to mount a challenge to this iniquity.
While the UN imposes this punishment, the IMF with its customary criminal recklessness has been trying to abolish Iraq’s food ration system which is essential for the daily sustenance of a large proportion of the Iraqi population. In the province of Diyala, where the system has not been operating effectively due to conflict, a recent official survey found that 51% of the population suffers from “food deprivation”, i.e. their dietary energy consumption is below the minimum energy requirement. In simple terms, half the population of what used to be Iraq’s fruit garden, continuously don’t get enough to eat. In Basra which British forces left last year, they left behind them 20% of a population that is food deprived, even with the ration system operating.
Almost 30% of the population of the country as a whole cannot find any or enough employment, despite a massive expansion in state and security jobs. This is not counting the millions who have sought refuge in neighbouring countries, nor women who are discouraged by extreme conditions from seeking employment. Inflation is rising rapidly again, public services, electricity, clean water provisions and housing remain in acute crisis. The economy is still at a standstill, and yet, Iraq is forced to pay unjust reparations by those who claim to have liberated it.
The sanctions forced the Iraqi government to accept border changes that were designed to subject Iraq’s main maritime channel to Kuwaiti sovereignty, making Iraq almost landlocked. In border changes imposed by the UN, Iraq lost areas that had never even been claimed by Kuwait. This policy championed by the US and British governments is thereby effectively creating a security threat.
So despite the British land withdrawal last year, British Navy units are in and around Iraq ostensibly protecting Iraq’s main oil export terminals and its maritime access routes. This is protection like having a knife at the jugular.
Of course there are security dangers to Iraq’s vital installations, but one of the main such dangers emanates from Britain’s and the US gung-ho attitude towards Iran and their continuing destabilisation of the region. What is needed is a regional security arrangement that sees foreign forces out altogether.
The British record in Iraq is abominable. We know about the torture and murder committed by troops that the Ministry of Defence has tried to cover up, and we know of the failure to provide security in Basra and the south. Yet, the British Ministry of Defence claims that “British Armed Forces have been helping the Iraqis to secure and rebuild their country after years of neglect and conflict.”
This disingenuous claim by those who had earlier enforced the blockade against Iraq, is also belied by reality on the ground. Last week, Basra city Council warned that dykes near the Iranian border and close to the city are liable to collapse. Such a collapse would cause an area of soil full of landmines to slide into the city itself. This is an example of the security and rebuilding the British forces have left behind. What security and rebuilding, I ask, if the military would not deal with the dangers of landmines creeping in on a city in their clutches?
The Department for International Development (DFID), for its part, pronounces that it provided £14m in aid to Iraq in 2009 and almost £19m the previous year. This of course is a pittance when compared with the tens of billions spent by Britain on the war. Nevertheless, a quick look at so-called UK aid to Iraq shows that of £32.8 disbursed in 2008/2009, only 5% (amounting to barely £1.5m) was spent on water, sanitation and other social issues, while a third was spent on “Governance” and close to a half on a category described as “other” which seems to include contributions to humanitarian emergency efforts. Almost nothing is spent on economic development projects as in actual reconstruction of physical infrastructure.
According to the Iraqi Minister of Water Resources, last year (2009) in southern Iraq alone, 300,000 Iraqis became ecological refugees as they had to move because the quality of water available to their villages had deteriorated because of drought. In Basra today, and more so in Fallujah, there is a serious, even catastrophic increase in cancers and congenital diseases.
The main purpose of DFID’s aid programme is not to accept responsibility for damaged caused by Britain’s illegal war, but to build political influence and to promote foreign investment. Perhaps this is the partly why the Coalition Government says it is not cutting it back.
We keep hearing that Iraq is rich in oil, but this oil has now been auctioned off in the dead of night by a cleptocracy and a government that is totally incompetent and that is advised by an army of international consultants. Multi-national companies have been given twenty year contracts that offer them rewards and no risks while the companies control of most of Iraqi oil, field by field.
Many people in Iraq are already talking of the next oil nationalisation struggle. No wonder, the contracts did not all go to the major American and British oil companies alone. Had they done so, the battle lines would have been more clearly drawn and abrogation of the contracts would be easier, but it is a struggle that will come anyway.
Iraq’s industrial assets are also being auctioned and investors are hankering after prime state land. The country’s water resources are being siphoned off by neighbouring states upstream, and the country is once again beginning to sink into debt that threatens to go out of control under the guise of federalism and decentralisation. So, the promised new oil revenues are being skimmed away straight off the top.
The occupiers have come, destroyed, abused and created chaos. They have encouraged corruption, and they now give loud advice on economic policy, equitable distribution of resources, and good governance. The US occupiers still retain 50,000 troops and tens of thousands of mercenaries in the country and they keep a hold on Iraq’s lifeline and bank accounts. Terrorist atrocities are a daily occurrence, and the people of Iraq are victims of a defeat the US refuses to acknowledge. A failing political process has Iraq’s future hostage to the schemes of corrupt US political protégés and dark reactionary forces and regimes fomenting sectarianism and prejudice in Iraq and across the region.
The US continues to paint a rosy picture of progress which it measures largely by the march of its project for a corporate takeover of the country. Widespread corruption and chaotic conditions mean that this project cannot yet be trusted to the local political allies of the US, so I take the promised full US military withdrawal by December 2011 with more than a pinch of salt.
A last word on the recent Wikileaks revelations of abuse by US forces and by Iraqi security forces. A lot has been revealed about the killing, the torture, and the failure to protect civilians. The leaks must be utilised to expose occupation policy and crimes against the Iraqi people and to identify victims and perpetrators.
However, whatever else one may say and do, the focus on getting all US forces and mercenaries out of Iraq must not be lost. Abusive Iraqi security forces will not be reformed by abusive US forces, and certainly not by mercenaries.

http://www.tni.org/article/iraq-invisible-war

Necessidade de se analisar a situação concreta do país

Despesas totais em protecção social representavam 24,3% do PIB em 2008

Portugal apresenta para este indicador um valor um pouco abaixo do verificado em termos médios nos países da UE-27. Em 2008, as prestações sociais associadas à velhice representavam 44,2% do total das despesas em protecção social.

As despesas totais em protecção social realizadas em Portugal no ano de 2008 representaram 24,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Este valor fica cerca de dois pontos percentuais abaixo do registo médio nos países da UE-27. França, Dinamarca e Suécia são os que mais despendem neste conjunto de países, enquanto os 12 países que integraram a União Europeia após 2004 são, em grande medida, os que apresentam para este indicador valores mais baixos. Na Letónia a despesa total em protecção social foi de apenas 12,6% do PIB.
O valor deste indicador conheceu uma evolução de 4,1 pontos percentuais entre 1998 e 2008. Comparando os anos de 2000 e 2008, o aumento verificado em termos médios nos países da UE-15 foi de 0,8 pontos percentuais, enquanto no conjunto de países da UE-27 registou-se uma estagnação do valor deste indicador nesse arco temporal.
Relativamente às funções da protecção social, 72,2% dessas despesas consistiam em prestações associadas à velhice (por exemplo, as pensões de reforma) e à doença/cuidados de saúde (por exemplo, as prestações económicas que limitem total ou parcialmente a perda de rendimentos devido a motivos de doença ou os gastos com os cuidados médicos – ver pp. 45-47 deste documento). Essas são também, de longe, as duas áreas da despesa total em protecção social mais expressivas no conjunto de países da UE-27. Por outro lado, apenas 5,5% das despesas totais em protecção social em Portugal têm como função principal o apoio à família e às crianças (por exemplo, as licenças na parentalidade – ver pp. 54-55 deste documento), enquanto nos países da UE-27 o valor médio desse indicador é de 8,3%. Este tipo de assimetria acontece também no que às prestações sociais com habitação diz respeito: 0,01% em Portugal, 2,05% em termos médios nos países da UE-27.
O Quadro 2 permite analisar a evolução em Portugal e na UE-27 do peso relativo das várias despesas em protecção social, por função da prestação. A principal tendência verificada em Portugal prende-se com o aumento do peso das despesas associadas à velhice entre 2000 e 2008: no primeiro ano representavam 37,6% das despesas em protecção social do país, em 2008 44,2% (um aumento, portanto, de 17,6%). As despesas em cuidados de saúde/doença e as associadas à incapacidade são as que conheceram uma diminuição mais expressiva. No que concerne à UE-27, destaque para o aumento do peso relativo das despesas em cuidados de saúde/doença, que aumentaram de 27,4% do total das despesas em protecção social em 2000 para 29,7% em 2008.
 

http://observatorio-das-desigualdades.cies.iscte.pt/index.jsp?page=indicators&lang=pt&id=58
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