À procura de textos e pretextos, e dos seus contextos.

16/04/2011

VITTORIO ARRIGONI: L’ELIMINAZIONE “ESEMPLARE” DI UN TESTIMONE

Lucio Manisco

Giustificato nutrire non poche riserve sulle presunte motivazioni e sulle circostanze di un’esecuzione che tutto è stata fuorché un rapimento mirato ad ottenere la liberazione di “esponenti salafiti”. Vittorio Arrigoni non era un dirigente o un militante di Hamas, ma il testimone obiettivo e eloquente delle repressioni e degli eccidi israeliani nella Striscia di Gaza prima, durante e dopo l’operazione Piombo Fuso.
     Prima facie, in attesa dell’esito degli interrogatori degli assassini e delle indagini, non è azzardato ipotizzare che si sia trattato dell’eliminazione esemplare e pilotata tramite terzi – balordi o estremisti fanatici – di un testimone unico e indipendente  nell’imminenza di altre iniziative a favore del popolo palestinese, quali la partenza a maggio di una seconda flottiglia internazionale della pace diretta a Gaza.
     Fuori dal contesto di questa barbarica esecuzione, e anche se irrilevante come ogni altra iniziativa della politica estera italiana, va ricordato che il presidente del Consiglio Silvio Berlusconi è stato il solo capo di Governo Europeo ad accogliere la richiesta israeliana di ostacolare la nostra partecipazione alla flottiglia della pace e ad impegnarsi a bloccare la partenza della nave “Stefano Chiarini” con il suo carico di aiuti umanitari destinati al popolo martoriato della striscia di Gaza.

http://www.luciomanisco.com/ultime/ultime_1.htm

Concentrações esta tarde: Utentes em protesto contra falta de médicos em Almeirim, Constância e Torres Novas

Populações, autarcas e representantes das várias comissões de utentes de saúde do distrito de Santarém participam em concentrações de protesto contra a falta de médicos em Almeirim, Constância e Torres Novas.

As concentrações vão realizar-se a partir das 15h30, junto às sedes de três dos quatro Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) existentes no distrito, aqueles que são identificados como os que apresentam situações mais dramáticas de carência na assistência aos utentes.

Manuel José Soares, coordenador da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo, disse à agência Lusa que a experiência na região mostra que quando as populações e os autarcas “se movimentam pelos seus direitos, há êxito absoluto”, sobretudo na colocação de médicos e no não encerramento de serviços.

Além da necessidade de mais médicos e enfermeiros, num distrito em que “dezenas de milhar” de pessoas (muitas delas idosas, com baixas reformas e sem meios de deslocação) estão sem acompanhamento médico, as povoações foram convidadas a “protestar contra o crescente aumento do custo dos medicamentos, os cortes nos transportes e o encerramento de serviços”, disse.

A Comissão de Utentes da Saúde de Sardoal prometeu levar para a sede do ACES do Zêzere, em Constância, um “autocarro de protesto” que visa simbolizar “os milhares de utentes que esperam por uma consulta num concelho que tem sido um dos mais afectados com a falta de médicos de família.
 
http://www.publico.pt/Local/utentes-em-protesto-contra-falta-de-medicos-em-almeirim-constancia-e-torres-novas_1490091

Associações das Forças Armadas criam rede solidária

Estas associações pretendem servir de intermediários e protegerem a dignidade dos militares que venham a solicitar ajuda. 

As associações profissionais das Forças Armadas criaram uma rede solidária para socorrer os militares que se confrontem com dificuldades e abriram um endereço electrónico para receber pedidos de ajuda.
Ouvido pela TSF, o presidente da Associação Nacional de Sargentos explicou que a ideia destas associações é servirem de intermediário e protegerem o anonimato e a dignidade dos militares que venham a solicitar auxílio.
Recebido o pedido, adianta António Lima Coelho, «verificamos a melhor forma de o conduzir para as instituições de carácter social ou para os Estados-maiores ou para entidades que tenham efectivamente que tratar do assunto».
«Temos a noção de que se para um cidadão comum é difícil aceitar a perda de condições, mais o é para um cidadão que tem como obrigação o cumprimento das leis e como juramento a defesa e o cumprimento das leis da Constituição», adiantou.
De acordo com Lima Coelho, «esta situação pode ser traumática e pode levar a situações extremas que não gostaríamos de ver materializar».
Para além da Associação Nacional de Sargentos, esta iniciativa junta ainda a Associação dos Oficiais das Forças Armadas e a Associação de Praças.


http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1831720&page=-1

Cáritas com quebras de receita nos 50%

Os pedidos de ajuda para comer ou comprar medicamentos são cada vez mais. Mais 40% em seis meses, segundo a Cáritas, mais 24% em 2010, diz a AMI. O drama está agora do outro lado, o dos donativos: começam a cair. E já falta dinheiro para creches e lares.
Os donativos para a Cáritas na Diocese do Porto estão em metade do que eram. É apenas um exemplo de um sítio onde há números para apresentar. Há outros casos, garantiu ao JN o presidente da Cáritas, que descreve o outro lado da balança: os pedidos de ajuda aumentaram 40% desde Novembro. As contas disponíveis (em oito das 20 dioceses) apontam pedidos de ajuda social e económica por parte de 25 mil famílias nesses mesmos cinco meses.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1831765

Organizing Against the Debt: Iceland's Message to Portugal

Nick Dearden

This week has witnessed two very different reactions to European debt. At one end of Europe, Iceland's voters decided once again not to accept the payment terms of their 'creditors', the British and Dutch governments, following the collapse of Icelandic banks in 2008. At the other, Portugal is being pushed down the path of shock therapy by the European Union, with the people of that country cut out of a process which will change their lives dramatically.

Neither Iceland not Portugal will have it easy in the years ahead. But there is a world of difference between the refusal of the people of Iceland "to pay for failed banks" in the words of their President, and the pain being imposed on Portugal from the outside. The European Central Bank's head Jean-Claude Trichet has made it perfectly clear that the negotiations on Portugal's future are "certainly not for public" debate.

Iceland's people have not made a knee-jerk reaction. They are well aware that refusal to pay is the less easy short-term route to take. An impending court case by the UK and the Netherlands, the negative reaction of credit markets and the threatened block to their EU membership will all take a toll.

But for the people of Iceland the orthodoxy as to how countries are supposed to deal with debt is not simply economically flawed, it is deeply unjust, unfairly distributing power and wealth within and between societies. 28-year-old voter Thorgerdun Ásgeirsdóttir said "I know this will probably hurt us internationally, but it is worth taking a stance."

If the people of a country which truly bought into free market ideology, deregulated capital markets and cheap lending can refuse to pay for the crimes of the banks, then those that did less well from the decades of financial boom can be expected to feel even more impassioned.

In Greece such anger is starting to turn into a constructive challenge to the power of finance. A debt audit commission has been called for by hundreds of academics, politicians and activists. Such a commission would throw open Greece's debts for public examination – directly confronting the way that the IMF and European Union work behind closed doors to force their often disastrous medicine on member countries.

As Greek activists have said, "the people who are called upon to bear the costs of EU programmes have a democratic right to receive full information on public debt. An Audit Commission can begin to redress this deficiency."

Their resolve is currently being bolstered by a website phenomena – a short viral film called debtocracy (government by debt) – sweeping Greece's online population and convincing them they have been taken for a ride. Early next month activists from across Europe and the developing world will gather in Athens to put together a programme which will challenge the IMF's policies in Greece.

Portugal's deal is just beginning to be hammered out. As in Greece and Ireland, a 'bail-out' package will primarily benefit Western European banks, with €216 billion of outstanding loans to Portugal, while ordinary people endure a programme of deep spending cuts, reduced workers' rights and widespread privatisation. The head of Portugal's Banco Carregosa told the FT: "It's not an exaggeration to call it shock therapy."

The comparisons with developing world countries are obvious and the mistakes there are already being repeated. Time and again banks were bailed out and the poorest people in the world were pushed even deeper into poverty. Today countries from Sierra Leone to Jamaica are racking up ever more debts, once again, to weather the banker's storm.

This is why a line must be drawn in Europe. Pouring more debt on top of Portugal's woes will do nothing to resuscitate the economy. Portugal's debt is totally unsustainable – largely the result of reckless private lending over the last decade. Those responsible are being bailed out, those that aren't are suffering the pain. This is what Iceland has refused to do.

The people of Iceland have stood up for their sovereignty. Their future looks considerably brighter than those of Ireland or Portugal. The people of Greece are just beginning their struggle. The outcomes will have a monumental impact on the fight against poverty and inequality across the world.

http://www.counterpunch.org/dearden04152011.html

15/04/2011

Crece número de alumnos pobres en Gran Bretaña

Cada vez son más los alumnos que viven en la pobreza y van a la escuela con hambre, cansados y con indumentaria inadecuada para el bienestar, según un informe elaborado por el sindicato de maestros británicos ATL, conocido hoy.

De acuerdo al estudio, la mayoría de los maestros en 627 escuelas primarias y secundarias en Inglaterra, Gales e Irlanda del Norte, considera que hay más alumnos pobres en el país.

Un 40% de los consultados afirmó que el problema se incrementó a raíz de la recesión económica en el Reino Unido.

Más del 85% de los maestros entrevistados dijo que la pobreza está teniendo un impacto muy negativo en el bienestar de los alumnos.

Del total de los educadores consultados, 80% dijo que los alumnos van a clase cansados y 73% que llegan con hambre, en tanto que 67% declaró que los pupilos asisten a la escuela con ropas andrajosas o sin el uniforme completo.

Para 71% de los maestros, los alumnos que padecen pobreza carecen de confianza y falta de concentración en el aula, tienden a retrasarse en las tareas y faltan a actividades extracurriculares como música, deportes o cine.



http://www.argenpress.info/2011/04/crece-numero-de-alumnos-pobres-en-gran.html

Casino Royale – starring Jean-Charles Naouri



 [1]

Il est à l’aise, Jean-Charles Naouri. Droit dans ses escarpins. On sent le parfait technocrate, tacticien froid qui jamais ne se laisse embarquer dans un débat risquant de tourner aigre. Pas le temps pour les bavardages, les coupages de cheveu en quatre – seuls les chiffres comptent. De son pupitre de la salle Wagram – dorures et lustres –, il domine la mêlée, regard perçant vers les importuns, dédain affiché. César contemplant la plèbe, royal. S’il ne se donne même pas la peine de répondre aux accusations formulées par notre petite troupe, de croiser le fer, c’est qu’il est par définition le gagnant, le winner absolu : le groupe dont il est PDG, Casino, ne pèse-t-il pas 29 milliards de chiffre d’affaire ? Qu’on cesse de l’importuner avec des détails, des histoires de « débâcle social  » ou de « détresse humaine » : il est au-dessus de tout ça.
Dans la salle, les petits actionnaires de Casino, environ 150 pékins grisonnants, prennent son parti, crient au scandale, huent à qui mieux-mieux. Le lynchage par grabataires interposés n’est pas loin. Et quand une armée de vigiles évacue de force les importuns, les petits actionnaires manifestent bruyamment leur contentement : force reste à la finance, ils vont pouvoir courir au buffet gratos et s’y battre pour les petits fours. Humanité au rabais – c’est Balzac qu’on ressuscite. Triste.

-

Pourtant, la démarche, initiée par le journal Fakir et soutenue par l’émission radio Là-bas si j’y suis, semblait prometteuse, possiblement joyeuse : profiter de l’assemblée générale annuelle des actionnaires de Casino pour demander des comptes à son PDG, le business killer Jean-Charles Naouri. Au menu des doléances : le traitement réservé par le groupe aux gérants de Petit Casino, non-salariés essorés par des impératifs comptables inhumains et une intense pression (selon L’Express, « au moins 5 % des ex-gérants de Petit Casino sont en procès avec le groupe  ») ; l’énorme plus-value (50 millions d’euros [2]) empochée par Naouri quand il liquida purement et simplement Moulinex en 1994 – des milliers d’ouvriers pour victimes ; la politique du même Naouri, menée de 1984 à 1986, quand il était directeur de cabinet au ministère de l’Économie, co-inspirateur avec Béregovoy d’un « big-bang » de la finance qui précipita tout droit l’Hexagone dans le règne du néo-libéralisme et du fric fou, tout ça en douce [3]. Bref, il y avait matière à protester. D’autant que des gérants de Petit Casino et des anciens de Moulinex accompagnaient la troupe, remontés comme des coucous. Serrage de coude et motivation, dans la plus pure tradition Fakir – « À la fin, c’est nous qu’on va gagner [4]  ».
L’année dernière déjà, une petite troupe s’était invitée à l’Assemblée générale de Casino. Épisode croquignolet, raconté notamment dans un double reportage de Là-bas si j’y suis (épisode 1 / épisode 2). Bombardé de questions, le PDG, 63e fortune du pays, avait alors fini par fuir l’Assemblée, déconfit. Fakir avait enfoncé le clou (uhuh) en publiant un bon article de fond sur Naouri – « Jean-Charles Naouri, l’économie Casino » – à la suite duquel des poursuites judiciaires furent engagées par le groupe contre l’émission de France Inter et contre le canard dissident (75000 euros demandés, plus d’infos ici).
Pour ce deuxième round, l’équipe de Fakir, facétieuse, a choisi un joli slogan : «  Ne fuyez plus, Monsieur Naouri !  » Problème : cette fois, les importuns sont attendus. Un nombre ahurissant de vigiles à l’entrée, dans la salle, dans les coulisses, au balcon... Certains filmant la petite troupe bigarrée à laquelle ils ne peuvent refuser l’accès (pour entrer, il suffit de posséder une action du groupe), d’autres zieutant d’un air méchant, regards bovins en goguette. Atmosphère.
Comme la petite troupe est bien élevée, elle attend la séance de questions, en fin d’assemblée, pour passer à l’attaque rhétorique. Deux heures d’attente qui en paraissent dix. On pense à Malcolm Lowry, écrivant dans Au-dessous du volcan : « Il releva de nouveau la tête ; non là où il était, il n’y avait nulle part où voler. Et ce fut comme si un chien noir s’était installé sur son dos, le pressant sur sa chaise. » Long, très long... Deux heures à parcourir des bilans comptables aux côtés de petits actionnaires gaga, pour beaucoup endormis dans leur fauteuil, sonotones et grognements d’aise quand un chiffre est particulièrement impressionnant. La grande fête du power-point à rallonge, avec slogans débiles à répétition - « Casino, nourrir un monde de diversité  » ; « Être commerçant c’est aimer les gens ». Pour réveiller les présents, quelques pubs à la gloire du groupe sont diffusées par un écran géant : on y voit des gens sains et beaux courir dans des rues propres, des Vietnamiens heureux de découvrir les filiales Casino, des Colombiens sauvés de la faim par le mécénat Casino, tout ce beau monde arborant des joues roses, des yeux pétillants et la banane des grands jours - oui, la vie est belle avec Casino. D’autant que, cerise sur le jackpot, les résultats sont satisfaisants, avec notamment une croissance à l’internationale qui balance du steak. Moment d’anthologie, les auto-congratulations sur les RSE (responsabilité sociale d’entreprise) ne dépareraient pas dans la grande encyclopédie de l’enfumage généralisé : Naouri explique comment Casino fait du développement durable, booste son éthique, blabla. Et puis, rebelote, encore des visages heureux, des chiffres abscons, c’est interminable, on gigote dans les fauteuils, au supplice, alors que Naouri est placide - on dirait une machine. À côté de lui, ses lieutenants prennent la relève par moments, tellement artificiels et dénués de vie qu’on songe à la possibilité d’automates concoctés pour l’occase.
Puis - Alléluia - arrive la séance de questions. Normalement, la loi prévoit que n’importe quel actionnaire peut prendre la parole. Règle de base. Là : non. Les hôtesses qui distribuent les micros ont été briefées, elles ignorent les mains levées en masse de notre côté, refusent de nous laisser la parole. Conciliabules, regards en coin, tension sous-jacente – le temps passe. Finalement, décision est prise – au vote – de passer au forcing : on remonte l’allée centrale sous les regards suspicieux pour aller buter sur une haie de vigiles, et François Ruffin apostrophe Naouri : « Pourquoi on ne peut pas poser de questions ? C’est notre droit, on est actionnaires ! » Pagaille, un temps, avant que Naouri, fin stratège, ne lâche du mou : « Allez-y, posez votre question ». Impressionné (ambiance über-hostile), le premier gérant de Petit Casino à prendre la parole bafouille un peu. Les premiers cris d’hostilités fusent. Les cinq minutes qui suivent sont glauques. Autour de la petite troupe debout dans l’allée, les gens conspuent, en appellent à l’autorité suprême – «  M. Naouri, faites quelque chose !  » –, râlent en chœur, reprennent les micros pour des questions de la plus haute importance - « M. Naouri, je m’interroge, les bons d’achat offerts, ils sont utilisables dans tous les magasins du groupe ? »... La représentante de Moulinex, qui tente d’évoquer le désastre humain provoqué par un PDG empochant des millions, se fait même expédier d’un « Vous avez fait perdre de l’argent aux actionnaires !  », aboyé par un actionnaire. Ambiance. Naouri, quand il consent à répondre aux questions, se focalise sur François Ruffin et son blog, explique que c’est la croisade d’un homme seul, évoque même de possibles intérêts cachés ( ???), souligne que la CGT renierait cette action (faux : la CGT Petit Casino a dit son plein soutien)...
Avant que les vigiles ne nous mettent dehors, dans la bousculade, petit plaisir rescapé, on a quand même le temps de chanter un refrain spécialement composé pour l’occasion, sur l’air de l’Internationale :
« Debout les petits actionnaires
Debout les gérants d’magasins,
Ici résonne notre colère
Aux financiers mordons la main !
C’est la lutte à Jean-Charles
Groupons-nous et demain
L’assemblée générale
Sera dans le pétrin
 »
Succès limité dans les travées... Une fois dehors, on discute. Une ancienne de Moulinex, qui m’avait gentiment fait entrer dans les lieux en me faisant passer pour son fils, ne cache pas sa colère : « Ces gens, ces petits actionnaires, ils se croient investis d’un pouvoir parce qu’ils possèdent quelques actions, et ils craignent qu’on le leur retire. C’est vraiment triste. Oser dire que Moulinex a fait perdre de l’argent aux actionnaires... ils n’ont vraiment peur de rien. »
En partant, un petit goût de défaite colle aux baskets. Pas de débat constructif, rejet total de l’action par les petits actionnaires, Naouri serein... Malgré tout, pas question de remettre en question la démarche. Après tout, si ce genre d’actions se généralisait, si davantage de lésés venaient demander des comptes aux dirigeants sans scrupules, la pression changerait de camp. La peur aussi. De Casino Royale à Battle Royale [5]...

Notes

[1] Photo datant de la précédente assemblée générale, millésime 2010.
[2] Seulement 25 millions selon lui.
[3] Christine Rimbaud cite Naouri dans sa biographie de Bérégovoy : «  On ne voulait pas donner l’idée qu’il y avait un grand mouvement, parce qu’on aurait fait peur. Au contraire, on a fait cela très éparpillé, très morcelé, pour qu’il ne se constitue pas une opposition unie contre nous  ».
[4]
[5]

http://www.article11.info/spip/Casino-Royale-starring-Jean

GEAB N°54: Automne 2011 – Budget/T-Bonds/Dollar, les trois crises américaines qui vont provoquer la Très Grande Panne du système économique, financier et monétaire mondial

Le 15 Septembre 2010, le GEAB N°47 titrait « Printemps 2011 : Welcome to the United States of Austerity / Vers la très grande panne du système économique et financier mondial ». Pourtant, à la fin de l'été 2010, la plupart des experts estimait, d'une part, que le débat sur le déficit budgétaire US resterait un simple sujet de discussions théoriques au sein de la Beltway (1) ; d'autre part, qu'il était impensable d'imaginer les Etats-Unis se lancer dans une politique d'austérité puisqu'il suffisait à la Fed de continuer à imprimer des Dollars. Or, comme chacun peut le constater depuis plusieurs semaines, le Printemps 2011 a bien apporté l'austérité aux Etats-Unis (2), une grande première depuis la Seconde Guerre Mondiale et la mise en place d'un système global fondé sur l'aptitude du moteur américain à générer toujours plus de richesse (réelle dans les années 1950-1970, puis de plus en plus virtuelle à partir de cette date).

A ce stade, LEAP/E2020 est donc en mesure de confirmer que la prochaine étape de la crise sera bien la « Très Grande Panne du système économique, financier et monétaire mondial » ; et que cette panne historique surviendra à l'Automne 2011 (3). Les conséquences monétaires, financières, économiques et géopolitiques de cette « Très Grande Panne » seront d'une ampleur historique et feront paraître la crise de l'Automne 2008 comme ce qu'elle était réellement : un simple détonateur.

La crise au Japon (4), les décisions chinoises et la crise des dettes en Europe joueront certainement un rôle dans cette panne historique. En revanche nous considérons que la question des dettes publiques des pays périphériques de l'Euroland n'est plus le facteur de risque européen dominant en la matière, mais que c'est le Royaume-Uni qui retrouve sa position d' « homme malade de l'Europe » (5). La zone Euro a en effet mis en place et continue à améliorer tous les dispositifs nécessaires pour régler ces problèmes (6). La gestion des problèmes grec, portugais, irlandais, … se fera donc de manière organisée. Que des investisseurs privés doivent en partie en faire les frais (comme anticipé par LEAP/E2020 avant l'été 2010) (7) n'appartient pas à la catégorie des risques systémiques, n'en déplaisent au Financial Times, au Wall Street Journal et aux experts de Wall Street et de la City qui essayent tous les trois mois de refaire le « coup » de la crise de la zone Euro du début 2010 (8).

En revanche, le Royaume-Uni a complètement raté sa tentative d' « amputation budgétaire préventive» (9). En effet, sous la pression de la rue et notamment des plus de 400.000 Britanniques qui arpentaient les rues de Londres le 26/03/2011 (10), David Cameron est obligé de revoir à la baisse son objectif de réduction des dépenses de santé (un point clé de ses réformes) (11). Parallèlement, l'aventure militaire libyenne l'oblige à revoir également ses objectifs de coupes budgétaires du ministère de la Défense. Nous avions déjà indiqué dans le dernier GEAB que les besoins de financement public britannique continuaient à augmenter, signe de l'inefficacité des mesures annoncées dont la mise en œuvre se révèle très décevante dans la réalité (12). Le seul résultat de la politique du tandem Cameron/Clegg (13) est pour l'instant la rechute de l'économie britannique en récession (14) et l'évident risque d'implosion de la coalition au pouvoir suite au prochain référendum sur la réforme électorale.

Dans ce GEAB N°54, notre équipe s'attache donc à décrire les trois facteurs-clés qui déterminent cette Très Grande Panne globale de l'Automne 2011 et ses conséquences. Parallèlement, nos chercheurs ont entrepris d'anticiper l'évolution de l'opération militaire franco-anglo-américaine en Libye dont nous estimons qu'elle est un puissant accélérateur de la dislocation géopolitique mondiale et qu'elle éclaire utilement certains des changements tectoniques en cours dans les rapports entre grandes puissances mondiales. Outre le GEAB $ Index, nous développons nos recommandations pour faire face aux dangereux trimestres à venir.

Fondamentalement, le processus qui se déroule sous nos yeux, et dont l'entrée des Etats-Unis dans une ère d'austérité (15) est une simple expression budgétaire, n'est que la poursuite de l'apurement des 30.000 milliards d'actifs-fantômes qui avaient envahi le système économique et financier mondial à la fin 2007 (16). Si environ la moitié d'entre eux avaient disparu courant 2009, ils ont été en partie ressuscité depuis cette date par la volonté des grandes banques centrales mondiales et en particulier par la Réserve fédérale US et ses « Quantitative Easings 1 et 2 ». Or, notre équipe estime donc que ce sont 20.000 Milliards de ces actifs-fantômes qui vont s'envoler en fumée à partir de l'Automne 2011, et ce d'une manière très brutale sous l'effet conjugué des trois méga-crises US en gestation accélérée :

. la crise budgétaire, ou comment les Etats-Unis plongent de gré ou de force dans cette austérité sans précédent et vont y entraîner des pans entiers de l'économie et de la finance mondiale
. la crise des Bons du Trésor US, ou comment la Réserve fédérale US atteint le « bout du chemin » entamé en 1913 et doit faire face à sa faillite quel que soit le camouflage comptable choisi
. la crise du Dollar américain, ou comment les soubresauts de la devise US qui vont caractériser l'arrêt du Quantative Easing 2 au second trimestre 2011 seront les prémisses d'une dévaluation massive (de l'ordre de 30% en quelques semaines).

Banques centrales, système bancaire mondial, fonds de pension, multinationales, matières premières, population américaine, économies de la zone Dollar et/ou dépendantes de leurs échanges avec les Etats-Unis (17), … c'est l'ensemble des opérateurs structurellement dépendants de l'économie US (dont le gouvernement, la Fed et le budget fédéral sont devenus les composantes centrales), des actifs libellés en Dollars ou des transactions commerciales en Dollars qui vont subir le choc frontal de 20.000 milliards d'actifs-fantômes disparaissant purement et simplement de leur bilan, de leurs placements ou générant une baisse majeure de leurs revenus réels.

Evolution des transferts d'argent de la part des travailleurs émigrés aux Etats-Unis vers leurs pays d'origine (2009-2011) (premier chiffre : valeur en monnaie nationale au taux du Dollar de fin 2008 / second chiffre : idem au taux du Dollar US fin 2010
Evolution des transferts d'argent de la part des travailleurs émigrés aux Etats-Unis vers leurs pays d'origine (2009-2011) (premier chiffre : valeur en monnaie nationale au taux du Dollar de fin 2008 / second chiffre : idem au taux du Dollar US fin 2010
Autour de ce choc historique de l'Automne 2011, qui marquera l'affirmation définitive des tendances lourdes anticipées par notre équipe dans les précédents GEAB, les grandes catégories d'actifs vont connaître des turbulences majeures exigeant une vigilance accrue de tous les opérateurs soucieux de leurs investissements et placements. En effet, cette triple crise US marquera la vraie sortie du « monde d'après 1945 » qui a vu les Etats-Unis jouer le rôle d'Atlas et sera donc marquée par des chocs et des répliques multiples au cours des trimestres qui suivront.

Par exemple, le Dollar peut connaître à court terme des effets renforçant sa valeur par rapport aux principales devises mondiales (notamment si les taux d'intérêts US s'élèvent très rapidement suite à la fin du Quantitative Easing 2), même si, au-delà de six mois, sa perte de valeur de 30% (par rapport à sa valeur actuelle) est inéluctable. Nous ne pouvons donc que répéter le conseil qui figure en tête de nos recommandations depuis le début de nos travaux sur la crise : dans le cadre d'une crise globale d'ampleur historique comme celle que nous traversons, le seul objectif rationnel pour les investisseurs et les épargnants n'est pas de gagner plus, mais d'essayer de perdre le moins possible.

Cela va être particulièrement vrai pour les trimestres à venir où l'environnement spéculatif va devenir hautement imprévisible sur le court terme. Cette imprévisibilité à court terme tient notamment au fait que les trois crises américaines qui déclencheront la Très Grande Panne mondiale de l'Automne ne sont pas synchrones. Elles sont très étroitement corrélées mais pas de manière linéaire. Et l'une d'entre elles, la crise budgétaire, est directement dépendante de facteurs humains très influents sur le calendrier de son déroulement ; alors que les deux autres (quoi qu'en pensent ceux qui voient dans les responsables de la Fed des dieux ou des diables (18)) sont pour l'essentiel désormais inscrites dans des tendances lourdes où l'action des dirigeants américains est devenue marginale (19).

La crise budgétaire, ou comment les Etats-Unis plongent de gré ou de force dans cette austérité sans précédent et vont y entraîner des pans entiers de l'économie et de la finance mondiale

Les chiffres peuvent donner le tournis : « 6.000 milliards de coupes budgétaires sur dix ans » (20), dit le Républicain Ryan, « 4.000 milliards en douze ans » réplique le déjà-candidat pour 2012 Barack Obama (21), « tout cela est loin de suffire » renchérit l'une des références des Tea Parties, Ron Paul (22). Et de toute façon, sanctionne le FMI, « les Etats-Unis ne sont pas crédibles quand ils parlent de réduire leurs déficits » (23). Cette remarque inhabituellement brutale du FMI, traditionnellement très prudent dans ses critiques concernant les Etats-Unis, est en tous cas particulièrement justifiée au regard du psychodrame qui, pour une poignée de dizaines de milliards de Dollars, a failli faire fermer l'état fédéral faute d'accord entre les deux grands partis. Un scénario qui va d'ailleurs se reproduire prochainement à propos du plafond d'endettement fédéral.

Le FMI ne fait donc qu'exprimer une opinion largement partagée par les créanciers des Etats-Unis : si pour quelques dizaines de milliards USD de réduction des déficits, le système politique américain atteint un tel degré de paralysie, que va-t-il se passer quand dans les mois à venir vont s'imposer des réductions de plusieurs centaines de milliards USD par an ? La guerre civile ? C'est l'opinion en tout cas du nouveau gouverneur de Californie, Jerry Brown (24), qui estime que les Etats-Unis font face une crise de régime identique à celle qui conduisit à la Guerre de Sécession (25).

Evolution comparée des besoins de financement du secteur public aux Etats-Unis (1979 - 2010) (en rouge : public / en bleu : privé) - Source : Agorafinancial, 04/2011
Evolution comparée des besoins de financement du secteur public aux Etats-Unis (1979 - 2010) (en rouge : public / en bleu : privé) - Source : Agorafinancial, 04/2011
Le contexte n'est donc plus à la simple paralysie mais bien à une confrontation tous azimuts entre deux visions de l'avenir du pays. Plus la date des prochaines élections présidentielles va s'approcher (Novembre 2012), plus la confrontation entre les deux camps va s'intensifier et se dérouler au mépris de toute règle de bonne conduite, y compris pour sauvegarder l'intérêt général du pays : « Les dieux rendent fous ceux qu'ils veulent perdre » dit Ulysse dans l'Odyssée. La scène politique washingtonienne va de plus en plus ressembler à un hôpital psychiatrique (26) dans les mois à venir, rendant de plus en plus probable « la décision aberrante ».

Si, pour se rassurer à propos du Dollar et des Bons du Trésor, les experts occidentaux se répètent en boucle que les Chinois seraient fous de se débarrasser de ces actifs dont ils ne feraient ainsi que précipiter la chute de valeur, c'est qu'ils n'ont pas encore compris que c'est de Washington et de ses errements politiques que peut venir la décision qui précipite cette chute. Et Octobre 2012, avec son traditionnel vote du budget annuel, va offrir le moment idéal pour cette tragédie grecque qui, selon notre équipe, n'aura cependant pas de happy ending car ce n'est pas Hollywood mais bien le reste du monde qui va écrire la suite du scénario.

Quoiqu'il en soit, par décision politique choisie, par fermeture du gouvernement fédéral ou par pressions extérieures irrésistibles (27) (taux d'intérêts, FMI + Euroland + BRIC (28)), c'est bien à l'Automne 2011 que le budget fédéral US va se contracter massivement pour la première fois. La poursuite de la récession conjuguée à la fin du Quantative Easing 2 va faire monter les taux d'intérêts et donc accroître considérablement le service de la dette fédérale, sur fond de recettes fiscales en baisse (29) pour cause de rechute dans une forte récession. L'insolvabilité fédérale est désormais au coin de la rue d'après Richard Fisher, le président de la Réserve fédérale de Dallas (30).

La suite dans le GEAB :
. la crise des Bons du Trésor US, ou comment la Réserve fédérale US atteint le « bout du chemin » entamé en 1913 et doit faire face à sa faillite quel que soit le camouflage comptable choisi
. la crise du Dollar américain, ou comment les soubresauts de la devise US qui vont caractériser l'arrêt du Quantative Easing 2 au second trimestre 2011 seront les prémisses d'une dévaluation massive (de l'ordre de 30% en quelques semaines).

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Notes:

(1) Expression américaine désignant le cœur politico-administratif de Washington, situé au sein du périphérique local, la Beltway.

(2) Des coupes sombres dans les budgets de l'action internationale des Etats-Unis aux réductions des programmes sociaux, des organisations publiques et des catégories entières de la population américaine (latinos, pauvres, étudiants, retraités, …) vont être désormais durement affectées par ce qui n'est encore qu'une goutte d'eau dans les ajustements nécessaires. Les protestations populaires commencent avec les étudiants en-tête. Sources : House of Representatives, 13/04/2011 ; Devex, 11/04/2011 ; HuffingtonPost, 13/04/2011 ; Foxnews, 14/04/2011 ; Foxbusiness, 12/04/2011

(3) Le système bancaire mondial (Europe comprise), toujours sous-capitalisé et largement insolvable, est également l'un des éléments de cette Très Grande Panne de l'Automne 2011.

(4) Dans le GEAB N°55, notre équipe présentera ses anticipations sur la question du nucléaire dans le monde, incluant l'utilisation de la méthode d'anticipation politique comme outil d'aide à la décision en la matière.

(5) L'ampleur de la crise budgétaire du Royaume-Uni est infiniment plus grave que ce que racontent les actuels dirigeants britanniques qui se targuent pourtant d'avoir tenu un discours de vérité. Il y a en effet deux moyens de mentir à un peuple : nier l'existence d'un problème (la position du Labour de Gordon Brown) ou bien n'avouer qu'une partie de la vérité (visiblement le choix du tandem Cameron/Clegg). Dans les deux cas, le problème n'est pas résolu. Source : Telegraph, 26/03/2011

(6) Et, à partir de maintenant et de la mise en place définitive de l'Euroland comme principal moteur européen lors du sommet du 11 Mars dernier, les quatre pays qui ne participent pas au pacte « Euroland+ » de stabilisation financière, c'est-à-dire, le Royaume-Uni, la Suède, la Hongrie et la République tchèque seront invités à quitter la salle des sommets lors des discussions sur les questions financières et budgétaires liés au pacte. EUObserver du 29/03/2011 décrit la panique qui a alors saisi les délégations de ces quatre pays dont les dirigeants jouent les fiers à bras devant les médias et dans les discours destinés à leurs opinions publiques respectives, mais qui savent très bien qu'ils sont désormais cantonnés dans un rôle européen de seconde zone.

(7) Source : Irish Times, 22/03/2011

(8) Il faut lire à ce sujet l'article très pertinent et très amusant de Silvi Wadhwa, correspondante Europe de CNBC, qui se moque du discours anti-Euroland et anti-Allemand caricatural de ses collègues des autres médias anglo-saxons ; et qui rappelle fort justement que les différences de situations économiques sont encore plus importantes entre états américains qu'au sein de l'Euroland et que les problèmes d'endettement de la Grèce ou du Portugal ne sont rien comparés à ceux d'un état comme la Californie. Source : CNBC, 12/04/2011

(9) Nous reviendrons plus spécifiquement sur le cas britannique dans le GEAB N°55, tout juste un an après la victoire de la coalition Conservateur/LibDem.

(10) Cette protestation contre les coupes budgétaires constitue la plus importante manifestation à Londres depuis plus de vingt ans et elle a été accompagnée de graves violences « anti-riches » via des attaques contre HSBC, l'hôtel Ritz ou le magasin Fortnum & Mason par exemple. Comme nous l'avons souligné à plusieurs reprises dans le GEAB, il est tout-à-fait significatif de constater que cette manifestation historique au Royaume-Uni n'a pratiquement pas fait la une des médias où elle était devenue invisible 48 heures après son déroulement. Lorsque quelques milliers de citoyens grecs ou portugais manifestent à Athènes ou Lisbonne en revanche, nous avons droit à une avalanche d'images-chocs et de commentaires décrivant des pays au bord du chaos. Ce « deux poids et deux mesures » ne doivent pas tromper l'observateur lucide. D'un côté, il y a de graves difficultés qui sont désormais gérées au sein d'un ensemble puissant, l'Euroland ; de l'autre il y a des difficultés majeures qui ne parviennent plus à être gérées par un pays complètement isolé. Croyez les médias ou bien réfléchissez par vous-même pour deviner la suite ! Source : Guardian, 26/03/2011

(11) Source : Independent, 03/04/2011

(12) D'ailleurs les marchés financiers s'en rendent compte et ne croient plus vraiment au message martial d'austérité du gouvernement britannique, entraînant à nouveau la Livre sterling dans une spirale descendante. Source : CNBC, 12/04/2011

(13) Nick Clegg est devenu le politicien le plus haï du Royaume-Uni pour avoir trahi un à un presque tous ses engagements électoraux. Source : Independent, 10/04/2011

(14) Et de pousser les ménages britanniques dans une perte de pouvoir d'achat similaire uniquement à celle de la crise de l'après-première guerre mondiale en 1921. Source : Telegraph, 11/04/2011

(15) Comme l'ont fait les Européens dès 2010.

(16) Estimation moyenne faite par LEAP/E2020 en 2007/2008.

(17) Au-delà du commerce extérieur traditionnel, le graphique ci-dessous montre l'ampleur de la réduction des transferts dans leurs pays d'origine de la part des travailleurs émigrés aux Etats-Unis, du fait de la baisse du Dollar US. Cette réduction va encore s'amplifier à partir de l'Automne 2011.

(18) Aux Etats-Unis, c'est aujourd'hui la vision diabolique s'est largement imposée dans l'opinion publique, à la différence de 2008 où, au contraire, les responsables de la Fed semblaient être les derniers recours. Ce changement psychologique, comme nous l'avons souligné, n'est pas un détail et contribue fortement à limiter la marge de manœuvre des dirigeants de la Fed. Et ce n'est pas la défaite judiciaire historique de la Banque centrale US, qui a été obligée de dévoiler les destinataires des centaines de milliards de Dollars d'aide distribuées après la crise de Wall Street de 2008, qui va améliorer cette situation, bien au contraire. Une simple anecdote, révélée par le magazine Rollingstone, illustre l'aggravation des griefs du peuple américain contre ses banquiers centraux : au titre des bénéficiaires de ces aides de la Fed, on trouve les femmes de deux grandes figures de Wall Street qui ont créé un instrument sur mesure leur permettant de recevoir 200 millions USD de la Fed pour racheter des créances pourries… les bénéfices leur revenant et les pertes allant à la Fed ! C'est hélas un exemple parmi beaucoup d'autres qui circulent actuellement sur le Net et qui ont brisé, désormais définitivement, le respect du peuple américain pour son institution monétaire de référence. Une situation explosive dans le contexte de la crise actuelle. Source : Rollingstone, 12/04/2011

(19) Le destin du Dollar, comme celui des Bons du Trésor US, est désormais pour l'essentiel dans les mains des opérateurs du reste du monde qui examineront de manière très « clinique » la sortie du Quantitative Easing 2 qui s'impose à la Fed au cours du second trimestre 2011. C'est leur opinion collective (déjà très critique), et non pas la « communication » de la Fed, qui sera décisive.

(20) Source : Politico, 04/04/2011

(21) Source : Boston Herald, 13/04/2011

(22) Source : Huffington Post, 11/04/2011

(23) Et ce d'autant plus qu'ils continuent à battre des records de besoins de financement pour leurs déficits, et que le déficit prévu sur une décennie par les engagements d'Obama se monte à 9.500 milliards USD. D'un côté, il conçoit des politiques qui augmentent le déficit, de l'autre il annonce des objectifs de réduction. Peu crédible en effet. Sources : CNBC, 13/04/2011 ; Washington Post, 18/03/2011

(24) Brown est une personnalité américaine originale qui a une longue expérience politique puisqu'il a déjà été gouverneur de Californie de 1975 à 1983, et deux fois candidats à l'investiture démocrate pour le poste de président des Etats-Unis. Son opinion sur l'état de délabrement du système politique des Etats-Unis n'est donc pas à prendre à la légère. Source : CBS, 10/04/2010

(25) A ceux qui trouvent l'image osée, notre équipe rappelle que l'une des principales causes de la Guerre de Sécession fut la vision irréconciliable de ce que devait être l'état fédéral et son rôle. Aujourd'hui, autour des questions budgétaires, du rôle de la Fed, des dépenses militaires et des dépenses sociales, on voit à nouveau émerger deux visions diamétralement opposées de ce que doit être et faire l'état fédéral, avec son cortège de blocages institutionnels croissants et une ambiance de haine entre forces politiques. Nous en avons déjà donné de nombreuses illustrations dans les GEAB précédents. Source : Americanhistory

(26) Comment qualifier autrement des gens qui, parvenant à peine et à force de crises répétées à couper quelques dizaines de milliards d'un budget, se mettent à annoncer urbi et orbi qu'ils vont couper demain des milliers de milliards de Dollars de ces mêmes budgets ? Des fous ou des menteurs ? Dans tous les cas des inconscients car les contraintes s'accumulent qui exigent dans tous les cas ces réductions de déficits.

(27) Les dettes publiques mondiales sont au plus haut depuis 1945 et, avec 10,8% du PNB, les Etats-Unis sont devenus le premier grand pays en termes de déficit public. Sources : Figaro, 12/04/2011 ; Bloomberg, 12/04/2011

(28) A propos des BRIC (désormais BRICS avec l'Afrique du Sud), il est très intéressant de noter que leur troisième sommet, réuni dans l'île tropicale chinoise de Hainan, bénéficie enfin d'une couverture médiatique significative de la part des médias occidentaux. Nous avons fait partie des premières et des rares publications occidentales à mentionner le premier sommet (à Ekaterinebourg) et à souligner l'importance de l'évènement il y a trois ans mais, jusqu'à présent, la grande presse internationale persistait à considérer les BRICS comme un simple acronyme sans portée géopolitique sérieuse. Visiblement les choses ont changé. D'ailleurs de la Libye au Dollar, le sommet de Hainan s'est clairement positionné en contre-poids aux Etats-Unis et à ses affidés (en l'occurrence de moins en moins nombreux au regard de ce qui se passe en Libye). Concernant le Dollar, les BRICS ont décidé d'accélérer le processus leur permettant d'utiliser leurs propres devises dans leurs échanges : un autre signe que nous nous approchons très rapidement d'un violent choc monétaire. Source : CNBC, 14/04/2011

(29) Ceux qui croient encore à une amélioration de la situation économique américaine, au-delà de l'effet « dopage » du Quantitative Easing 2, devraient s'attarder sur le moral des PME aux Etats-Unis qui recommence à se dégrader fortement et sur la fiction de l'embellie sur l'emploi qui sera brutalement corrigée (même dans les statistiques officielles) à partir de l'été 2011. Et nous renvoyons aux GEAB précédents pour ce qui est de la crise fiscale des états fédérés. Sources : MarketWatch, 12/04/2012 ; New York Post, 12/04/2011

(30) Source : CNBC, 22/03/2011

Vendredi 15 Avril 2011
 
http://www.leap2020.eu/GEAB-N-54-est-disponible-Crise-systemique-globale-Automne-2011-Budget-T-Bonds-Dollar-les-trois-crises-americaines-qui_a6328.html
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