À procura de textos e pretextos, e dos seus contextos.

13/07/2009

La tasa de paro en España duplica a la de la OCDE

La tasa de paro en España, según cifras de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE), se situó en mayo en el 18,7%, siete décimas más que en abril (18%), lo que supone el nivel de desempleo más elevado de los países de la institución.

La tasa de paro de los países de la OCDE aumentó tres décimas en mayo en términos mensuales y 2,4 puntos en términos interanuales hasta situarse en el 8,3% en mayo, según anunció la institución hoy en un comunicado.

En la eurozona, la tasa de paro alcanzó el 9,5% en mayo, dos décimas por encima de abril y 2,1 puntos superior a la de mayo de 2008. En Estados Unidos se situó en el 9,5%, lo que supone un incremento de una décima en términos mensuales y de 3,9 puntos en términos interanuales, mientras que en Japón aumentó dos décimas y 1,2 puntos respectivamente, hasta el 5,2%.

De entre las mayores economías de la zona euro, la tasa de desempleo de Francia fue del 9,3% en mayo, dos décimas más que en el mes anterior y 1,7 puntos por encima de mayo de 2008, mientras que en Alemania, la tasa de paro aumentó tres décimas en términos interanuales y se mantuvo estable respecto a abril en el 7,7%.

Por otra parte, la OCDE también ha publicado hoy un informe elaborado en el que calcula que el consumo privado en España caerá un 4,4% en 2009 y un 1,1% en 2010, frente al descenso del 1,5% en 2009 y el aumento del 0,4% en 2010 del conjunto de países de la OCDE. No obstante, el mayor descenso durante este año del gasto privado en el llamado Club de los países ricos se producirá en Islandia (16,2%), seguido de Irlanda (7,2%), Hungría (6,9%) y México (6,8%), situándose España a continuación en el quinto lugar.

En cambio, tendrán tasas positivas Polonia (4%), Australia (1,3%), República Checa (0,8%), Luxemburgo (0,5%), Alemania (0,4%), Suiza (0,2%), Francia y Austria (ambas con el 0,1%).

El País - 13.07.09

Taxa de desemprego é a 6.ª maior da OCDE

A taxa de desemprego em Portugal é a sexta mais elevada no conjunto dos 30 membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE). Com 9,3 por cento da população activa desempregada em Maio, Portugal está entre os países da OCDE mais afectados pelo desemprego.

A taxa de desemprego na OCDE subiu 0,3 por cento em Maio em comparação com o mês anterior, e 2,4 em termos homólogos, situando-se nos 8,3 por cento, revelou o gabinete de estatísticas da União Europeia.

Este número sobe se forem analisados apenas os dados relativos aos 16 países da Zona Euro, quando em Maio foi registado uma taxa de desemprego de 9,5 por cento. O desemprego na União Europeia dos 27 atingia, no mesmo mês, 8,9 por cento.

A taxa de desemprego em Portugal está, pois, acima da média da União Europeia e da OCDE, encontrando-se no mesmo nível da França (9,3 por cento).

A Espanha bate todos os recordes, com o desemprego a afectar 18,7 por cento da população. Irlanda, Eslováquia, Hungria e EUA são outras economias da OCDE com uma taxa de desemprego superior à de Portugal. Continuam a distinguir-se os desempenhos da Holanda e da Áustria pelo baixo nível de desemprego, de 3,2 por cento e 4,3 por cento, respectivamente.

Na semana passada, o mesmo gabinete tornou público que a economia da Zona Euro registou a maior queda desde 1999, com uma contracção de 2,5 por cento no primeiro trimestre de 2009, face ao anterior. Os países que utilizam a moeda única registaram o seu quarto trimestre consecutivo de queda da actividade.

SIC - 13.07.09

Funcionários do comércio retalhista contra aumento de 1% proposto pelos patrões

Crise agrava situação de empresas de construção

No Algarve e, devido à crise, tem-se agravado a situação das empresas de construção civil. O alerta foi feito, esta segunda-feira, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Sul, onde todos os dias há empresas a fechar portas.

A AECOPS já tinha alertado para a situação no país, mas o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil vem reforçar que a crise no sector, no Algarve, está a fazer sentir-se com maior intensidade.

Todos os dias, micro e pequenas empresas fecham, sendo o sector dos mármores um dos mais afectados.

Henrique Graça, dirigente do Sindicato, revelou à TSF que nas empresas que não fecham, há práticas de lay off ou atrasos no pagamento dos salários, e os projectos PIN anunciados pelo Governo não avançam.

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Sul pede, por isso, mais investimento para a região Sul de Portugal.

Esta segunda-feira, o Instituto Nacional de Estatistica (INE) revelou dados relativos ao sector da construção, onde a produção caiu dois por cento no mês de Maio, enquanto o emprego baixou sete por cento e as remunerações 6,6 pontos percentuais.

TSF - 13.07.09

Porto: 600 empresas fecharam deixando 24 mil sem trabalho

Seiscentas pequenas e médias empresas fecharam no distrito do Porto nos últimos dois anos, lançando para o desemprego 24 mil trabalhadores, disse hoje, no Porto o deputado comunista Jorge Machado.

O deputado falava à Lusa no final de uma reunião com a Direcção da União de Sindicatos do Porto (USP/CGTP), com o objectivo de abordar a situação do emprego no distrito do Porto.

João Torres, da USP/CGTP, referiu também o alastramento do fenómeno dos salários em atraso no distrito.

"Calculamos que só neste distrito a dívida do patronato aos trabalhadores já tenha ultrapassado os 70 milhões de euros", disse aquele responsável.

Quanto ao desemprego no distrito, "as estimativas tanto do PCP como da CGTP indicam que o número oficial, reconhecido pelo IEFP, de 120 mil desempregados não corresponde à realidade e há muito foi ultrapassado".

"Para os serviços governamentais "todos os motivos são bons para retirar um trabalhador, basta que o trabalhador não responda a uma carta", disse Jorge Machado.

O deputado do PCP e João Torres coincidem na análise das causas da presente situação social no distrito, que, no seu entender, é consequência da existência não só da crise económica, mas também de vários outros factores.

Jorge Machado referiu que muitos desses desempregados pertencem ao sector do comércio e serviços e responsabiliza o Governo pela situação, devido à "política desastrosa seguida de permitir a abertura de centros comerciais a torto e a direito, com consequências nefastas para o pequeno comércio local".

Apontou ainda o facto de o distrito ser "o campeão do Rendimento Social de Inserção (RSI). Um terço dos pedidos de RSI a nível nacional vem do distrito do Porto".

Jorge Machado e João Torres referiram ainda a situação decorrente da aplicação do Código de Trabalho, que se tem saldado por "um desrespeito crescente pelos direitos dos trabalhadores".

O deputado comunista acrescentou que "o que se verifica é que o Governo deu rédea solta ao patronato na aplicação do Código de Trabalho, quando devia exactamente ter dado o sinal contrário".

"Verifica-se uma desregulamentação dos horários de trabalho, com constantes situações de abuso, havendo muitos casos em que a alteração do horário de entrada muda diariamente, com consequências negativas para a vida familiar dos trabalhadores", disse Jorge Machado.

D.N. - 13.07.09

Portugal com mais 4 mil no desemprego em Maio

Há 514 mil pessoas desempregadas em Portugal, segundo os dados divulgados hoje pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). Em Maio, mais quatro mil pessoas ficaram sem emprego, mas a taxa de desemprego manteve-se nos 9,3%, valor semelhante registado em Abril.

Portugal continua ter uma taxa de desemprego superior à média da OCDE, apesar de o valor global dos países membros continuar a subir: 8,3% em Maio (quase 44,56 milhões de pessoas) contra 8,0 em Abril, 7,8 em Março, 7,5 em Fevereiro e 7,2 em Janeiro.

Estes valores são ainda mais altos quando considerados apenas os países da União Europeia com o euro como moeda (9,5%, 15 milhões de pessoas).

No principal cliente das exportações portuguesas, a Alemanha, a taxa fixou-se nos 7,7% (3,322 milhões de pessoas) e em Espanha continua a subir, estando agora nos 18,7 (4,386 milhões).

D.N. - 13.07.09

Comunicado da OCDE; Estatísticas de desemprego actualizadas - OCDE

L’utilitarisme comme représentation sociale du lien humain

Christian Laval

« Comment se fait-il que la représentation de l’homme propre à l’utilitarisme, aussi massivement démentie soit-elle par toutes les enquêtes historiques et anthropologiques sur les sociétés humaines dont nous disposons aujourd’hui, soit encore si puissamment défendue et connaisse même une telle expansion dans les sciences humaines et sociales ? De quelle nature est cette représentation diffuse dont nous parlons pour s’assurer une telle puissance ? Pour répondre à cette question, Christian Laval en appelle notamment à Louis Dumont et ses travaux sur l’idéologie moderne en liant ses deux pôles économiques et individualistes. L’homo oeconomicus et l’utilitarisme seraient suivant cette lecture la structure mentale de nos sociétés, son évidence, voire la religion non explicitée mais sous-tendant nos sociétés occidentales. La religion, écrivait en cela Hegel, « est le lieu où un peuple se donne la définition de ce qu’il tient pour le Vrai ». F. G. -
Christian Laval, « L’utilitarisme comme représentation sociale du lien humain », Revue du MAUSS permanente, 6 juillet 2009 [en ligne]. http://www.journaldumauss.net/spip.php?article529

Une transmission discrète et fragmentaire. De l’histoire migratoire dans les familles maghrébines

Sonia Tebbakh

La transmission de la mémoire migratoire est un processus difficile à cerner et il l’est d’autant plus en milieu maghrébin. Ceci tout d’abord, parce que cette mémoire renferme une expérience de l’exil complexe et parfois douloureuse. Ensuite, le fonctionnement de la famille immigrée et les relations existantes entre les parents porteurs de mémoire et les descendants héritiers de celle-ci créent des conditions de transferts mémoriels originales. Malgré cela, l’histoire migratoire circule, se diffuse, dans des conditions parfois compromises mais jamais impossibles; et la mémoire migratoire (re)construite est alors une mémoire référentielle et participe ainsi à la reproduction des manières d’être plus qu’à la survivance d’un récit des origines. Incomplets, fragmentaires, les souvenirs permettent aussi d’engager une démarche de réflexivité sur le passé, de mieux appréhender le présent et de ne pas reproduire les erreurs d’hier. Alors que la France s’est engagée récemment dans un bouillonnement mémoriel autour du passé colonial, le discours des descendants d’immigrés maghrébins montrent effectivement que si l’histoire migratoire connaît quelques difficultés à se reconstruire et se transmettre, elle existe et ses effets traumatiques ne sont pas systématiques. Les individus récepteurs de cette mémoire en appellent davantage à une reconnaissance publique de la mémoire migratoire afin de ne pas reproduire la relégation, l’exclusion et le racisme vécus par les parents.
Sonia Tebbakh, « Une transmission discrète et fragmentaire. De l’histoire migratoire dans les familles maghrébines », Temporalités [En ligne], 6/7 | 2007, mis en ligne le 08 juillet 2009, Consulté le 13 juillet 2009. URL : http://temporalites.revues.org/index200.html
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