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28/07/2009

Especialistas continuam a receitar os medicamentos mais caros

Associação de Defesa do Consumidor revela que se os portugueses trocassem os 60 remédios mais comercializados por genéricos, poupança seria de 74 milhões de euros.

Se os utentes portugueses trocarem ao longo deste ano o leque de 60 medicamentos mais comercializados por opções mais baratas, como é o caso dos genéricos, a poupança pode ser superior a 74 milhões de euros.

No entanto, os pacientes não serão os únicos a ganhar com esta mudança de comportamento. Também o Serviço Nacional de Saúde poderia economizar 26 milhões de euros. Ou seja, a poupança ultrapassaria os 101 milhões de euros anuais, revela a DECO.

A Associação de Defesa do Consumidor dá um exemplo prático: se este ano os portugueses substituírem o antidiabético Risidon - que foi o 7º medicamento mais vendido em 2008 - pelas alternativas mais baratas e comprarem, pelo menos, tantas embalagens como no ano passado, «mais de três milhões de euros ficam nas carteiras. Já o Estado gasta menos 178 mil euros na comparticipação».

Recorde-se que para mais de um terço dos 150 medicamentos mais consumidos há um ou mais genéricos. A variedade é agora muita, comparada com o que a DECO verificou no último estudo sobre as diferenças de preço entre os mais vendidos e os mais baratos, em 2001.

Contudo, «os médicos ainda prescrevem os medicamentos mais caros em 56% dos casos», segundo dados do Infarmed.

Destak.pt - 28.07.09

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