À procura de textos e pretextos, e dos seus contextos.

28/11/2011

CGTP avança com semana de luta entre 12 e 17 de dezembro

O protesto decorrerá em todo o país, com ações que serão definidas por cada setor e região.
"Trata-se de continuar pelos objetivos da greve geral", disse o secretário-geral da CGTP em conferência de imprensa, prometendo que central sindical desencadeará "todas as formas de luta possíveis e apoiará os trabalhadores para não permitir abusos de imposição do aumento do horário de trabalho".

http://noticias.sapo.pt/economia/artigo/cgtp-avanca-com-semana-de-luta-entre-12-e-17-de-dezembro_13413433.html

Sector dos transportes vai cortar dois mil empregos em 2012

As empresas de transportes públicos Carris, Metro de Lisboa, CP e EMEF vão perder cerca de dois mil trabalhadores, em 2012, no âmbito do programa de reestruturação do sector dos transportes. No total, as quatro companhias irão perder um quarto dos trabalhadores, apurou o SOL.
O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro, têm dito que os planos para a redução de trabalhadores irão depender da melhoria operacional atingida pelas empresas até ao final do ano, mas o SOL sabe que algumas já definiram as suas metas.
Caso os objectivos não sejam alcançados através de rescisões de contrato, as empresas podem avançar com despedimentos. «Admito todos os cenários», disse, em entrevista ao SOL, publicada há duas semanas, o secretário de Estado dos Transportes.
A reestruturação está prestes a sentir-se em força nas maiores operadoras de transportes públicos da capital. A Carris e o Metro de Lisboa irão perder cerca de mil trabalhadores no âmbito da fusão prevista para 2012.
O conselho de administração da Carris aprovou planos para reduzir 635 trabalhadores e iniciou, em Outubro, contactos para efectuar rescisões de contratos com os colaboradores há mais anos na empresa. Desde motoristas aos serviços, todos os departamentos serão afectados. «Não são oportunos comentários, neste momento», disse fonte oficial da Carris.
Os despedimentos serão faseados, sendo que a maioria (582) está reservada para 2012. No último trimestre deste ano, segundo as estimativas da Carris enviadas ao SOL, 53 trabalhadores irão abandonar a empresa. O SOL sabe que mais de 40 colaboradores já aceitaram também sair. «São pessoas com a corda na garganta», diz um dos trabalhadores.
Os cortes irão provocar a paralisação de 90 dos actuais 690 autocarros ao serviço da Carris, que prepara assim a fusão anunciada com a empresa liderada por Cardoso dos Reis.
O Metro de Lisboa, por seu lado, sofrerá uma redução de 22% no número de trabalhadores, de 1.664 para 1.300. A administração «tem efectuado alguns contactos com colaboradores mais velhos para estes se reformarem», disse ao SOL um elemento da comissão de trabalhadores. Contudo, o plano que levará à redução de mais de 350 trabalhadores só será colocado em marcha no próximo ano. «Temos consciência de que a fusão levará à dispensa de trabalhadores», refere a mesma fonte.
O maior número de colaboradores irá sair da CP – Comboios de Portugal. A empresa quer cortar 725 postos de trabalho em 2012, naquele que será o maior corte de sempre da última década transportadora. A CP irá alcançará uma dispensa total de 938 trabalhadores em dois anos, ou seja, 30% do efectivo. O Governo vai retirar 450 Km de via férrea à operação da CP, segundo o Plano Estratégico dos Transportes, baixando as necessidades de pessoal da empresa.
«O número deve ser ainda superior», diz ao SOL o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, José Manuel Oliveira,
A redução da actividade da CP tem efeitos em todo o sector. A EMEF, empresa do grupo CP, está a avaliar o encerramento das operações no Barreiro e em Guifões, no Porto, já no primeiro trimestre de 2012. O fecho das oficinas do Barreiro será total, deixando sem trabalho cerca de 250 trabalhadores. Já o corte em Guifões será parcial, sendo que a EMEF vai manter a secção dedicada à manutenção de comboios do Metro do Porto, fechando a parte dedicada às composições da CP. Cerca de 70 trabalhadores terão de sair.
Serão 320 trabalhadores a menos na EMEF, do total de 1.486 existentes no final do ano passado, segundo o relatório e contas de 2010, ou seja, 22% dos efectivos.
À excepção da Carris, as restantes empresas não responderam ao SOL em tempo útil.

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=34944

O aumento dos horários de trabalho não passará

Conferência de Imprensa
Conclusões da reunião do CN da CGTP-IN
O aumento dos horários de trabalho não passará. Não aceitamos trabalhar mais e receber menos. Esta proposta do governo significará a curto prazo mais desemprego, uma forte redução dos salários e mais exploração. Esta proposta do governo implicará menos receitas para o Estado e menor contribuição para a Segurança Social. Esta proposta desrespeita a contratação colectiva e é uma violação grosseira da lei.
A CGTP-IN e o movimento sindical não deixarão de lutar com todas as suas forças contra estas medidas e de mobilizar, com todos os meios ao seu dispor, os trabalhadores para que não aceitem esta violação da lei e o trabalho forçado que nos querem impor.


http://www.cgtp.pt/index.php

27/11/2011

"Vos Papiers (s’il vous plait)!" - Témoignage

Photo "Stop le contrôle au faciès"

Le collectif Contre le contrôle 
au faciès vient de lancer une campagne contre les contrôles d'identité abusifs. Un numéro 
de téléphone a été créé 
pour récolter 
des témoignages, des têtes d'affiche du rap français parlent dans des vidéos diffusées sur Internet de leurs premiers contrôles au faciès, des gens de quartiers populaires ofnt de même dans une série de photos.
Gilles Sokoudjou, 34 ans, est le nouveau président des Indivisibles depuis janvier 2011, qui fait partie du collectif Contre le contrôle au faciès. Les Indivisibles , qui organisent les "Y'a bon Awards", remise de prix des propos le plus racistes, sont un groupe de militants dont le but est de déconstruire, notamment grâce à l’humour et l’ironie, les préjugés ethno-raciaux et en premier lieu, celui qui nie ou dévalorise l’identité française des Français non-Blancs. Gilles Sokoudjou nous explique la lutte contre les discriminations policières.
"Vos papiers (s'il vous plaît). C’est une formule mainte et mainte fois entendue, de trop nombreuses fois répétée, et qui suscite colère, énervement et humiliation.
« La colère » de se voir « choisi », interpellé, mis à l’écart et fouillé, désigné telle une bête sortant du lot pour des raisons que l’on ne vous avouera pas. « L’énervement », car toute tentative d’explication est vaine, le contrôle d’identité est normal, banal, vous êtes sélectionné et vous devez considérer que les agents des forces de l’ordre effectuent leur travail, comme vous …à la limite vous devez être flatté de cette marque de considération que la police vous porte, le contrôle est gratifiant, votre couleur de peau et/ou votre faciès remarquables méritent que l’on s’y attarde afin de vérifier si la photo disposée sur vos pièces d’identité (que vous devez en permanence avoir en votre possession ), n’a pas eu besoin d’une petite retouche Photoshop …
Attention : toute tentative de considérer l’auteur(e) de ce contrôle comme ayant un comportement raciste restera vouée à l’échec depuis que la hiérarchie policière a adapté ses pratiques : les policiers blancs contrôles les blancs, les policiers noirs contrôlent les noirs, les policiers maghrébins contrôles les maghrébins, ces deux dernières catégories pouvant intervertir, il sera inutile de jouer la « race card » !
« L’humiliation » de se voir mettre sur le côté, de voir l’indifférence avec laquelle vos concitoyens considèrent cette situation comme normale, au pire nécessaire car vous représentez finalement une menace. Ce n’est pas moi qui le dis, ce sont les chroniqueurs, journalistes, politiques qui affirment qu’un jeune homme noir ou maghrébin est un délinquant en puissance. Alors, le contrôle d’identité voyez-vous, il est in-dis-pen-sable au bon fonctionnement de notre démocratie …
Pour couronner le tout, les courageux citoyens contrôlés qui, habités de ces sentiments et fermement décidés de s’y opposer s’en tirent au mieux avec une convocation chez le juge pour outrage (l’arme anti-contestation) et au pire en y laissant la vie … Les chiffres sont éloquents, les individus décédés à la suite d’une bavure policière dans le cadre d’un contrôle d’identité sont tous issus d’une minorité.

Contrôle motivé par l'apparence d'un individu
La pratique du contrôle au faciès, c’est à dire du contrôle d’identité motivé par l’apparence d’un individu, est ressentie par les citoyens et résidents français depuis longtemps comme une injustice dégradante et humiliante. Les jeunes noirs sont contrôlés 6 fois plus que des jeunes blancs, des jeunes citoyens supposés d’origine maghrébine sont contrôlés 7,8 fois plus que des jeunes blancs, les jeunes typés selon un code vestimentaire « rasta / hard rock / hip-hop / … » sont contrôlées 11,4 fois plus que les autres. 
Ces chiffres émanant d’un rapport rédigé sur la base d’une étude du CNRS et du CESDIP datant de 2009, ne font que renforcer ce que des millions de citoyens vivent au quotidien : une discrimination en raison de sa couleur de peau, de ses origines réelles ou supposées, de son style vestimentaire. Des contrôles d’identité répétés plusieurs fois par jour, par semaine ou par mois, vécus aussi comme "normaux" par les plus jeunes qui soit y sont habitués et donc ne les contestent plus, soit ignorent l'encadrement législatif strict de ceux-ci.
Le rapport « Police - Minorités Visibles » de l’Open Society Justice Initiative indique que le contrôle au faciès, pratique illégale, abusive et arbitraire du contrôle d’identité est en plus inefficace car ne permettant pas de résultats probants en matière d’arrestations ou de garde à vues. Mais que fait la police des polices ??
L’égalité de toutes et de tous se trouve donc être allègrement bafouée par les pratiques policières remettant en cause la citoyenneté de toute personne contrôlée en raison de son faciès. Il y’a d’un côté les « d’origine » et de l’autre côté, les blancs : le mythe de la France Black-Blanc-Beur n’est bel et bien qu’un slogan ne passant pas les barrages policiers. Pratique inefficace et discriminatoire empreinte de racisme, des résultats quasi nuls, n’en jetez plus, dans bien d’autres démocraties le sujet aurait été mis sur la table pour qu’un changement profond soit opéré ou qu’à minima on reconnaisse aux victimes le droit de se plaindre.
Les Indivisibles et le collectif « Stop Le Contrôle Au Faciès » luttent pour promouvoir une pratique du contrôle d’identité respectueuse des droits de chacun. L’organisation samedi 30 octobre 2011 d’un happening en plein Paris devant la fontaine des « Innocents » est l’illustration de ce que nous mettons en œuvre afin de proposer d’autres alternatives:
  • La promotion d’une politique de remise d’attestation ou de reçu du contrôle à la personne contrôlée par l’agent effectuant le contrôle,
  • La modification dans le cadre de la loi, afin que l’article 78.2 du code pénal permette un recours en cas de discrimination,
  • La diffusion d’un numéro de téléphone (07 60 19 33 81) permettant l’envoi d’un SMS avec comme texte « contrôle » pour étudier la possibilité d’une action en justice pour les citoyens contrôlés au « faciès ».
En attendant que ces dispositions législatives puissent être instaurées au plus vite, nous vous proposons de découvrir la série « Mon premier contrôle d’identité » (à voir ici) avec des artistes, chanteurs, acteurs, personnalités de la société civile narrant leur premier contrôle d’identité qui peut très bien être leur pire… Un excellent moyen pour inciter les victimes de ces sombres "coutumes" à rejoindre ce mouvement en composant le numéro indiqué plus haut en cas de contrôle où au moins un des sentiments décrit plus haut est présent …

http://www.humanite.fr/societe/vos-papiers-s%E2%80%99il-vous-plait-temoignage-484441

Souriez, vous êtes audio-vidéosurveillés !

"Circulez, vous êtes filmés" : la banalisation de la vidéosurveillance nous a habitué à être de plus en plus (vidéo)surveillés. Le conseil municipal d'Oxford (153 900 habitants, dont plus de 30 000 étudiants, plus 9 millions de touristes par an), en Grande-Bretagne, a de son côté décidé que tout ce que vous pourriez déclarer, dans un taxi, pourrait aussi être retenu contre vous.
Il veut en effet imposer à ses 662 taxis l'installation de systèmes de vidéosurveillance enregistrant, non seulement l'image, mais également le son, de ceux qui prennent un taxi, et d'archiver le tout pendant 28 jours, au cas où la police voudrait savoir ce qui s'y est passé, et ce que les gens s'y sont dit. Depuis le moment où le moteur du taxi a démarré jusqu'à 30 minutes après son extinction...
Cette obligation, souligne l'ONG Big Brother Watch, va pourtant à l'encontre des préconisations de l'Information Commissioners Office (ICO, la CNIL britannique) :
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http://bugbrother.blog.lemonde.fr/

Remarques sur la situation radiologique dans l’environnement des sites miniers uranifères exploités par SOMAÏR et COMINAK (filiales d’AREVA) au Nord du NIGER

Les sociétés SOMAÏR et COMINAK, filiales du groupe AREVA, exploitent des gisements d’uranium au nord du Niger à proximité des cités d’ARLIT et AKOKAN.
Dans le cadre d’une mission effectuée en novembre 2009, une équipe de GREENPEACE International a effectué des mesures radiamétriques in situ, des prélèvements d’échantillons et a pu recueillir un certain nombre de documents fournis par les entreprises. L’objectif de cette mission était d’effectuer une évaluation de l’évolution de la situation radiologique dans l’environnement des sites industriels exploités par les sociétés SOMAÏR et COMINAK. - Remarques sur la situation radiologique dans l’environnement des sites miniers uranifères exploités par SOMAÏR et COMINAK
(filiales d’AREVA) au Nord du NIGER

http://www.criirad.org/actualites/dossiers2005/niger/somniger.html 

La médecine chinoise dans la pratique médicale en France et en Italie, de 1930 à nos jours. Représentations, réception, tentatives d'intégration

Lucia Candelise - CECMC - Centre d'études sur la Chine moderne et contemporaine - SPHERE - Sciences, Philosophie, histoire

Dans ma thèse intitulée La médecine chinoise dans la pratique médicale en France et en Italie, de 1930 à nos jours. Représentations, réception, tentatives d'intégration je montre de quelle manière la médecine chinoise a pu trouver une place dans le milieu médical occidental contemporain. Pour cela j'ai choisi de donner à mon travail une approche comparative en prenant l'Italie et la France comme objet d'études du contexte européen. Dans la première partie, je retrace l'histoire de la diffusion de la médecine chinoise en France et en Italie depuis son apparition dans ces deux pays au XXe siècle. J'étudie plus précisément l'apparition de l'acupuncture en France à partir des années 1930 jusqu'à nos jours en décrivant la naissance et l'évolution des principales sociétés d'acupuncture et de médecine chinoise françaises, leurs activités d'enseignement et leurs démarches pour une reconnaissance de cette pratique de soin au sein du milieu médical conventionnel. Je m'attache aussi à décrire les œuvres des principales personnalités, souvent des médecins acupuncteurs, qui ont participé à la diffusion de la médecine chinoise et de l'acupuncture dans l'hexagone. Dans ma deuxième partie, je décris la situation de la médecine chinoise en Italie et son évolution depuis les années 1970. Je montre comment la pratique de l'acupuncture dans ce pays a été influencé par l'enseignement et le savoir médical venant de France jusqu'aux années 1990 et comment elle s'est ensuite petit à petit démarquée de l'acupuncture française pour s'ouvrir à d'autres références venant directement de Chine, d'Angleterre et des États-Unis. Dans ma troisième partie, je combine les données quantitatives que j'ai recueillies avec mes sources qualitatives pour mettre en place une véritable comparaison entre les situations observées en France et en Italie. J'ai en effet étudié année par année les écoles françaises et italiennes et y ai relevé le nombre des médecins inscrits puis j'ai confronté ces données aux statistiques nationales d'évolution des inscrits dans les facultés de médecine. J'ai aussi utilisé des données quantitatives venant des fédérations nationales des acupuncteurs pour les confronter au nombre des médecins en exercice. Pour ce qui est de mes sources qualitatives, j'ai utilisé les résultats de mon enquête par questionnaires, que j'ai analysés selon la Grounded theory formulée par Anselm Strauss , les entretiens avec des médecins acupuncteurs, des responsables des services hospitaliers et des responsables au niveau régional des projets de diffusion de la médecine chinoise (soit en tout quarante-trois entretiens en Italie et trente en France) et enfin mon travail de terrain dans cinq hôpitaux français et italiens (quatre hôpitaux français et un hôpital universitaire italien). Dans cette partie je m'attache à montrer comment l'acupuncture et la médecine chinoise sont perçues en France, principalement par les praticiens eux-mêmes et en quoi cette conception diffère de celle des médecins praticiens italiens. La quatrième partie de ma recherche porte sur le travail de terrain mené auprès des médecins acupuncteurs dans cinq hôpitaux français et italiens. J'ai consacré ces cas d'études à l'observation et l'analyse de différentes situations d'exercice de l'acupuncture dans des milieux de soin publics où la médecine conventionnelle est largement dominante. Mon but était de montrer comment l'acupuncture peut être intégrée dans le contexte médical orthodoxe et les difficultés rencontrées par les médecins la pratiquant de porter leur exercice dans un milieu médical conventionnel. - 1-text.pdf

http://tel.archives-ouvertes.fr/tel-00643428/fr/

Dor: Um em cada quatro portugueses não segue tratamento por falta de dinheiro - estudo

Segundo o estudo, a que a Lusa teve acesso, os doentes queixam-se da rápida perda de eficácia dos fármacos prescritos, sublinhando o custo elevado do tratamento, que ronda os 77 euros/mês, a que se junta muitas vezes a despesa com o transporte até à unidade de saúde ou hospital e o preço das consultas privadas.
Ainda assim, mais de metade (seis em cada 10) dos inquiridos disseram ter seguido o tratamento para a dor no último ano.

http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/um-em-cada-quatro-portugueses-nao-segue-tratamento-por-falta-de-dinheiro-estudo_13403414.html
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