Em Conferência de Imprensa conjunta, os Secretários-gerais da CGTP-IN e da UGT apresentaram o balanço da Greve Geral. Foi a maior Greve Geral de sempre. Trabalhadores, dos sectores público e privado, identificados com os objectivos da luta e empenhados na procura de alternativas e na construção de um projecto para o país, demonstraram hoje a sua indignação e o seu protesto pelo brutal ataque que o governo e agentes estrangeiros estão a fazer aos seus direitos, à democracia e à liberdade.
À procura de textos e pretextos, e dos seus contextos.
24/11/2011
Jornada de reflexão ao almoço com adesão superior a 80 por cento -- Sargentos
A Associação Nacional de Sargentos (ANS) afirmou hoje que o seu apelo para uma jornada de reflexão ao almoço teve uma adesão "superior a 80 por cento", com níveis elevados principalmente no "centro e norte do país".
"Os dados que nos vêm chegando são interessantes e verifica-se um nível de adesão de resposta ao nosso apelo superior a 80 por cento, havendo unidades que responderam a 100 por cento", disse à agência Lusa o presidente da ANS, Lima Coelho.
O militar considerou que este nível de adesão revela que "há uma grande preocupação" relativamente aos cortes previstos para a Defesa em 2012 e que "os sargentos quiseram dar um sinal claro ao poder político".
Trabalhadores gregos solidários com greve portuguesa
Sindicato da função pública grega agendou paralisação de duas horas para hoje. Em Atenas, embaixada portuguesa recebeu manifesto dos gregos.
Os protestos gregos contra as medidas de austeridade no país passaram hoje por Portugal. Os sindicatos da função pública grega marcaram para o fim da tarde uma paralisação de duas horas.
Em Atenas, um conjunto de trabalhadores esteve também na embaixada portuguesa, onde entregaram um manifesto. O responsável pela confederação de sindicatos ADEDY explica que a ideia foi “expressar a solidariedade para com os colegas portugueses que hoje estão em greve”.
“Todos sabemos aqui que Portugal está também numa situação muito difícil. É muito semelhante à da Grécia, com a crise económica. Todos sabemos da crise social em Portugal”, acrescentou.
Na Grécia, o dia tem sido marcado por alguns confrontos entre polícia e trabalhadores da maior produtora de energia do país. Segundo o porta-voz da polícia grega, 15 pessoas foram detidas.
A "troika" volta à Grécia a 12 de Dezembro, uma deslocação que acontecerá quatro dias depois do parlamento grego aprovar o orçamento, que prevê medidas de austeridade.
Operários católicos consideram que a greve é para pedir equidade
Reformas feitas até agora pelo Governo "apenas servem para fragilizar os trabalhadores", considera Fátima Almeida.
A greve serve também para mostrar que os trabalhadores "não têm de ser os únicos a sofrer" com as medidas de austeridade, afirma a Liga dos Operários Católicos (LOC).
Fátima Almeida, coordenadora nacional da LOC, considera que é necessária mais equidade na distribuição dos sacrifícios.
"Em termos de grandes empresas, não se sente que estejam a ser afectados por estas medidas. Queremos que as medidas sejam divididas por todos, que sejam mais equitativas. Esta greve tem este sentido, de mostrar que os trabalhadores também sentem, que querem ser solidários, mas que não querem sofrer na pele deles as medidas de austeridade”, argumenta Fátima Almeida.
A Liga Operaria Católica está preocupada com o aumento dos pedidos de ajuda das famílias. Por isso, deixa um apelo ao Governo.
“Espero que o Governo aceite dialogar e rever algumas das posições que tem assumido. Sentimos o crescimento da pobreza, das dificuldades, sentimos as pessoas a ficarem frustradas, porque não conseguem ter rendimentos para viver. O desemprego vai aumentar, sentimos que todas as medidas de austeridade que aparecem - redução do horário de trabalho, cortes de salários, cortes nos direitos de despedimento - são para fragilizar a vida dos trabalhadores”, conclui a dirigente.
Fátima Almeida, coordenadora nacional da LOC, considera que é necessária mais equidade na distribuição dos sacrifícios.
"Em termos de grandes empresas, não se sente que estejam a ser afectados por estas medidas. Queremos que as medidas sejam divididas por todos, que sejam mais equitativas. Esta greve tem este sentido, de mostrar que os trabalhadores também sentem, que querem ser solidários, mas que não querem sofrer na pele deles as medidas de austeridade”, argumenta Fátima Almeida.
A Liga Operaria Católica está preocupada com o aumento dos pedidos de ajuda das famílias. Por isso, deixa um apelo ao Governo.
“Espero que o Governo aceite dialogar e rever algumas das posições que tem assumido. Sentimos o crescimento da pobreza, das dificuldades, sentimos as pessoas a ficarem frustradas, porque não conseguem ter rendimentos para viver. O desemprego vai aumentar, sentimos que todas as medidas de austeridade que aparecem - redução do horário de trabalho, cortes de salários, cortes nos direitos de despedimento - são para fragilizar a vida dos trabalhadores”, conclui a dirigente.
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