À procura de textos e pretextos, e dos seus contextos.

17/12/2010

Consultor para a privatização dos suburbanos ganha 250 mil euros

A administração da CP decidiu seleccionar "com carácter de urgência" um consultor para estudar a subconcessão da exploração das linhas suburbanas de Lisboa e do Porto.

A empresa dá sequência às directivas do Governo para que, até ao fim de 2011, sejam lançados "procedimentos pré-contratuais" para atribuir a empresas privadas aquelas linhas.

A deliberação da CP atribui um valor de referência de 250 mil euros a pagar a "um consultor com efectiva experiência internacional na matéria", que terá dois meses para realizar os trabalhos. Os administradores referem o "apertado calendário pretendido pelo Governo" e o facto de a empresa não dispor internamente das competências necessárias para a realização de tal tarefa como motivos para o ajuste directo.

O consultor escolhido deverá apresentar modelos alternativos de subconcessão do serviço ferroviário tendo em conta a duração do contrato, as compensações financeiras, cedência dos comboios, afectação do pessoal e contratação da manutenção.

Deverão ficar ainda definidos os modelos de exploração possíveis a que os concessionários ficarão vinculados, nomeadamente ao nível de tarifário, horários, tempos de viagem e padrões de segurança e conforto.

Actualmente, só existe um concessionário privado na ferrovia portuguesa - a Fertagus, que explora os suburbanos de Lisboa a Setúbal e que propôs-se prescindir de subsídios do Estado a partir de 2011. O tarifário naquela linha é mais elevado, sendo frequente ouvirem-se responsáveis da CP dizer que, em idênticas condições às da Fertagus, a CP Lisboa também não daria prejuízo.


http://economia.publico.pt/Noticia/consultor-para-a-privatizacao-dos-suburbanos-ganha-250-mil-euros_1471402

Adesão de quase 100% à greve na PJ

Os responsáveis pela investigação criminal da Polícia Judiciária (PJ) fazem um balanço "muito positivo" da greve que iniciaram quarta-feira, avançando com uma adesão próxima dos 100%. De acordo com Carlos Faria, da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC/PJ), a adesão "não chega aos 100%, mas não anda longe". Entretanto, o ministro da Justiça, Alberto Martins, disse estar esperançado em alcançar um "resultado positivo" no processo negocial com a ASFIC/PJ. Os sindicatos não compreendem. "Como é que pode estar à espera de um resultado positivo se não nos foi apresentada nenhuma proposta?", questiona Carlos Faria. O protesto decorre todos os dias úteis entre as 17.30 e as 09.00 e aos fins-de-semana e feriados, até dia 15 de Janeiro.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1737026

A actividade económica a abrandar

A actividade económica cresceu 0,3 por cento em Novembro, o sexto mês consecutivo de abrandamento, enquanto o consumo privado regista primeiro valor negativo do ano.
 
Nos indicadores de conjuntura, divulgados esta sexta-feira, o Banco de Portugal aponta para um crescimento em termos homólogos de 0,3 por cento do indicador que mede a actividade económica, um abrandamento desde o pique anual de 1,6 por cento registado em maio.
   
O indicador que mede o sentimento económico também revelou um decréscimo, de 90,7 para 88,5 pontos, sendo já o segundo mês consecutivo de redução neste indicador, apesar da sua maior volatilidade.
   
O consumo privado apresenta por sua vez uma diminuição (em termos homólogos) de 0,4 por cento, o primeiro registado em 2010, e mesmo o único nos três meses disponíveis neste boletim.
   
A tendência é a mesma no que diz respeito ao indicador que mede a confiança dos consumidores, que agrava os valores negativos que já registava em Outubro (-50) no mês de Novembro (-51).

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1737463

Bispo acusa gestores formados na Católica de ferocidade

O bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, admite que os gestores formados pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) não seguem a doutrina social da Igreja e professam, nas empresas, um tipo de gestão feroz na dimensão humanista.
Falando na tertúlia "125 minutos com...", na noite de quinta feira, no Casino da Figueira da Foz, após ter sido questionado pela anfitriã, Fátima Campos Ferreira, sobre se a doutrina social da Igreja não é aplicada no curso de Gestão da UCP, D. Carlos Azevedo respondeu: "Pelos vistos [não]. Há uma cadeira, mas é capaz de ser uma cadeira um bocadinho isolada do resto das matérias."
Para o bispo, "foram dados Prémios Nobel de Economia a gente que defendeu as teorias que agora são a causa da nossa desgraça" e "portanto, não admira que também possa ser admirado e apreciado um certo tipo de gestão selvagem", disse D. Carlos Azevedo, argumentando que "nem sempre o prémio Nobel é razão de apreço ético quanto às consequências do futuro".
Fátima Campos Ferreira lembrou que a UCP "é considerada uma das melhores escolas de Gestão da Europa, está nos rankings de topo" e D. Carlos Azevedo respondeu, argumentando que "nós estamos a ver, neste momento, que esse tipo de Gestão não tem em conta a globalidade do desenvolvimento, não tem em conta o desenvolvimento integral, tem em conta apenas o lucro".
"E, de facto, as empresas, quando contratam esses gestores, exploram ao máximo, despedem quanto é preciso. São ferozes em dimensões humanistas, não é esse tipo de gestores que respeitam a doutrina social da Igreja", declarou. 

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1737371

Mais 4,4% de desempregados em Novembro face a 2009

O desemprego registado em Novembro foi 4,4% superior ao mesmo mês em 2009, de acordo com a informação mensal publicada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). De Outubro para Novembro, inscreveram-se menos 0,7% de pessoas nos centros de emprego. Neste momento, estão registados 546.926 desempregados.
"O número de desempregados inscritos [em Novembro] teve uma quebra de 0,7%, face ao mês anterior, e um aumento de 4,4%, quando comparado com Novembro de 2009. Apesar de se manter a subida do desemprego em termos anuais homólogos, continua a assistir-se à desaceleração clara do seu crescimento", referiu a nota do IEFP, com os dados de desempregados inscritos nos centros de emprego em Novembro.
Ao longo do mês de Novembro inscreveram-se nos centros de emprego 57.251 trabalhadores desempregados, número inferior em 6,5% ao verificado no mês homólogo de 2009 e superior, em 0,8%, ao verificado no mês anterior, notou o IEFP. Segundo o organismo, o desemprego subiu em ambos os géneros face a Novembro de 2009, em particular nas mulheres, onde o número de desempregados subiu 6,3%, enquanto nos homens o valor avançou 2,3%.
A procura de um novo emprego - que justificou em Outubro o registo de 92% dos desempregados - aumentou 4,4% face ao mês homólogo de 2009, enquanto a procura do primeiro emprego subiu 5,2%. Quanto ao tempo de duração da procura de emprego, 58,1% dos inscritos estão registados há menos de um ano e 41,9% há um ano ou mais.

http://dn.sapo.pt/bolsa/emprego/interior.aspx?content_id=1737284

Colloque "George Orwell, une conscience politique au XXe siècle"

Vendredi 19 mars 2010
Atelier 1 : L’identité politique d’un intellectuel

Atelier 2 : Témoin de son temps
 
Charles Holdefer (Université de Poitiers), “ ‘As surely doomed as the hippopotamus’, George Orwell and the anachronistic writer”

 Joseph Maslen (University of Manchester), “Inside the whale of British communism”

Antoine Capet (Université de Rouen), “George Orwell and the ‘phoney left’, 1939-1945”

Atelier 3 : Adapter Orwell
 
Dominic Cavendish (The Daily Telegraph, metteur en scène) : “Coming Up for Air revisited, Orwell, England, and the idea of escape”


Samedi 20 mars
Atelier 4 : Orwell et l’étranger

Giora Goodman (Kinneret College, Israel), “George Orwell and the question of Palestine”

François Bordes (IEP Paris), « La gauche hétérodoxe et la réception d’Orwell en France au début de la guerre froide »

Christophe Le Dréau (IEP Paris), « George Orwell, icône de l’Europe unie »

Dolores Martin (Cité des Sciences et de l’industrie), “George Orwell’s Homage to Catalonia, Rethinking the Spanish Civil War”

Atelier 5 : L’art orwellien
 
Marina Rémy Abrunhosa (Université de Paris 4) : “Face-to-face encounters in Orwell’s early works : an easthetics of the contemporary”

John Crowley (UNESCO), S. Romi Mukherjee (Institut d’Etudes Politiques de Paris/ Université de Chicago) : “Orwell’s people”

  Patricia Rae (Queen’s University, Ontario), “Modernist Orwell”

  John Baxendale (Sheffield University), “Orwell and Priestley : two ways of being a left-wing writer in XXth century England”

Nick Cohen (The Guardian), “George Orwell and the British left today”

Jeremy Tranmer (Nancy 2), “Big brother watching friends and foes ? George Orwell and the British Left”

Philippe Vervaecke (Université de Lille III), “Orwell as heritage. Commemorations of Orwell in contemporary Britain, c. 1994-2010”


Pierre Bourdieu un hommage

LA POLARIZACIÓN DE LAS RENTAS Y SU IMPACTO EN LA CRISIS

Vicenç Navarro

Leyendo la prensa, no sólo económica, sino general, uno se encuentra con algo que llama la atención por su paradoja. Por un lado vemos que desde la II Guerra Mundial hasta hoy, la riqueza en la mayoría de países de la OCDE (el grupo de países más ricos del mundo) ha ido creciendo. Y a pesar del bajón del PIB per cápita que varios países han experimentado durante estos años de recesión, es más que probable que para la gran mayoría de países de la OCDE, el PIB per cápita continuara creciendo, señalando así que la riqueza de tales países continuará aumentando. De esta realidad, uno podría concluir que el nivel de vida de la población crecerá en prácticamente todos los países más desarrollados económicamente.
Pero, por otra parte, leemos también artículos de grandes gurús económicos (la mayoría de persuasión neoliberal), que dicen que la gente tiene que ir haciéndose a la idea de que su standard de vida y el de sus hijos bajará. En realidad, a la juventud, tales autores le van insistiendo en que a partir de ahora su nivel de vida será menor que el de sus padres. Este mensaje se repite tanto y en tantos medios, que ha llegado a calar. Según una encuesta reciente, un 46% de jóvenes estadounidenses y un 42% de jóvenes europeos (el promedio de la UE-15) cree que su nivel de vida va a se menor que el de sus padres.

Nos encontramos, pues, en esta paradoja de que los datos objetivos macroeconómicos nos dicen que los países serán más y más ricos y, en cambio, la población, y muy en especial las clases populares, serán cada vez más pobres. Y se moviliza toda una campaña mediática para hacer que las poblaciones acepten reducciones de su bienestar, tal como estamos viendo estos días, en que la palabra más utilizada por los estados en sus políticas económicas y sociales es, precisamente, “austeridad”. La frase de moda en círculos económicos y mediáticos es que “nos tenemos que ir acostumbrando a que el futuro no será como ha sido el pasado”. Lo que es también interesante de subrayar es que pocas voces se preguntan en los mayores medios de información: ¿y por qué no? El hecho de que no muchos hagan esta pregunta lógica, es porque ello llevaría a tocar temas conflictivos, evitados en la narrativa oficial de la mayoría de estados, como son la explotación del mundo del trabajo por el mundo del capital y la consecuente concentración de los recursos generados por el primero. Estas son expresiones que se ven de mal gusto en la placidez de la narrativa oficial de los círculos políticos y mediáticos de los estados. Utilizar términos como “explotación” ya levanta muchísimas ampollas e inmediatamente se genera toda una serie de respuestas encaminadas a definir al autor que lo utiliza como un ideólogo, sospechoso de demagogia (un término que las derechas utilizan con gran frecuencia de forma acusatoria) con fines agitacionales que interfieren en aquella placidez del discurso oficial. Su dogma lleva a estigmatizar a todos los que no comulgan con sus creencias, ignorando, marginando y sancionando con el silencio a los heterodoxos. La Inquisición Económica es casi peor que la Inquisición Religiosa, aunque tienen mucho en común.

Veamos, sin embargo, los datos. Y me permitirán referirme a datos de EEUU, porque es el país que tiene datos más creíbles y extensos sobre este tema. Y para entender cómo ha ido evolucionando la creación de riqueza y su distribución, hay que analizar la evolución de la productividad laboral y la distribución de las rentas. En EEUU, la productividad por hora trabajada ha ido creciendo más rápidamente que el salario horario desde 1995. Y desde 1999, el crecimiento de tal salario ha descendido notablemente, mientras que el crecimiento de la productividad ha continuado creciendo.

Si la producción continúa creciendo y en cambio los salarios crecen poco o están estancados, nos tenemos que hacer la pregunta ¿a dónde van las rentas generadas por el incremento del producto, si no van a los salarios? Y la respuesta es, que van a la clase empresarial y a la clase financiera, que guarda y especula con estas rentas. El porcentaje de las rentas nacionales derivadas del trabajo ha ido bajando y bajando en EEUU y en la mayoría de países de la UE-15 (incluyendo España), mientras que las rentas del capital han ido creciendo y creciendo. El último ha ido absorbiendo más y más renta a costa del primero. Dentro de las rentas del trabajo, la masa salarial es la que representa el porcentaje más bajo de la renta nacional (45%), desde que se recogen en EEUU estadísticas sobre este dato (1945). En realidad la situación de los asalariados (aquellos cuya productividad ha continuado aumentando) está muy deteriorada. Según datos del Economic Policy Institute, de Washington, el 44% de las familias en EEUU han estado afectadas por el desempleo o por una reducción obligatoria del tiempo de trabajo y/o reducción salarial, y el 46% de la población que ha estado desocupada, lo ha estado durante más de seis meses. Y sumando a la cifra de desempleados la de los trabajadores que han abandonado la búsqueda de trabajo por su enorme dificultad para encontrarlo, resulta que la cifra de desempleo llega al 18% de la población activa. Estas condiciones de deterioro del mercado de trabajo ejercen una enorme presión a la baja de los salarios.

Los costes humanos de esta situación son enormes. Cada crecimiento del desempleo de un 1% (equivalente a 1.5 millones de trabajadores sin trabajo), origina un exceso de 47.000 muertes (26.000 infartos, 1.200 suicidios y 831 asesinatos). En realidad, el 57% de la población estadounidense indica que su salud ha estado afectada negativamente como consecuencia de la crisis. Enfermedades debidas al estrés han aumentado exponencialmente. El 67% de la población de las dos decilas inferiores de renta manifiestan estar especialmente estresadas, y así un largo etcétera.

¿A qué se debe que los salarios disminuyan y el desempleo aumente? La bibliografía científica que analiza estos hechos es larga. La globalización es una de las causas que se citan más frecuentemente. Según esta explicación, los puestos de trabajo se exportan a otros países, o los países importan inmigrantes que aumentan el “pool” de trabajadores y que, por su condición de inmigrantes, aceptan salarios más bajos. Otras explicaciones son de carácter demográfico, atribuyendo los cambios salariales a cambios en las estructuras familiares. Todas estas explicaciones son útiles para entender la realidad. Pero son insuficientes, pues no tocan todas las causas reales, las cuales son de naturaleza política. Lo que se presenta como causas son en realidad síntomas de un enorme desequilibrio de poder. El capital es enormemente poderoso y el mundo del trabajo es enormemente débil.

LA DISTRIBUCIÓN DE LAS RENTAS DURANTE LA CRISIS

Esta concentración de las rentas del capital a costa de las rentas del trabajo se ha acentuado todavía más durante la crisis. La destrucción de puestos de trabajo y la disminución de las horas de trabajo implica que, en ausencia del declive de la riqueza, es decir, del PIB (que en realidad ha ido aumentando a partir del 2009), la productividad ha aumentado sustancialmente. Este aumento de la productividad, sin embargo, ha repercutido casi exclusivamente en un gran incremento de los beneficios empresariales. Tales beneficios han aumentado un 57% desde el 2008 al 2010, un aumento sin precedentes en la historia económica de EEUU, mientras que los salarios han bajado un 2% durante el mismo periodo (Andrew Sum y Joseph McLaughlin “The massive Shedding of Jobs in America”. Challenge. Nov.Dec. 2010, pp 62-76). Estos beneficios se han acumulado como liquidez (cash), siendo depositados en la banca y en fondos de elevado riesgo (hedge funds), con lo cual, el capital financiero se ha beneficiado enormemente de esta situación. Según la agencia Moody’s, “el dinero no escasea en las grandes empresas. Nunca habían tenido tanto antes”. (Es importante subrayar que a mayor desigualdad, mayor es el tamaño del sector bancario en la economía de un país).

El crecimiento de la productividad, sin embargo, no ha repercutido en un incremento de los salarios. El elevado desempleo actúa como un gran freno en las reivindicaciones salariales. En realidad, esta es su función: atemorizar a la clase trabajadora, a la cual se le dice que tiene que acostumbrarse a tener un nivel de vida inferior. De ahí el énfasis en la política de austeridad. Ni que decir tiene que no existe nada inevitable en esta situación, pues responde a variables políticas. Si los sindicatos y las izquierdas fueran más fuertes, el crecimiento de la productividad repercutiría en un aumento de los salarios, y con ello de la demanda que facilitaría la recuperación económica. El hecho de que esto no ocurra se debe ni más ni menos a que el capital tiene mucho más poder político y mediático que el mundo del trabajo. Así de claro.


http://www.sistemadigital.es/%28X%281%29A%28wOPHD23UywEkAAAAZjUzMzU0M2UtZmFkYy00YzM1LThiYzItMjkyNGFhZDE3MmNjLX7LohnuNMiIudae2_y53WS-rxE1%29%29/News/ItemDetail.aspx?id=2784

81 milhões de pessoas em risco de pobreza na União Europeia em 2008

Destes, quase dois milhões viviam em Portugal.

O risco de pobreza após serem efectuadas as transferências sociais afectava, em 2008, 16,5% da população dos países da União Europeia, isto é, mais de 81 milhões de pessoas. Em Portugal 1,967 milhões encontravam-se nessa situação. De acordo com os dados publicados no relatório “Income and living conditions in Europe”, existiam também 41 milhões que se encontravam numa situação de privação material severa e 34 milhões viviam num agregado doméstico com uma intensidade laboral muito baixa. Quase 116 milhões de habitantes dos países da União Europeia eram afectados por pelo menos um destes indicadores de exclusão social, enquanto 7 milhões eram-no  pelos três.
Um dos dados interessantes apresentados neste relatório prende-se com a influência das transferências sociais e dos impostos directos na diminuição das desigualdades de rendimento. Em Portugal, no ano de 2007, o rendimento proveniente do trabalho ou de outro tipo de proveitos económicos e financeiros dos 20% mais ricos era 11 vezes superior ao dos 20% mais pobres. Após efectuadas as transferências sociais, essa diferença diminui para 9 vezes. E, quando se analisa a diferença desta proporção após efectuada a taxação dos rendimentos por impostos directos, o rendimento dos 20% mais ricos era 7,3 vezes superior ao dos 20% mais pobres.  Em termos médios, nos 23 países da União Europeia (mais a Islândia) para os quais existia informação disponível, os valores desta desigualdade eram de, respectivamente, 7,9, 6,1 e 5,1. De referir que nos países nórdicos a desigualdade de rendimentos antes de efectuadas as transferências socais e de serem taxados os rendimentos é mais elevada do que o verificado em termos médios para os países da União Europeia. Mas, após a aplicação de impostos directos sobre os rendimentos, o nível de desigualdade de rendimento entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres fixa-se abaixo do valor médio apurado para os 24 países analisados. Portugal, por seu lado, apresentase como o quarto país mais desigual da União Europeia, atrás da Letónia, Estónia e Lituânia.

http://observatorio-das-desigualdades.cies.iscte.pt/index.jsp?page=news&id=142
Related Posts with Thumbnails