À procura de textos e pretextos, e dos seus contextos.

12/12/2010

CGTP quer esclarecimentos sobre fundo de despedimentos

Portugal no "podium" dos países com mais contratos a prazo

Flexibilidade laboral relacionada com precariedade

Portugal terceiro país da UE com mais precários

Portugal tem 22 por cento da população empregada contratada a prazo, apenas atrás da Polónia e Espanha. A média de contratos a prazo na União Europeia é de 13,5 por cento.
Portugal é o terceiro país da União Europeia com mais trabalhadores precários, a seguir à Polónia e à Espanha, indicou o Eurostat.
Segundo o gabinete de estatísticas europeu, Portugal tem 22 por cento da população empregada contratada a prazo, contra 26,5 por cento da Polónia e 25,4 da Espanha.
A média de trabalhadores com contratos a prazo (com mais de 15 anos) na União Europeia é de 13,5 por cento, ao passo que na Zona Euro é de 15,2 por cento.
Em termos de emprego em part-time, Portugal tem 8,4 por cento de população empregada neste regime. A Holanda é o país que tem maior fatia de empregados em part-time, ao passo que a Bulgária é o que tem menos.

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1732569

Gasóleo atinge o preço mais alto em dois anos

As gasolineiras voltaram a subir esta semana os preços da gasolina e do gasóleo, que estão já nos valores mais elevados dos últimos dois anos. A tendência é para uma escalada dos preços, uma vez que o frio que se sente na Europa está a fazer disparar o consumo.
 
foto leonel de castro/arquivo
Gasóleo atinge o preço mais alto em dois anos
Gasóleo custa 1,249 euros o litro
 
Os combustíveis não param de aumentar e a tendência é para continuar. As gasolineiras voltaram a subir esta semana os preços da gasolina e do gasóleo, que atingiram já os valores mais elevados desde 2008.
A subida dos preços reflecte o aumento dos combustíveis nos mercados internacionais, que estão a ser pressionados por um aumento do consumo. "A pressão do inverno na Europa faz com que o consumo de combustíveis aumente e isso reflecte-se na subida dos preços dos mercados internacionais", explicou ao JN Jesus Ferreira, consultor da Energy Consulting. O especialista acrescentou, no entanto, que "em Portugal não há razão para que isto aconteça, mas a petrolíferas aproveitam para ganhar margem". Os mercados internacionais estão a  antecipar já novas subidas na gasolina e no gasóleo, embora a um ritmo menos acentuado.
Depois de ter subido o preço dos combustíveis no início da semana, a Galp voltou a aumentar esta quinta-feira o preço do litro da gasolina e do gasóleo em 1 cêntimo. Abastecer um depósito de gasolina custa agora 1,469 euros por litro nos postos da petrolífera nacional, enquanto o gasóleo vale 1,249 euros o litro.
De acordo com dados da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), a gasolina bateu este valor no dia 8 de Agosto de 2008, altura em que o barril de Brent, petróleo de referência para a Europa, estava a valer 76,68 euros. Hoje, o "ouro negro" custa 69,24 euros, menos 7 euros do que há dois anos. Já o gasóleo atingiu o valor mais alto a 10 de Outubro de 2008. Um litro valia 1,268 euros, numa altura em que o petróleo valia 41,23 euros por barril. De acordo com os valores médios semanais da DGEG, a gasolina está a valer 1,421 euros, enquanto um litro de gasóleo custa 1,208 euros.
A BP prepara-se já para subir os preços novamente. A partir de hoje, abastecer nos postos da gasolineira custa mais 6 cêntimos. Um litro de gasolina custa 1,475 euros e o gasóleo vale 1,255 euros por litro. As restantes gasolineiras que operam em Portugal também subiram os preços dos combustíveis pelo menos duas vezes nos últimos dias.
Segundo o último relatório de Bruxelas, depois de impostos, o preço médio da gasolina 95 praticado em Portugal é o nono mais caro em toda a União Europeia. Já o gasóleo ocupa a 13.ª posição no 'ranking' dos 27. Antes de impostos, o cenário altera-se. Os preços da gasolina e do gasóleo sobem para a sexta e quarta posição, respectivamente. 

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1732164

Diferença no rendimento 'per capita' entre Norte e Galiza aumenta 14%

A diferença no rendimento «per capita» entre o Norte de Portugal e a Galiza aumentou quase 14% entre 2000 e 2007, conclui o novo Anuário Estatístico da Euro-Região Norte/Galiza.
 
foto Joana Bourgard/JN
Diferença no rendimento 'per capita' entre Norte e Galiza aumenta 14%

 
O documento é apresentado na segunda-feira em Santiago de Compostela.
"A diferença entre o rendimento 'per capita' das duas regiões agravou-se: de 26,6% (em 2000) para 40,3% (em 2007)", é uma das conclusões do anuário, a que a Lusa teve acesso.
O anuário é promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), através do seu Observatório das Dinâmicas Regionais, e pelo Instituto Galego de Estatística da Xunta da Galicia.
O documento destaca que as economias das duas regiões são mais parecidas do ponto de vista da distribuição sectorial do emprego, mostrando que as mesmas se "terciarizaram" ao terem atingido, em 2009, 51,4% na Região do Norte de Portugal e 65,1% na Galiza.
A região Norte e a Galiza apresentam também semelhanças ao nível do desemprego (11% e 12,6%, respetivamente) mas a origem destes valores foi "muito diferente".
Se na Galiza a taxa de desemprego "se manteve quase inalterada" desde 2002 (então com 12,7%), no Norte de Portugal assistiu-se, durante o mesmo período, ao agravamento de quatro pontos percentuais (6,8% em 2002).
Simultaneamente, a taxa de emprego naquela região espanhola subia 4,2% ao passo que em Norte se assistiu a um decréscimo de 2,2%.
A CCDR-N explica que muitos destes valores se justificam pelos "diferentes dinamismos da actividade económica nos dois lados da fronteira".
"Do lado português, e apesar de se partir de um nível mais baixo, assistiu-se a uma estagnação do rendimento 'per capita', enquanto do lado espanhol esse rendimento foi aumentando de forma sustentada", sustenta a comissão.
Outros dados do anuário apontam para mais semelhanças nas duas regiões, nomeadamente ao nível da saúde e quanto ao número de médicos por mil habitantes (3,3 para o Norte e 4,3 para a Galiza em 2007) ou camas por mil habitantes (3,5 para o Norte e 3,6 para a Galiza em 2007).
Também a taxa de crescimento populacional efectivo mostra valores semelhantes, com 0,0% para Norte e 0,4% para a Galiza em 2008.
As duas regiões divergem no que à taxa de actividade diz respeito (62,7% no Norte e 55,1% na Galiza em 2008) ou à variação do PIB (-0,1% para o Norte e 1,7% para a Galiza em 2008).
A nova edição Anuário Estatístico da Euro-Região Norte/Galiza (inexistente desde 2003) conta com dados disponíveis até ao ano 2010 e teve o apoio financeiro do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha - Portugal.
O documento procura actualizar a série de dados que vinha sendo divulgada em edições anteriores e que permite caracterizar as duas regiões, em termos territoriais, demográficos, económicos e sociais.
Na sistematização da informação presidiu, sobretudo, o critério da comparabilidade dos dados, fornecidos pelos sistemas estatísticos dos dois lados da fronteira, de forma a permitir a leitura conjunta das duas regiões e, em consequência, o aprofundamento do estudo das relações transfronteiriças. 

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1733332

Activistas ameaçam sabotar o sistema judicial britânico se Assange for extraditado

O grupo activista Anonymous, que atacou as páginas da Mastercard, Visa e PayPal, ameaça sabotar o sistema judicial britânico se o fundador do Wikileaks, Julian Assange, for extraditado do Reino Unido para a Suécia, revela o The Sunday Times.
 
foto LLUIS GENE/AFP
Activistas ameaçam sabotar o sistema judicial britânico se Assange for extraditado
Manifestação de apoio a Assange
 
De acordo com o jornal, os activistas lançariam um ataque contra o sistema informático do Serviço Público de Processamentos (CPS, na sigla em inglês) e a outros departamentos governamentais relacionados com a extradição, como protesto caso o australiano Assange seja entregue às autoridades suecas para julgamento.
O Anonymous também poderá atacar os sistemas da prisão de Wandsworth, em Londres, onde Assange, de 39 anos, está detido, segundo o The Sunday Times.
O fundador do Wikileaks, que nas últimas semanas difundiu informação secreta dos Estados Unidos está em prisão preventiva a aguardar a presença, terça-feira, num tribunal de extradição em Londres.
Os advogados de Assange vão voltar a requerer ao juiz a liberdade condicional do australiano, negada na primeira tentativa com o argumento de risco de incumprimento.
Assange já disse que tentará impedir a extradição para a Suécia, onde é acusado por alegados crimes sexuais.
De acordo com o Sunday Times mais de 35 mil pessoas já descarregaram para os seus computadores a ferramenta que permite participar nos ataques orquestrados pelo grupo Anonymous, na chamada operação Payback.
O grupo Anonymous, que está por detrás da onda de ataques a vários sites de empresas que cortaram relações com o Wikileaks, justificou as suas ações, que considerou pretenderem danificar a "imagem pública" dessas empresas.
Um representante do grupo, contactado pela Lusa e que preferiu não ser identificado, garantiu que os ataques "continuarão o tempo que seja necessário" e que há cada vez mais apoio na rede para as suas iniciativas.
"Não podemos indicar claramente quem são os nossos próximos alvos", frisou, referindo que os objectivos continuam a ser as presenças "corporativas" na Internet.
"Estamos a visar agências ou organizações que censuraram o Wikileaks. Ou melhor, que têm uma agenda anti-Wikileaks", sublinhou o mesmo representante notando que "nem todos os que não gostam do Wikileaks censuraram o site".
Num comunicado difundido através do twitter, o grupo insiste que a "Operation Payback" - que visou sites como os da Visa, Mastercard, Amazon e Paypal - "não tem como objectivo visar qualquer infra-estrutura crítica" das empresas.
"Visamos apenas os seus sites corporativos, ou seja, a sua face pública. É uma acção simbólica (...) uma expressão legítima de dissidência", refere o comunicado.
No comunicado, o Anonymous explica que não se define como um grupo mas sim "como um espaço de encontro na Internet", com uma estrutura de comando "descentralizada" que "opera em ideias mais que em directivas".
Os ataques são semelhantes aos que o próprio Wikileaks registou a 28 e 29 de Novembro, quando iniciou a divulgação dos primeiros telegramas diplomáticos norte-americanos.
Trata-se de ataques DDoS (ataques de negação de serviço, na sigla inglesa) que pretendem impossibilitar os utilizadores de aceder aos recursos de um servidor. 

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1733293

Portugal tem 22% de precários

Portugal é o terceiro país da União Europeia com a mais alta taxa de trabalhadores precários. Numa altura em que o Governo, pressionado por Bruxelas e o FMI, se prepara para flexibilizar ainda mais o emprego e os despedimentos, dados avançados pelo Eurostat revelam que 22% da população empregada tem contrato a prazo, um número que é apenas ultrapassado pela Polónia (26,5%) e por Espanha (25,4%). A média de trabalhadores com contratos a prazo (com mais de 15 anos) na União Europeia é de 13,5%, enquanto na Zona Euro é de 15,2%, acrescenta o relatório do gabinete de estatísticas europeu, que se baseia em dados de 2009. Os contratos a prazo afectam, sobretudo, os jovens recém-chegados ao mercado de trabalho. O que não surpreende, tendo em conta que, em Portugal, a taxa de desemprego da população entre os 15 e os 24 anos pulou para 23,4% no terceiro trimestre deste ano. O comércio é um dos sectores onde o emprego é mais precário. O relatório do Eurostat Labour Force Survey analisa ainda para cada país a percentagem de trabalhadores no regime de part-time (tempo parcial). Em Portugal, essa percentagem é de 8,4%, um valor bastante abaixo da média da União Europeia (18,1%) e da Zona Euro (19,5%). A Holanda é o país comunitário com a maior fatia de trabalhadores em part-time, uma vez que, dados os elevados apoios sociais, muitas pessoas optam por trabalhar menos horas para dar maior assistência à família; pelo contrário, a mais pobre Bulgária é onde se encontram menos trabalhadores contratados neste regime. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho precário caracteriza-se por uma combinação de diferentes factores, entre os quais, "uma duração limitada do trabalho ou uma elevada probabilidade de o trabalhador perder o emprego".

http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1732984
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